Tartarugalzinho, 26 de Julho de 2006
Eu, Jean, Heldequias e SaraDiário de bordo do projeto missionário TRANS Amapá;
Enquanto o pessoal está se preparando para o culto, eu resolvi vir aqui na varanda escrever o diário. Só agora está caindo a ficha que este é o último diário que estou escrevendo no campo e este será o último culto.
Enquanto o pessoal está se preparando para o culto, eu resolvi vir aqui na varanda escrever o diário. Só agora está caindo a ficha que este é o último diário que estou escrevendo no campo e este será o último culto.
Amanhã, partiremos pra Macapá logo cedo. Estou convicto de que Deus cumpriu sua promessa comigo de que eu não viria em vão pra cá.
Hoje de manhã, passei na casa do Pr. Jorge para buscar a Sara para poder fazer as últimas visitas.
Antes disso, acordei antes das 7:00, fui para o lap top do Franciel copiar todas as minhas fotos e vídeos da TRANS para os meus CD´s. Estava doido para fazer isso. Na verdade, queria tanto que até pedi a Deus para não sair daqui sem copiar tudo o que eu queria. ah ah ah. Quando tudo foi concluído, o pessoal chegou da caminhada.

A Débora me ajudou a ligar a impressora e eu consegui imprimir a minha foto com a Vanderléia. Já que ela não está na cidade, deixei a carta com a foto dentro para a irª Rai entregar.
Fui com a Sara até o hospital para saber do menino, mas, sem o nome nem a data do acidente, era muito difícil saber onde ele morava.
Fomos à casa da Noemi para nos despedirmos dela, mas só consegui falar com a Suelen, irmã dela, novamente.

Voltamos para casa e eu peguei esse diário de bordo que constava o dia do acidente e, no hospital, foi mais fácil desta vez.
Encontramos o Jean de bicicleta na rua e ele nos ajudou a encontrar o menino que trabalhava no comércio da família. Conversei com ele, evangelizei, entreguei um folheto e um livro de João pra ele.
Depois, eu filmei e tiramos fotos. Foi muito legal e ele disse que irá visitar a igreja. Só hoje fiquei sabendo que o nome dele é Heldequias Brito Corrêa, de 14 anos.
Aquele acidente pode ter mudado a vida dele. É só deixar Jesus agir, agora.
Levei mais de uma semana após o acidente para procurá-lo..mais porque sabia que estava tudo bem com ele. Fisicamente, sim, mas ele ainda precisava de uma mensagem de Deus em seu coração.
O último almoço também foi muito bom. Mais uma vez, comemos Pescado com farinha, pimenta, arroz, feijão...

À tarde, encontrei a Maiane na rua vindo dizer que a sua mãe queria falar com a gente. Ajudei a fechar a contabilidade da equipe e fui pra lá logo em seguida(até porque ela tinha vindo aqui avisar que a mãe já havia chegado e estava nos esperando em casa).
Só eu fui. Alguns não podiam, outros não quiseram ir.
Falei de Cristo pra ela e percebia que ela havia se convertido, mesmo.. No final, ela chorou muito e Maiane, que estava sentada do meu lado, me abraçou forte e também chorou. Eu fiquei com um nó na garganta.
Voltei para me preparar para tomar banho e vi um monte de formigas dentro dentro da minha mala. Ou melhor, pude sentí-las, o que foi pior.
Fomos à casa da irª Sema e o marido dela aceitou Jesus. Durante o culto, foi difícil conter as crianças dentro do quarto. era muito barulheira..cerca de 30 crianças..é muito!

No começo e no final, a Maiene veio me abraçar. No final, ela me puxou e eu levei a minha orelha até ela e a pequena disse:"nada, não."
Mas, a maior travessura dela ainda estava por vir.
Saímos do culto e voltamos pra casa. Quando abrimos aporta, fomos surpreendidos com a festa que prepararam pra gente.
Sentei na cadeira com a maior vontade de chorar, até a danadinha me dizer: -" Chora, não, Tio. Chora, não!" Aí que eu desabei,mesmo.

A festa foi linda e teve muita choradeira e muitas fotos. Depois, fomos tomar sorvete pela última vez em Tartarugalzinho.
Ps: O fogão que a família do Ruanderson usa também me deu um nó na garganta. não fotografei, mas não vou esquecer aquilo nunca mais.








