sábado, 20 de dezembro de 2008

Testemunhando milagres


Corumbá, 4 de janeiro de 2008


Diário de bordo da cruzada evangelística Salvación para Todos: Missão Bolívia II.

Pensei em começar esse diário a partir do primeiro dia em que estivemos na estrada, no dia 3, mas, para ser mais honesto, preciso admitir que o projeto só havia começado quando eu ouvi o testemunho da família do Pr. Tarcísio dentro do ônibus.

Após atravessarmos uma dezena de municípios de São Paulo, paramos em Presidente Vencesláu e eu finalmente liguei para minha mãe e depois almocei um prato feito inesquecível com meus amigos e só gastamos R$ 8,20 cada um.Naquele momento, eu já estava conhecendo as pessoas da minha caravana e metade do ônibus já sabia quem era eu. A viagem melhorou muito quando o Pr. Tarcísio deu a oportunidade de todos se apresentarem e darem seus testemunhos(como foi em ordem alfabética, nem preciso dizer que levei algumas horas esperando a minha vez.)

Já estávamos no Mato Grosso do Sul, quase chegando em Campo Grande quando a Thaysa, filha do pastor deu o testemunho dela dizendo que esteve doente e dava como certa a sua ausência no projeto. No entanto, o poder de Deus foi manifestado na sua vida e ela ganhou a sua participação na Missão Bolívia como presente de aniversário.

Na hora que a irmã Maria Lúcia, sua mãe endossava seu testemunho de vitória, não pude segurar as lágrimas porque ele havia mencionado a importância de uma família unida. Fatalmente, lembrei da minha.

Enquanto isso,Lícia, sua irmã, chorava copiosamente e a família toda deu um abraço bem bonito. Uma cena que eu jamais esquecerei na minha vida.

O projeto começou bem ali pra mim, diferentemente do que eu pretendia registrar(desde a hora que entrei no ônibus).


Aquelas quatro pessoas abraçadas soaram, para mim como um recado de Deus(“ Não esqueça da SUA família.”



Ps: Jamais esquecerei da cena da Leda entrando no nosso ônibus quando fomos buscá-la em Campo Grande(MS). Animou o ambiente!

Pantanal de Deus

Corumbá, 5 de Janeiro de 2008

Diário de bordo da Cruzada evangelística Salvación para Todos: Missão Bolívia II.

Após passar por Campo Grande e o município de ______, chegamos em Corumbá lá pelas duas da manhã. Nosso ônibus parou bem em frente à escola municipal e lá estavam alguns amigos cantando, dando-nos uma recepção calorosa. Entre eles, estavam o Alcino, a Lauriene, a Sarah e o Fred.

Eu, Eduardo, Tatyane e Victor e Lauriene ficamos conversando até as 4 da manhã no refeitório. O ruim foi acordar às 8:00h da manhã para tomar café.

Hoje foi legal porque fizemos um bom passeio no Pantanal. Pude ver um jacaré entrando na água Esse turismo foi muito bom. Pena que o Eduardo e a Lauriene não puderam ir.

Á noite, jantamos e ficamos esperando a caravana da Bahia chegar. Eles chegaram às dez horas em ponto(22:00) e a recepção que fizemos foi muito engraçada( cantamos “se você é jovem ainda, que bonita sua roupa...).

As danças deles animaram todo mundo. Só os baianos mesmo!

Antes de dormirmos, participei de uma brincadeira de “graduação no exército” ( general fez revista na tropa e deu falta do cabo... cabo não falta...)que foi muito divertida.

Ps: Quando estávamos no refeitório conversando, ouvimos um miado e o Eduardo disse: “Aqui, felino é onça, hein?”

Trem da morte, que nada

Santa Cruz de La Sierra, 6 de Janeiro de 2008


Diário de bordo da Cruzada evangelística Salvación para Todos: Missão Bolívia II.

Depois do café da manhã, o culto foi maravilhoso. Foi, de fato, longo mas ninguém nem sentiu. Já com a caravana da Bahia participando e todos uniformizados.

Muitas experiências foram compartilhadas e o momento em que cantamos “Abre Los Ciellos” foi o mais marcante para mim.

Á tarde, deixamos tudo arrumado para irmos pegar o trem. Depois, vivenciei algumas experiências irritantes e cansativas. Despachar as malas, pequenas irregularidades na documentação, o calor, a confusão no fuso-horário...tudo isso me deixou muito aborrecido porque eu já não durmo direito desde 5ª feira.

Mas, eu não sabia o que me esperava. A viagem de trem para Santa Cruz de La Sierra foi a mais gostosa que já fiz em toda aminha vida.

A boliviana que sentou do meu lado era meio mal educada e grossa e, por muito pouco, não confiscou a minha poltrona na hora de dormir. Quando eu me ausentei, ela se esticou entre os dois espaços e dormiu.

Todavia, isso não foi capaz de tirar o meu bom humor porque a experiência transcultural de viajar naquele trem superou toda a minha irritação.

Quase entrei em desespero quando vi que nenhum dos meus amigos caiu no meu vagão. Mas, naquele momento, eu não sabia que as pessoas caminhavam de vagão em vagão à vontade. Pude conversar com todos os meus amigos e o ar-condicionado era muito gostoso.

Evangelizamos um casal que estava no vagão da Taty do Victor. O rapaz era de Curitiba e a moça era de Minas. Entendo que Deus está me dando a responsabilidade de orar por eles, porque não tomaram nenhuma decisão.

Quando o bate-papo acabou, voltei para o meu lugar e lá estava a boliviana dormindo atravessada. Resolvi tudo com um simples “Permisso”.

Flexibilidade

Santa Cruz de La Sierra, 07 de janeiro de 2008



Diário de bordo da Cruzada evangelística Salvación para Todos: Missão Bolívia II.

Se ontem eu tive que acordar a senhora sentada ao meu lado, hoje ela se vingou às seis horas da manhã, me fazendo acordar para deixar ela ir ao banheiro.

Experimentei a camiseta que a Sarah me deu. Ficou muito boa. Tanto que eu fiquei todo bobo.

Depois, o Eduardo, a Taty e a Lauriene decidiram ir comigo ao refeitório. Conversamos um bom tempo e o momento mais engraçado foi quando o Eduardo desistiu de comprar o mixto-quente por conta de “observações” que ele fez.

A vida no trem é muito interessante. Engraçado que se vende de quase tudo a toda hora. Pude ver um menino vendendo limonada dentro de um balde e aquilo me fez lembrar um episódio do “Chaves.”

Chegamos em Santa Cruz lá pelas 9 da manhã e a bagunça que fizemos em frente a estação foi muito legal com a batucada dos baianos.

Chegamos na sede do Seminário Teológico e o almoço me deu a sensação de estar no céu de tão gostoso que estava. Batata frita, arroz, molho picante e banana caramelada. Huummmm!

Momentos depois, recebemos a triste notícia do falecimento do pai do africano João em São Tomé e Príncipe.

Quando estava quase na hora de ir embora, faltou um homem em uma equipe e a Leda me puxou pelo laço e infelizmente saí da equipe da Lauriene.

O choque foi muito grande para mim. Demorei a deixar a ficha cair, mas os propósitos de Deus podem nos deixar perplexos, mesmo. Puseram-me numa equipe como único bendito é o fruto entre 7 mulheres.

Chegamos na casa do Pr. Euler e da irmã Helena e fomos muito bem recebidos. A recepção na igreja foi também maravilhosa Presenciei uma afetividade e um carinho celestial vindo da parte deles. Fato curioso foi quando o dirigente(Remberto...não sabia o nome) pediu para que a equipe se espalhasse no meio do templo. Aquilo me fez pensar.

E o choque cultural não acabou por ali. Terminado o culto, fui ligar para a minha mãe e depois jantamos a casa do irmão Remberto.

Curioso como as visitas se servem primeiro para só depois a família começar a comer.

Admito que o meu cansaço é muito grande. Estou arrebentado. Vou dormir agora pedindo que Deus me dê o descanso que preciso nas horas de sono que terei até amanhã, porque o meu corpo pede mais.

Ps: A partir de hoje até o final da cruzada, o meu nome é Bagner.

Encantamento

Santa Cruz de La Sierra, 08 de Janeiro de 2008


Diário de Bordo da Cruzada evangelística Salvación para Todos: Missão Bolívia II.

Acordei lá pelas seis e meia da manhã quase sem sono nenhum. Levantei e me adiantei para escovar os dentes e me arrumar para o café da manhã. Chegamos atrasados na casa, infelizmente.

Fizemos a caminhada de oração pela manhã e pudemos conhecer um pouco mais da realidade local. Pedi a deus para que nos mostrasse a melhor maneira de evangelizar, já que o povo é bem heterogêneo.

Depois, fiquei uma hora na lan house e deixei um e-mail para aminha igreja e, por acaso, achei a Lauriene no msn.

Comemos salpicão no almoço depois de uma sopa de legumes. Descobrimos que, em ocasiões especiais, costuma-se servir mais de um prato. A limonada estava deliciosa. Principalmente depois que eu pedi para pôr açúcar.

Ainda estou meio constrangido com a forma como estamos sendo tratados aqui. Quando a irmã helena adoçou a jarra de limonada e não deixou eu terminar o copo sem açúcar...fiquei maravilhado com aquele gesto.

Á tarde, evangelizamos. Tivemos algumas decisões e marcamos alguns estudos.

O culto da noite foi maravilhoso. O choque cultural me fascina cada vez mais. Missões Mundiais está ganhando o meu coração. No final, ficamos do lado de fora da igreja conversando com alguns membros.

Uma das cenas mais legais foi quando o pequeno Euler nos levou a conhecer seu “perrito enfermo”.

Agora, preciso dormir, pois as meninas já pegaram no sono. Acabei de fazer minha barba sem espelho.

Antes disso, ouvi a Carol e a Consolação me contarem várias experiências da “Tenda da Esperança.”

Distantes Próximos

Santa Cruz de La Sierra, 9 de Janeiro de 2008

Diário de bordo da Cruzada evangelística Salvación para Todos: Missão Bolívia II.

Continuamos o evangelismo na parte da manhã e, à tarde fomos conhecer a casa da irª Patrícia: local do culto da noite.

Passamos na aldeia dos índios ayoreos e fizemos uma oração por uma menina de colo que estava doente. Alguns deles não permitiram que tirássemos fotos.

Em seguida, tomamos banho, eu fui para a lan hoise com a Manoa e a Palôva. Falei com alguns amigos...foi muito legal.

O jantar foi divino. Banana frita, um macarrão delicioso chamado Fidel, aipim frito) O melhor aipim do planeta..aipim, mandioca, macacheira, não importa..show de bola!

Preguei no culto da casa da irmã Patrícia e, no final, um lanche surpresa. Ah ah ah

O amor é contagioso

Santa Cruz de La Sierra, 10 de Janeiro de 2008


Diário de Bordo da Cruzada evangelística Salvación para Todos: Missão Bolívia II.

Acordamos cedo, hoje: fui para casa de Remberto lavar alguns calzoncillos.
Saí com Palôva novamente e terminamos a quadra que faltava para evangelizar. Na hora do almoço, o Pr. Benjamime a irmã Rosa estavam na casa de Remberto juntamente com Wanderson e Luciana(BA). Essa visita nos alegrou muito. Fiquei todo bobo! Pedi ao povo para mandar um abraço para a Lauriene. À tarde, fomos fazer outras visitas e levamos um tempo considerável com uma senhora católica que não quis receber a Cristo, apesar de percebermos que seu coração estava quebrantado e seus olhos com lágrimas. O culto à noite foi abençoado, também. Antes disso, o Pr. Euler me ajudou a traduzir para o espanhol uma música do Grupo Logos: “Obreiro
aprovado.” Quase esqueci de mencionar que fui ver a Lupita cheia de febre na cama e fiz um monte de palhaçadas. Ela se sentiu melhor e eu me senti o “PATCH ADAMS”. Ah ah ah.


Tortillas!!!!

Santa Cruz de La Sierra, 11 de janeiro de 2008


Diário de bordo da Cruzada evangelística Salvación para Todos: Missão Bolívia II.


O café da manhã foi inesquecível. Aquelas tortillas que mais pareciam cavacas crocantes me deixaram nas nuvens.

Fizemos boa parte dos quarteirões que faltavam e saímos um pouco mais cedo para descansar antes do almoço. Confesso que estava muito cansado e depois, tirei um cochilo depois do almoço. Antes disso, liguei para a Thalita.

À tarde, fui com a Manôa na casa da D. Clara e ela se mostrou bem disposta a começar a sua vida cristã.

Saímos de lá e fomos à igreja debaixo de chuva. Poucas mulheres estavam na reunião das senhoras. Quando eu e a Manôa chegamos, já estava terminado.

Tomei banho e fui na internet. Depois, jantamos e esperamos a hora do culto realizado na casa do Remberto.

Agora á noite, o Pr. Euler chegou aqui no quarto com a esposa e nos deu o dinheiro que pedimos para ele cambiar

Uma surpresa para Renata.

Santa Cruz de La Sierra, 12 de Janeiro de 2008



Diário de bordo da Cruzada evangelística Salvación para Todos: Missão Bolívia II.


Saímos para visitar alguns jovens afastados e aproveitamos para convidar alguns para a tarde desportiva. Foi muito bom conhecer o José Luiz, cujos pais não são crentes, nem os irmãos, nem a namorada. E também conhecemos a D. Cecília, que tem diabetes, não enxerga direito e não vai mais a igreja por medo de cair na rua.

Quando chegamos, ela estava limpando a terra de seu corpo porque havia acabado de levar um tombo.

O Pr. Euler chegou depois do almoço aqui na casa e nos trouxe a bola de vôlei que precisávamos para o esporte desta tarde.

A programação foi surpreendente. Realizamos um torneio de vôlei com 4 equipes de 3 pessoas e a corridinha de revezamento 4 x 100. Para mim, o momento mais legal, pois eu amo essa modalidade.

Depois das competições, tivemos uma recreação com futebol e eu pude brincar também. Matei o povo de rir com o meu jeito de falar espanhol. A Palôva disse que eu tô parecendo o padre Quevedo.

Levei um baita tombo dentro da “cancha”. Caí de “cola” no chão. Parecia que todo o peso do meu corpo foi amortecido “lá”. Até tiraram uma foto minha levantando cheio de dor.

Depois, as meninas também bateram a bolinha delas. Antes disso, enquanto eu jogava, eu me exibia dizendo que eu era o Kaká todas as vezes que tocava na bola, pero Kaka no esta muy bien hoy. Ah ah ah. As crianças não entenderam direito e pensaram que Kaká fosse outra coisa, diferente do nome do craque brasileiro. Ah ah ah!

Depois da janta (ou melhor, da pizza maravilhosa com Coca-Cola que nos serviram), fomos ao culto e ele serviu para que mostrássemos um pouco da cultura brasileira. No final, servimos mousse de maracujá.

Tirei várias fotos com a turminha enquanto o povo jogava vôlei lá fora. Saí de lá, fui tomar um refrigerante e encontrei os vizinhos que disseram querer nos ouvir falar de Jesus para eles. Infelizmente, eles não nos procuraram quando fazíamos culto no quintal.

Ps; Liguei para a Renata e ela quase caiu pra trás quando eu disse que eu e o Dudu ainda estávamos na Bolívia: “Mãe, mãe! É o Wagner!!! Ele ta me ligando lá da Bolívia!!!”

Ps 2: Fiz um gol e cabeceei uma bola na trave

Sem deixar cair, hein?

Santa Cruz de La Sierra, 13 de Janeiro de 2008



Diário de bordo da Cruzada evangelística Salvación para todos: Missão Bolívia II.

O desaiúno foi inesquecível porque realizamos do lado de fora da igreja. O pastel estava uma delícia e ainda tinha um refrigerante de limão pra completar.

No culto, eu pude cantar “obreiro aprovado” em espanhol e todos gostaram muito. Sem eu saber, a Carol estava filmando “El cantante.”

Depois dei aula na EBD para os jovens e não foi muito difícil para os bolivianos me compreenderem( na verdade, eu me sinto como um misisonário americano que chega no Brasil e fala: “o meu bíblia”, “Deus abençoar casa do crente”, “homem pecador não conhecer Deus” etc.(bem feito...sente na pele, agora!).

Fui na lan house e encontrei a D. Pérola e também com o meu sobrinho Gabriel no msn. Foi muito bom! Ele disse que quer uma lembrancinha já que me comprou o jogo do Star Wars para Playstation 2. Ele também me chamou de Menino Maluquinho. Ah ah ah.

À tarde, eu e a Palôva acabamos nos atrasando para a programação na praça 1º de Maio. Fomos com os dois Fernandos e o Felipe, também. Pegamos um “micro” cheio e eu me senti no Rio.

A programação não havia começado e muita gente ainda estava pra chegar. A primeira pessoa que eu falei foi o Pr. Tarcísio e depois apareceram as suas filhas Thaysa e Lícia juntamente com a Thayse do Rio Grande do Norte.

Fomos em um restaurante porque elas ainda não haviam almoçado. A irmã Lúcia pagou “pollo” para as meninas e conhecemos um missionário colombiano no balcão. Ele me pagou uma Coca-Cola de 600ml. Eu estranhei às pampas, mas foi um regalo.

Depois, apareceu a Lauriene, O Victor, a Sarinha(BA), Fred, Luciana, e eu fiquei muito feliz. Rever aquelas pessoas foi algo maravilhoso e eu fiquei revigorado.

Conversei um pouco com a Márgarah(TO) e tirei uma foto com ela.

O Fernando comprou uma batata frita, daquelas finihas que se vendem no Brasil, mas aqui é cheia de pimenta.

Eu e a Palôva tivemos que voltar com a turma. Eu me despedi dos amigos, da Leda e nós 5 pegamos um táxi. Filmei um d dentro do carro pouco e me senti no Globo Repórter observando aquelas ruas.

O Culto à noite foi bom. Pela primeira vez na minha vida, preguei de roupa sport. Depois do culto, saímos para beber água e fizemos uma devocional com a D. Raquel antes de dormirmos.

Ps;Nesse dia, conhecemos um casal de venezuelanos que estudam seminário aqui. Colocaram a menininha recém-nascida deles no meu colo para eu segurar. Mas, ela sobreviveu. Ah ah ah ah

Dia de Folga

Santa Cruz de La Sierra, 14 de Janeiro de 2008



Diário de Bordo da Cruzada evangelística Salvación para Todos: Missão Bolívia II.

DIA DE FOLGA

Acordamos cedo, tomamos café e partimos para o nosso “dia libre”.

A turma resolveu comprar algumas coisas. No meio do caminho, percebemos que Santa Cruz é uma cidade que você conhece andando em círculos.

Ao chegarmos na praça principal, encontrei o povo...mas, o Eduardo já tinha ido embora. Fomos almoçar num restaurante, mas eu odiei a comida.

Acho que essa foi a razão pela qual eu me aborreci com a Palôva, depois. Foi uma situação chata, mas não quero registrar aqui para não poder relembrar mais tarde nem ficar remoendo.

Falei com a Lauriene, com o Wanderson, mas perdi a paciência com as irmãs indo de loja em loja. Para não me estressar mais, peguei um micro e fui para a igreja 1º de Maio.

Chegando lá, não tinha ninguém e eu conheci a Vânia e o Francisco. Foi bom demais conversar com eles. Fiquei de queixo caído de tão politizada que ela é. Contou-me muitas coisas sobre a atual situação da Bolívia. Coisas que não posso mencionar aqui.

De qualquer modo, jamais me esquecerei daquela cruzeña legítima olhando nos meus olhos e dizendo com tanta segurança o que achava ser o melhor para o seu país.

O problema na Bolívia vai muito além de uma situação política. Quem só assiste o Jornal Nacional, não faz a menor idéia do real problema do que eles atravessam.

Saí da igreja “primeiro de Maio” e vim para casa tomar banho. Antes de chegar,encontrei o José Luiz no momento em que temia estar perdido na rua. Vi também a hermana Ana e ela me disse que seu filho Fernando poderia me levar na igreja.

Tomei um banho merecido e , antes de partirmos, a irª Ana me contou o testemunho de sua filha Bianca que foi atropelada, ficara embaixo do caro e sobreviveu miraculosamente sem um arranhão.

Lá na festa, eu me diverti muito. Falei com todo mundo e o Caio me fez experimentar o Chá de Coca. É gostoso quando se põe açúcar. É um chá como outro qualquer. Em Santa Cruz, vimos a camiseta: “Coca no es droga.” Trazer uma dessas e usar lá no Brasil deve dar cadeia, mas aqui o contexto é outro.

Brinquei com todo mundo na festa. Foi legal falar com a Valquíria(BA), o Victor e boa parte da turma que eu vi na praça ontem. Na hora que eu já estava saindo, chegarm a Luciana, o Júnior e a Taty.

Conversei com alguns jóvenes bolivianos do lado de fora e uma señorita queria saber se eu era casado ou solteiro

Pequenos gestos

Santa Cruz de La Sierra, 15 de janeiro de 2008


Diário de Bordo da cruzada evangelística Salvación para Todos: Missão Bolívia II.

Depois do Desaiúno, encontramos o grupo Elohim na igreja. Ou melhor, eles chegaram pouco depois de nós.

As irmãs mais idosas e os objetos, caixa de som foram parara no carro e os demais foram a pé. Quando chegamos a tribo dos ayoreos já havia autorizado nossa entrada na aldeia.

Fizemos aplicação de flúor e corte de cabelo. Eles gostaram muito. Presenciei imagens que são capazes de fazer qualquer ser humano refletir. Alguns diriam que aqueles vivem em condições sub-humanas, mas eu me pergunto o que seria uma condição sub-humana.

Percebo o quanto eu sou rico. O quanto tenho mais do que preciso. Aquelas pessoas só precisam de outros que se importem com elas.

O pouco que tínhamos a oferecer foi mais do que o suficiente para alegrar aquelas pessoas que nem compreendiam bem o que dizíamos. Ainda bem que pudemos contar com uma irmã que falava o Tupi Guarani entre os bolivianos. Eles não entendiam bem o castellano.

Eles olhavam para nós meio que desconfiados mas, ganhamos a confiança deles aos poucos e nos convidaram para o culto evangélico deles de Domingo.

À noite, a hermana Rosa apareceu aqui na igreja e garantiu a minha tarde. Quando eu a vi, disse: “madre!!!”

Fomos na celebração das Bodas de prata do Pr. Tarcísio e da irmã lúcia. A cerimônia foi muito bonita. Fomos os primeiros a chegar, pensando que estávamos atrasados e o povo da “Primeiro de mayo” estava se arrumando ainda.

Fiquei felicíssimo ao rever a Anelise. Ela é uma moça muito legal e madura pra idade. Tirei várias fotos com o povo Foi muito bom rever o Victor e o quanto ele está entrosado com a galera de lá.

Na hora d eir embora, também foram necessárias duas viagens e eu acabei me despedindo da Lícia umas 4 vezes porcausa disso.

Conheci mais alguns bolivianos, inclusive um casal de seminaristas da igreja da Lauriene: Rafael(tecladista) e Ingrid. Uma moça linda chamada Marielle e uma rapaz chamado Elciel.

Pátria amada

Santa Cruz de La Sierra,16 de janeiro de 2008



Diário de bordo da Cruzada evangelística Salvación para todos: Missão Bolívia II.

Tomamos desaiúno com os adolescentes e depois fomos para a feira. Só a Carol ficou aqui na casa.

O sol castigou demais, hoje. Enquanto estávamos na feira, eu fazia de tudo para evitar a aglomeração.Procurava os lugares menos tumultuados. Tomei dois hielados: um de morango, e outro de tamarindo(muito gostoso, por sinal). Entrei na internet e encontrei a Yohanna.

Almoçamos e fomos tirar um cochilo. Como o ventilador ficou com as meninas, acordei super suado.

À tarde, fomos fazer evangelismos perto da casa da hermana Justa e convidamos pessoas para o culto.

Fomos todos à casa da Teça, quase às seis da tarde e ela havia preparado um belo lanche para nós. Sua história deixou a todos bem emocionados. Ela está na Bolívia há 27 anos e não tem contato com a família há mais de 20. Só tem contato com suas filhas na Espanha.

Ela leu alguns de seus poemas e eu fiquei maravilhado. Vinícius de Moraes ficaria de boca aberta.

Eu peguei o endereço de seus amigos em São Gonçalo. Quando chegar no Rio, terei o maior prazer em ser o mensageiro.

Fomos ao culto na casa da hermana Justa e eu preguei sobre o Salmo 23.

Comemos pipoca, limonada e gelatina. Mais tarde, ainda jantei na casa da irª. Lídia.

Quem procura, acha

Santa Cruz de La Sierra, 17 de janeiro de 2008


Diário de bordo da Cruzada evangelística salvación para todos: Missão Bolívia II.

Acordei bem cedo, mas só não vi o dia nascer porque fiquei brigando para voltar a dormir. Mas, uma serra elétrica lá fora me fez o favor de não me deixar mais tirar aqueles cochilinhos.

Fui visitar algumas pessoas com a Edilene. A D. Clara está muito animada com a possibilidade de ir à igreja. Nossa vinda teria valido a pena se fosse apenas pela alegria dela na presença de Deus.

À tarde, fui com o Fernando comprar

as medalhas para a tarde esportiva. Andamos muito porque quase ninguém sabia onde ficava e pouquíssimas lojas trabalham com premiação. Quando encontramos a primeira, a idéia de pechinchar nem passou pela nossa cabeça.

Pagamos 55 bolivianos por 18 medalhas. O valor era 60, mas eu dei uma chorada.

Voltei, jantei e me arrumei para ir no culto de aniversário da igreja “Primeiro de Maio”. Nem preciso dizer que foi revigorante rever os amigos: Tayse, Victor, Lícia, Thaysa, Élison, Márgarah, Leda...

Descobrimos que a Cruzada irá sair daqui um dia antes, porque a Leda comprou as passagens de trem para 4ª feira.

Breves pensamentos

Santa Cruz de La Sierra, 18 de Janeiro de 2008



Diário de bordo da Cruzada evangelística Salvación para Todos: Missão Bolívia II.

Saímos para evangelizar perto de um campinho de futebol no bairro Bolívar e de um condomínio bem chique de lá.

Depois de distribuirmos alguns folhetos e convidar pessoas para o culto da noite, a Carol encontrou um cavalo com um arame farpado enroscado na cauda.

Comecei tentando puxar e me pediram para me afastar. Não dava para tirar desembolando na cauda dele porque eu poderia levar um coice. Então fiquei bem afastado mexendo devagar, balançando, temendo machucar o animal.

Estava com medo de puxar mais forte para o cavalo não sentir muita dor nem minhas mãos escorregarem e furarem no arame farpado. Quando eu percebi que ele estava deixando eu puxar, puxei mais forte e consegui tirar. Até comemorei. Curiosamente, o cavalo parecia saber que tinha alguém tentando lhe ajudar, por isso, não ficou bravo(eu acredito mesmo nisso. Eh eh eh).

Almoçamos e depois fomos tirara um cochilo. O lado ruim dessas pestanas é a moleza que dá quando acordamos.

Tivemos o segundo dia de EBV( Escuela bíblica de vacaciones). Ensinei a música “Eu estou alegre” em espanhol para a turminha. Foi legal também quando brincamos de “Tierra , mar y ciello”. Eu me diverti muito e ainda virei meu boné para trás no melhor estilo “Menino maluquinho”.

Enquanto isso, a Carol escovava os dentes e passava flúor na molecada. De 7 em 7.

A “cena” foi maravilhosa. Uma deliciosa “bisteca” com maionese, que eles chama de “salpicón”. Fui nas nuvens com aquilo. Quase pedi pra repetir.

Depois, tivemos culto na casa do hermano Willy e a Edilene pregou sobre agradecimentos a Deus. No final, tivemos café com “empanado”. Vi algumas pessoas tomando um copo cheinho até a borda, tanto que quando eu bati o olho pensei que fosse coca-cola: eu não dou conta, não.

Ao voltarmos, as meninas foram pra casa e passei no Remberto porque necessitava de “baño” urgentemente( baño não quer dizer banho, ok? Eh eh eh).

Aí, voltei na companhia de Remberto filho, Kevin e Daniela e apostamos uma corridinha até o portão. Aqueles 50 metros foram o suficiente para me fazer pensar. Passou tudo pela minha cabeça naquele tempinho.

Pensei no quanto aquela turminha vai me fazer falta. No quanto Deus me usou e me abençoou aqui e na dor que irei sentir ao me despedir deles na semana que vem. Acho que nenhum atleta olímpico condensou tantos pensamentos e sentimentos numa única prova.

Tchimi, tchimi, tchami...

Santa Cruz de La Sierra, 19 de Janeiro de 2008



Diário de bordo da Cruzada evangelística Salvación para todos: Missão Bolívia II.

Depois do desaiúno, as irmãs foram para a feira e eu fiquei e aproveitei para lavar mais “calzoncillos” Entrei na internet, mas só achei a Sarah e ela me quebrou um galhão.

Orei um poquito aqui no quarto, depois fui almoçar na hermana Lídia. Quando eu estava na metade, o povo chegou.

Fui para a igreja para ver quem chegava para o esporte. Os garotos demoraram um pouco para chegar e realizamos o arremesso de peso e o salto em distância.

Entre uma coisa e outra, participei da EBV com a molecada. Ensinei a música “Cristo, El camiño, la verdad y la vida.” E me diverti na hora do “hombrecito tuerto.”

Assim que o pai do Fernando ficou pronto, ele me levou de carro na igreja “manantial”. E, quando cheguei, a Sarah me pediu para ficar para o culto. Depois, o Fernando me ligou dizendo que o pai dele poderia me buscar mais cedo para que eu pudesse participar do culto boliviano que prepararam para nós.

Eu conversei com a Sarah e o Fred sobre várias situações semelhantes que enfrentamos e depois, fiquei um bom tempo falando com a Vanessa(BA).

As crianças de lá são maravilhosas. Fiquei feliz e mexi com um bocado delas. Lá eles costumam separara a turminha para um culto à parte. Devia haver umas 40 crianças do lado de fora.

Participei de uma brincadeira de roda muito divertida! Virei criança por uns minutos para depois conversar com a Vanessa até o pai do Fernando chegar.

Voltei e cheguei na igreja e consegui ainda tirara fotos com o pessoal usando roupas típicas da Bolívia. Foi um momento muito alegre!

Depois,a hermana Lídia fez questão que eu comesse antes de dormir.

Ps: Choveu pela manhã e eu cancelei o campeonato de futebol. Mesmo com o Remberto jogando areia na cancha.