segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Entrando na agulha


Flexal, 5 de Julho de 2007


Diário de Bordo do projeto missionário TRANS Amapá;

Já estou fora há quase uma semana e a saudade de casa dá indícios de que vai começar a apertar.

Hoje, eu sofri um bocado de madrugada. Acordei duas vezes para coçar o meu pé e passar repelente. A mosquitada daqui castiga muito.

De manhã, a Débora bateu na porta da casa por uns 40 minutos até conseguir me acordar. Acho que é cansaço acumulado.

Eu e ela fomos conhecer a Vila. Contamos umas 70 casas e compramos 10 garrafas de água mineral no caminho.

O irmão Henrique foi embora hoje pra Macapá e só volta na segunda-feira. Mas, dexou um bilhete pra cozinheira( D. Val) e recados para mim e pra Débora.

Ele achou por bem que eu não fosse pra Tartarugalzinho de moto e achou mais seguro eu ir no carro da irª Marcelina.

Quando eu estava achando ela fosse nos levar para a cidade, ela colocou a chave do carro na minha mão. Fiquei todo bobo! Foi muito bom dirigir um Celta novinho numa rodovia. A 1ª vez, a gente nunca esquece.

Quando eu menos me dava conta, o carro já estava chegando a 120 km/h e eu nem sentia. Só reduzi um pouco porque a enfermeira tem medo de velocidade. Outra coisa que mataria a minha mãe de preocupação ( ou de inveja. Ah ah ah ).



Eu e a Débora tomamos antitetânica em Tartarugalzinho e depois, fomos fazer compras.Estávamos precisando de água, leite em caixinha, papel higiênico, frango, biscoito, sabão em pó e até pinho para lavar o banheiro.

Antes disso, fomos à casa do Pr. Jorge e conversamos com a esposa. Depois das compras, fomos ao local onde está a equipe de Tartarugalzinho. Eles acabaram nos chamando para ajudá-los para ajudá-los por lá quando o trabalho terminar por aqui.

Em seguida, passamos em Itaubal para falar com a equipe de lá e fiquei feliz ao rever o Abner(AP) e a Luciene(GO).


A Luciene nos deu uma pulseirinha co as cores que representam o plano da salvação que a equipe dela está usando. Depois, ela me ajudou a costurar a minha camisa do projeto que estava rasgada.

Chegamos em Flexal e, depois de umas 4 da tarde, começamos o censo religioso do local com a ajuda da Silmara. Mas, pegamos apenas casas de pessoas crentes e convocamos algumas crianças para a EBF. A única pessoa não crente que fomos ver não quis nos receber.
Depois, eu e Débora começamos a bolar métodos estratégicos para a EBF que será na semana que vem.


Fiquei um pouco triste, hoje. Parece que missionário passa por vários momentos de solidão. Principalmente num lugar como esse.

Mas, chega-se a conclusão de que ele sempre tem a convicção de que Deus está no controle de tudo. Isso me alegra muito. Tenho carnal materialista ultimamente e, e nesse projeto, Deus está tirando todas as minhas defesas.



Vou ficando por aqui, pensando na Flávia e no meu namoro. Na minha formatura e futuro ministério. E, nos meus pais também. Percebo que preciso chorar em cima dessas sementes para que elas venham a germinar. Só água, não serve.