Tartarugalzinho, 16 de Julho de 2007

Diário de bordo do projeto Missionário TRANS Amapá:
Dia de Folga
Acordei com o pique da irª Irailde chamando todo mundo. Planejamos nadar no rio e comer peixe.
Logo cedo, e já estava um pouco triste com a saudade de casa e com aquela estranha sensação de que saí de casa ontem e não há 17 dias, porcausa da reação de alguns.

Fui na casa do Pr. Jorge e as crianças perceberam que eu estava triste. Isso não foi bom.
O dia foi meio tenebroso pra mim a começar do momento em que eu entrei no rio. Nadei 100m e depois me senti, tonto, trêmulo e enjoado. Deitei no chão pra me sentir melhor. Quando fiquei melhorzinho, saí do rio e encontrei o Júnior e a Débora procurando internet.
(Antes deles aparecerem, sentei no banquinho em frente à paróquia da cidade com a Florzinha e disse a ela como estava me sentindo solitário e esquecido naquele lugar).

Então, os caçadores da Web perdida foram à Câmara Municipal, a duas escolas públicas e até ao Fórum. Pedíamos na maior cara de pau, mas não conseguimos nos dar bem.
Depois de tentarmos acessar, sem sucesso numa escola municipal aqui perto, voltamos para o rio para comer peixe e carne na brasa. O peixe estava delicioso. Mergulhado no sal e no limão, então...( só de lembrar dá água na boca...).A carne estava um pouco dura, mas gostosa. Só não consegui engolir o Açaí do Norte. Sem açúcar, não rola. Fiquei de queixo caído ao ver a Rebequinha ( filha do pastor) acabar com uma tigela inteirinha daquilo. ECA!
Jogamos vôlei com o pessoal daqui e não vencemos nenhuma. Nem eu, nem o Júnior nem o Franciel demos conta.
Eu e o Júnior saímos do rio à procura de internet e enfrentamos até chuva. Ê vício!!! No meio dessa busca, achamos o Projeto Rondon e vimos um porco bem diferente no meio do caminho, mas nada de “www”.
Em seguida, voltei pra casa e discuti com o Franciel sobre as finanças e recibos. Eu acabei me excedendo e ficou um clima chato.






Á noite,tivemos uma reunião e discutimos algumas coisas e eu pude expressar as razões da minha irritação. E que eu estava me sentindo solitário. Deus ajudou a esclarecer tudo.
Tudo isso foi depois de eu ter sido picado por um mosquito que eu não conheço. Fiquei preocupado porque a ferroada foi muito dolorosa. Marimbondo nenhum teria essa força. Doeu pacas.
Aí, eu fui com o Júnior no posto de saúde e levei o mosquito cretino para o pessoal me dizer que bicho era aquele e não me disseram que a picada dele faria algum mal. E não fez.

Quando acabou a reunião, eu fui ligar para a Flávia e vi um menino cair de bicicleta. Ele não podia falar e estava com dificuldades para respirar. Chamamos um carro e ele foi levado para o hospital. Depois, eu fui lá saber como ele estava mas, o médico ainda não havia chegado.
Aí, sim, liguei pra Flávia e ela ficou feliz com as notícias. Ela está com saudades, também.
Em seguida liguei pra Tatiane( Niterói) e falei sobre o projeto pra ela.
Fui comer um hambúrguer com suco de maracujá e voltei pra casa.