
domingo, 23 de dezembro de 2007
sábado, 8 de dezembro de 2007
Um chamado

Hoje, depois de almoçar com a Flávia e me despedir dela, fui de carona com os pais do Eduardo para o aeroporto.
O atraso de 1h e meia no vôo foi bobagem pra mim, já que há uma crise no tráfego aéreo brasileiro e tanta gente anda ficando sem vôo.
Minha primeira viagem de avião foi interessante: a sensação é muito gostosa. Principalmente quando você consegue ver as nuvens por cima. Uma da smais lindas cenas que eu já vi Só pude refletir em Deus e meus olhos se encheram d'água. Ollhei e fiquei imaginando que o Deus maravilhoso que criou tudo aquilo é o mesmo Deus que me chamou para esse projeto.
Eu e o Eduardo ficávamos olhando as luzes lá embaixo e tentávamos advinhar qual cidade estaríamos sobrevoando.
Nós sabemos que Deus nos chamou para uma obra grandiosa, e que não podemos voltar atrás.
O projeto missionário havia começado bem antes do que eu imaginava: no coração de Deus.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Perto da terra prometida

Jaílson nos deixou num hotel em Castanhal, cidade que fica a pouco mais de uma hora da capital. Seguimos pela rodovia BR-316 com o velocímetro entre 100 a 150 km/h. Eu achei muito legal o hotel “Durma bem”.
Ao meio dia, ele nos levou ao aeroporto e descobrimos que o vôo pra Macapá teria mais duas horas de atraso.
Por isso, fomos dar um passeio pela cidade: Conhecemos as Docas, comemos Caruru, Sushi, suco de Cupuaçu, passamos pelo Theatro da Paz( é assim mesmo que se escreve, tá, terroristas de plantão?!), comemos Castanha do Pará até que deu a hora de voltar para o aeroporto.17:20- Chegamos em Macapá e. assim que descemos do avião, havia já alguns irmãos lá embaixo esperando os missionários com uma grande faixa.
Ficamos alojados em uma escola particular, que também funciona como faculdade, cujas salas tinham até ar-condicionado.
Em seguida, jantamos na igreja batista memorial de Macapá, onde os membros estavam dando uma festa com um ritmo bem animado de forró.
Liguei pela 3ª vez pra Flávia, liguei pra minha mãe e conhecemos o Shopping de Macapá (isso na hora da festa).

À noite, só consegui ligar para a Ana Paula, já que em Macapá é ainda mais difícil de telefonar.
Falei com eles em tom de despedida, sabendo que, nem pra Flávia, eu vou poder ficar dando telefonemas freqüentes. Essa abstinência vai me deixar doido. Eh eh eh .



Conheci uns missionários da Bahia, de São Paulo e até do Rio Grande do Norte.
Fomos dormir num bate papo bem legal.


terça-feira, 4 de dezembro de 2007
No meio do mundo

Diário de bordo do projeto missionário TRANS Amapá;
Acordamos lá pelas 8:20h, ainda na escola. Cheguei um pouco atrasado no culto de 8:30h.
Tomamos um café esperto na igreja batista Memorial de Macapá: pão com ovo mexido, salsicha, queijo e suco de uva.
Como ainda nem todos os voluntários chegaram, o treinamento foi adiado e tiramos dia para fazer turismo. Conheci o Forte de São José, o Marco Zero , onde está a linha do Equador. Foi legal conhecer “o meio do mundo.” Antes disso, eu liguei pra Flávia. Mas, minha mãe, coitada...só amanhã.
Conheci bastante gente de vários lugares do Brasil. 
Alessandra – Marília(SP)
Adiliane- Olinda( PE)
Rejane -Brasília(DF)
Tatyane- Recife( PE)
Thayná- Cutias(SP)
Maycon- Xerém( RJ)
Jobson- Campo Grande (RJ)
Jorge- Bahia
Geórgia- Atibaia(SP)

Priscila- Mossoró(RN) 
Pr. Daniel- Alagoas(SE)
Micheli- São Paulo
Gabriela- Uberlândia(MG)
Sr. Joaquim - Bahia
Fábio- São Luiz(MA)
Ismael- Salvador(BA)
Rodrigo- Biritiba Mirim(SP)
Patrícia- Goiânia(GO)
Priscila- Presidente Prudente(SP)
Quase esqueci de mencionar o calor violento que faz aqui . A equipe médica recomendou 12 copos de água por dia.
Se você vier a Macapá, muito cuidado ao atravessar as ruas. Quase todos as
vias são de mão dupla e os cruzamentos são complicadíssimos de atravessar. Porque as vias são largas e imprevisíveis.
Depois do turismo, jantamos na igreja, ams antes disso, pasei na lan housepara me despedir dos amigos "wébicos". Amanhã, eu saio daqui dacapital e nada de internet apartir de amanhã. Deixei um recado pra Flávia, pra Thalita e faleicom alguns amigos no MSN.
Vou ficando por aqui, preocupado porque ainda não comprwei meu protetor slar nem meu mosquiteiro, muito menos minha passagem de
volta. Preciso ligar pra B.R.A, logo.
Agora, vou dormir, consciente de que Deus já tem me falado muito e se mostrado desejoso de me dar respostas com relação a minha vida espiritual, meu futuro e meus relacionamento. (Acho que nesses dias, eu já sabia, no fundo, no fundo que isso não teria outro destino senão o desfecho que recebeu. )
Ps. A mensagem do Pr. Fernando na igreja foi 10. A hostória de Cornélio...jamais me esquecerei..." Igreja não tem autoridade espiritual
pra decidir se faz ou se não faz missões, ela TEM que fazer!!!"
Ps. Tomara que a minha mãe, a Flávia e a D. Dalva gostem das lembrancinhas que eu comprei hoje.
domingo, 2 de dezembro de 2007
Segura, peão!

Diário de bordo do projeto missionário TRANS Amapá;
Hoje foi o primeiro dia de treinamento e tivemos que acordar às 6:00h da manhã ( nunca me esquecerei do apito do Pr. Daniel. eh eh eh). Fomos todos para um devocional no ginásio da escola. Deus sabe o quanto eu precisava desses momentos.
Depois, fomos todos para a igreja ouvir o Pr. Gerson, a irª Lizete, Pr. Geremias e a irª Mônia (moradora de Macapá há um ano).

No intervalo, eu para a Lan house deixar um abraço para mais algumas pessoas, porque a expectativa de ir para o interior do Amapá está aumentando.( antes disso, quase perdi minha câmera digital no Shopping).
As equipes ainda não foram totalmente definidas porque há ainda voluntários para chegar na madrugada de hoje.
Após a janta, tivemos um culto grandemente abençoado, onde eu senti o toque de Deus em um hino da Aline Barros( “enche-me, usa-me...como um farol...eis aqui a minha vida, usa-me, Senhor). Nunca esse cântico fez tanto sentido na minha vida como agora.
Depois, a palavra do Pr. Geremias foi abençoada e falou ao coração de todos, creio eu, sobre batalha espiritual e que o Diabo está fazendo de tudo para que o projeto dê errado, mas ele não poderá impedir o projeto de Deus jamais. Aí, fez um apelo para que consertássemos nossos relacionamentos e pecados escondidos.
Depois dessa bênção, fui para o Shopping com o Fábio(MA), a Thayana(PR) e o Abner(AP) para ver o pessoa caindo no touro mecânico. Foi lá que eu aproveitei, recarreguei o celular do Abner, e liguei pra minha mãe e depois pra Flávia.
Quando voltei para a escola para dormir, tinha um pessoal fazendo uma brincadeira de “expressões regionais”. O Eduardo filmou tudo. Rimos à beca. Eu me diverti bastante com as diferenças. Uma expressão que é comum em uma região, é um palavrão horrível em outra. Por exemplo: no Rio, biscate é conhecido como qualquer tipo de trabalho FREE LANCER ou temporário. Em São Paulo está relacionado à prostituição. Cacete na Bahia é uma baguetezinha de pão francês, mas em São Paulo é feio demais...
Esse tipo de coisa só uma TRANS pode fornecer: 24 estados da federação representados num único lugar e tanta gente boa junta. É maravilhoso!
( antes disso, eu havia ligado para uma das minhas “mães de oração” Ana Paula.)

Vou ficando por aqui, pedindo a deus que a chama missionária que ele acendeu em mim nunca se apague. Fala ,Deus. Teu servo ta sedento!
Ps; Fiquei feliz com a atitude do Fábio(MA). Ele quer ficar aqui até dezembro. Ouviu o chamado de deus e está obedecendo. Um garoto de 19 anos com uma maturidade espiritual dessa é algo precioso em qualquer igreja.
Eis a lista dos novos amigos
Vítor - Picos (PI)
Elisa Bete – Niterói (RJ)
Taila – São Paulo
Vanessa – Brasília
Jardel – Bahia
Carol – São Paulo
Denise – Mogi das Cruzes (SP)
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
O comissionamento
Macapá, 3 de Julho de 2007
Diário de bordo do projeto missionário TRANS Amapá;
Acordei na frente de todo mundo, hoje. 5:50h, eu já estava de pé, bem mais disposto do que ontem e sem irritação na garganta, o que é melhor.
Depois da devocional, fomos ao café da manhã e, assim que chegamos na igreja, vimos a chuva caindo em Macapá pela primeira vez.
Na hora do intervalo, não fui navegar na internet, mas tentei ligara para a B.R.A pra comprar minha passagem de volta e não consegui comprar por telefone.
Falei de Jesus para um senhor católico na calçada, já que ele tinha puxado assunto comigo. Ele disse que aceita Jesus, mas entendi que do jeito particular dele, infelizmente,mas fiquei contente por ele ter me dito que iria refletir em tudo o que eu disse. Semente plantada.
Enquanto eu achava que o Eduardo estava passando maus bocados lá no Jari, mal sabia eu que haviam mandado ele para o céu. Eu queria ter conhecido esse paraíso, também
Quando acabou o intervalo, foi a hora do Pr. Gerson dividir as equipes da TRANS. Acabei ficando na capital e fiquei meio chateado porque eu queria andar de barco e ver muito mato ( ver índios e onças,também. eh eh eh) .
Em tempo: eu escrevi isso porque também tinha o preconceito de que o Amapá era cheio de índios e isso não é verdade. São muitos descendentes, mas poucos os legítimos e alguns ficam em lugares reservados pela FUNAI. Percebi que precisava ter mais respeito antes de falar dos brasileiros mais genuínos de todos.
Mal sabia eu que iriam remanejar algumas equipes e por acaso me colocaram mais afastado de Macapá, no distrito de Flexal.
Nenhum dos meus amigos teve a felicidade de ficar na mesma equipe de ninguém. Todo mundo se separou e foi para municípios bem distantes. No momento em que escrevo isso, o Eduardo já está a caminho de Vitória do Jarí. Eu ainda estou na escola porque só viajo amanhã. O pobre coitado vai ficar horas atravessando o Amazonas.
O culto de comissionamento foi um a bênção com outra palavra abençoada do Pr. Fernando Brandão( secretário executivo da JMN). E todos já estavam com o uniforme do projeto. Até a “Rede Amazônica” local filmou parte do culto para a televisão. (aparecemos no telejornal amapaense do SBT). Foi nesse culto que eu decidi participar do PAM - plano de adoção missionária.
Chegou a hora da despedida. Quando acabou o culto, o ônibus que levaria a galera para os
municípios mais distantes parou em frente á igreja e eu me despedi do meu amigo Eduardo. Agradeço a Deus por ter usado ele para me dar ânimo para vir ao Amapá.
Falei ainda com a Alessandra(SP), Rejane(DF). Mas, o Ismael já foi e acho que eu não falei com ele.
Mas, o dia ainda não tinha acabado. A convenção pagou um jantar maravilhoso pra gente num lugar bem legal. Na verdade, era uma choperia e ficamos praticamente só nós,os voluntários, lá. Com música evangélica com ritmos musicais bem animados, incluindo forró. Eu me diverti muito.
Mas, descobri que sou muito durão pra dançar forró.
Quando voltamos pra escola, já era bem mais de meia noite e o pessoal foi comemorar o aniversário do Danilo(BA), e da Thainá( SP). Bem baixinho porque já tinha gente dormindo.
Quase esqueci de mencionar que antes do culto, levaram eu e o Rodrigo na casa de um irmão para pegar um fogão doado para o projeto. Fiquei irritado porque nos fizeram chegar atrasados( eu acho que perdi a foto oficial...).
Descobri que já tinha feito um grande amigo aqui. O Fábio(MA) é gente boa pacas. Ele tem uma mente consagrada a Deus. É um rapaz que leva Deus muito a sério, mesmo. Tanto ele quanto a Patrícia(GO). Outra menina super consagrada ao Senhor.
Fiquei feliz, porque nunca num projeto de qualquer igreja que eu tenha participado, vi tanta gente compromissada com a voz de Deus e desapegada das coisas materiais.Uma lição para mim que deus quer me dar aqui nesse lugar. Para sempre.
Antes de dormir, conversei com o Rodrigo e também com a Priscila(SP).
O pior de tudo é saber que só verei esse povo agora no dia 28. Em poucos dias, eu me apeguei muito a essas pessoas citadas aqui.
Ps: Liguei pra Flávia e contei parte das coisas que mencionei aqui. Ela ficou muito animada com a minha empolgação. Nunca me viu tão feliz!
Ps2: A Mônica (DF) me deu uma cartela de Paracetamol. Só Deus, mesmo!
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Do chamado para o campo
Flexal, 4 de Julho de 2007
Diário de bordo do projeto missionário TRANS Amapá;
Finalmente, começou a parte mais crítica dessa TRANS: o período de adaptação no interior. Acabou a moleza da escola com ar-condicionado.
Depois de algumas horas de viagem, eu e Débora(MG) chegamos a Flexal. Distrito onde Deus nos designou para falar do seu amor.
Ainda bem que chegamos, pois saímos atrasados da escola e o ônibus do pessoal já estava saindo. Tivemos que correr e eu tive que implorar ao fiscal para ele segurar o ônibus.
No caminho, foi legal tirar foto de dois meninos descascando castanhas de caju. Uma cena que não se vê no Rio.

Ao descer do ônibus, eu me arranhei em algum lugar, mas não senti nada até ver o sangue saindo do meu cotovelo.
Aqui não tem enfermaria, só enfermeira. Amanhã, vou ter que ir a Tartarugalzinho tomar antitetânica por via das dúvidas. além disso, não há orelhão, nem tampouco banco. Eu não trouxe um centavo. Ou melhor, só tenho R$ 0,25 e eo que eu quiser, terei que pedir à Junta.
Amanhã, irão mandar a nossa verba pra cá. Acabei sendo escolhido como tesoureiro da equipe.

Quando deu umas seis horas, eu fui um ótimo banqutee para os mosquitos, ou melhor, carapanãs. Passei repelente umas quatro vezes e eles não me deixaram em paz. A picada deles coça a beça.
Foi quando o irº Henrique, obreiro da igreja e morador da casa me emprestou uma camisa de manga comprida.
Logo mais á noite, realizamos o culto de oração. A Débora dirigiu e eu preguei. Percebi então, ser mais difícil pregara para as pessoas daqui do que se eu tivesse que pregar no maracanã. Isso porque é preciso ter um tao todo especial com as palavras. Afinal, estou no meio de uma cultura diferente e qualquer erro pode ser fatal.
Isso porque estamos na fase do medo. Medo do fato de não saber o que lhe aguarda. Medo de não saber tratar as pessoas, o medo de pegar malária e uma outra doença. tudo isso assusta um pouco a gente.
Pra piorar, não há orelhão perto daqui e só poderemos telefonar na segunda-feira.

Depois do culto, a Débora foi dormir na casada enfermeira, já que a Aline(BA) ainda não chegou. Antes de dormir, o irmão Henrique me ensinou a andar de moto (só pra ficar registrado pra daqui a 20 anos eu poder lembrar: Honda Pop 100).
Agora, estou dentro do mosquiteiro, com calça comprida e camisa de manga comprida. Diante das circunstâncias, já disse, o calor é o menor do meus problemas.
Aqui no Amapá acontecem umas chuvas quando você menos espera, mas elas passam muito rápido. Nesse momento , está chiovendo e vários insetos bem parecidos com baratas pularam para dentro da sala.
Amanhã, eu vou tentar ir a Tartarugalzinho de moto. Minha mãe comeria meu fígado se soubesse disso. Não usava mosquiteiro desde uns 6 anos de idade. Agora sei que não era só para mosquitos que ele servia.
Vou tentar dormir agora com um baita barulho de cigarra lá fora. Sabendo que isso é um lugar esquecido pelas autoridades, mas lembrado e amado por Deus.
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Entrando na agulha
Diário de Bordo do projeto missionário TRANS Amapá;
Já estou fora há quase uma semana e a saudade de casa dá indícios de que vai começar a apertar.
Hoje, eu sofri um bocado de madrugada. Acordei duas vezes para coçar o meu pé e passar repelente. A mosquitada daqui castiga muito.
De manhã, a Débora bateu na porta da casa por uns 40 minutos até conseguir me acordar. Acho que é cansaço acumulado.
Eu e ela fomos conhecer a Vila. Contamos umas 70 casas e compramos 10 garrafas de água mineral no caminho.

O irmão Henrique foi embora hoje pra Macapá e só volta na segunda-feira. Mas, dexou um bilhete pra cozinheira( D. Val) e recados para mim e pra Débora.
Ele achou por bem que eu não fosse pra Tartarugalzinho de moto e achou mais seguro eu ir no carro da irª Marcelina.

Quando eu estava achando ela fosse nos levar para a cidade, ela colocou a chave do carro na minha mão. Fiquei todo bobo! Foi muito bom dirigir um Celta novinho numa rodovia. A 1ª vez, a gente nunca esquece.
Quando eu menos me dava conta, o carro já estava chegando a 120 km/h e eu nem sentia. Só reduzi um pouco porque a enfermeira tem medo de velocidade. Outra coisa que mataria a minha mãe de preocupação ( ou de inveja. Ah ah ah ).

Eu e a Débora tomamos antitetânica em Tartarugalzinho e depois, fomos fazer compras.Estávamos precisando de água, leite em caixinha, papel higiênico, frango, biscoito, sabão em pó e até pinho para lavar o banheiro.
Antes disso, fomos à casa do Pr. Jorge e conversamos com a esposa. Depois das compras, fomos ao local onde está a equipe de Tartarugalzinho. Eles acabaram nos chamando para ajudá-los para ajudá-los por lá quando o trabalho terminar por aqui.

A Luciene nos deu uma pulseirinha co as cores que representam o plano da salvação que a equipe dela está usando. Depois, ela me ajudou a costurar a minha camisa do projeto que estava rasgada.
Chegamos em Flexal e, depois de umas 4 da tarde, começamos o censo religioso do local com a ajuda da Silmara. Mas, pegamos apenas casas de pessoas crentes e convocamos algumas crianças para a EBF. A única pessoa não crente que fomos ver não quis nos receber.
Depois, eu e Débora começamos a bolar métodos estratégicos para a EBF que será na semana que vem. 

Fiquei um pouco triste, hoje. Parece que missionário passa por vários momentos de solidão. Principalmente num lugar como esse.
Mas, chega-se a conclusão de que ele sempre tem a convicção de que Deus está no controle de tudo. Isso me alegra muito. Tenho carnal materialista ultimamente e, e nesse projeto, Deus está tirando todas as minhas defesas.
Vou ficando por aqui, pensando na Flávia e no meu namoro. Na minha formatura e futuro ministério. E, nos meus pais também. Percebo que preciso chorar em cima dessas sementes para que elas venham a germinar. Só água, não serve.


