domingo, 14 de outubro de 2007

Tela Crente



Flexal, 14 de Julho de 2007

Diário de Bordo do Projeto Missionário TRANS Amapá;

Falta exatamente um mês para meu aniversário. Eu me pergunto se não seria melhor se e aniversariasse aqui. Um bom aniversário aqui é uma garantia. Lá no Rio é sempre uma incógnita.

O dia foi bem movimentado, hoje. Fui à casa da Dona Rosa e da Cleide fazer mais um dos estudos e o Roso acabou aceitando Jesus no final.

Em seguida, fiquei um pouco chateado porque descobri que não iria mais dirigir o carro da irª Marcelina porque o sobrinho dela nos levou de carro, novamente.

Mas, esse meu motivo mesquinho de irritação foi superado prque ele teve que levar a Dona Honorata que estava doente no hospital de Tartarugalzinho.
As duas filhas dela foram junto e ela teve que ficar em observação na base do soro.
Depois, eu fui procurar o Franciel para saber dos pães que compramos para a EBF. Fiquei muito chateado porque não o achei e ninguém sabia onde era a padaria. A Sara teve que aturar o meu mau humor. Coitada...ela foi tão paciente...
Ninguém sabia também onde estavam os gizes de cera que as meninas me pediram pra pegar.

Peguei o filme Jesus na casa do Pr. Jorge e trouxe duas cópias.

Almocei com as meninas, oramos juntos e eu tirei um cochilo de uns 30 minutos na rede.

Quando acordei, o templo já estava repleto de crianças adiantadas para a EBF e a Flor e a Débora estavam lavando roupa ainda.
A EBF foi novamente muito divertida. Só não me senti tão solto quanto ontem, embora a Flor tenha pintado minha cara para fazer papel de ladrão na peça. Nessa parte, eu me senti bem, sim. mas, em outras, num peixe fora dágua.
As crianças gostaram muito de tudo. Tudo é festa para essa criançada. Foi interessante vê-los comendo arroz doce sem reclamarem da falta da colherinha.

Quando acabou, levei as crianças que moram do outro lado da ponte, o mais perto possível de suas casas. Mais uma vez, fiquei preocupado. Afinal, são dezenas de crianças no meio de uma rodovia, não é mesmo?



Voltei para casa e o irº Henrique chegou junto com a esposa. rapidamente, levamos a TV, o DVD, caixa amplificada, microfone, bancos da igreja...tudo para exibirmos o filme Jesus lá do outro lado.

Quase 70 pessoas apareceram para ver o filme. Eu não acreditei!

Muitas crianças prestaram atenção no filme e eu fiquei observando que algumas estavam indo embora mesmo antes do filme acabar. Alguns adultos, também.

Enquanto isso, a Maíra via o filme com a cabeça encostada no meu peito. Fiquei pensando que realmente alguns pequeninos gostaram muito de mim por aqui.
Muitas pessoas receberam a Jesus no final do filme e eu pude perceber que os propósitos de Deus vão muito além do que o meu ceticismo se recusa a acreditar às vezes.


Tudo foi um sucesso, com a Graça de Deus.
Voltei para casa feliz e ainda vi o mais lindo céu estrelado do Amapá até agora.

Cheguei em casa faminto. Comi muito arroz e galinha enquanto assistia à ginástica brasileira no PAN.

Se minha câmera fosse melhor, poderia compartilhar com vocês, agora, o lindo céu que eu estava vendo naquele momento. Nunca havia visto tantas estrelas juntas em toda a minha vida.