quinta-feira, 30 de agosto de 2007

O Ladrão da Alegria



Tartarugalzinho, 21 de Julho de 2007


Diário de bordo do projeto missionário TRANS Amapá;

Quando a Débora deitou na rede dela, eu ainda estava no lap top enquanto conversava com a Flor. O povo já estava todo dormindo quando desligamos o lap top e fomos dormir.

Quero dizer, só dormimos duas horas depois, pois a conversa só terminou às 3 da manhã. Antes disso, eu tentava ajeitar o meu mosquiteiro e ele sempre caía. Enquanto isso, a Flor se escangalhava de rir.




O segundo dia de EBF foi muito bom. Apesar do número reduzido de crianças. Apresentamos a peça: “O Ladrão da Alegria”. Usei uma máscara quente às pampas e suei muito.

À tarde, almoçamos e eu comprei dois litros de Açaí. O povo já está viciadinho nessa vida: Almoçar, comer Açaí e partir pra rede.


Menos de uma hora depois, me acordaram pra ensaiar uma peça. Fiquei um pouco contrariado.

Fui com a Sara fazer o último estudo com a irª Alciléia. Depois, saímos para comprar o que ainda faltava de premiação para a EBF.

Enquanto isso, a direção da TRANS fazia uma visita de médico por aqui e eu não vi ninguém.

A Maiane veio aqui hoje e gravamos um vídeo dela cantando um hino evangélico. Demos um vestidinho novo da Minnie pra ela e um perfuminho. Todos ficamos loucos por aquela “indiazinha”.
Quanto a ela, duas coisas me emocionaram, hoje. Ela pediu à Florzinha para que nós não fôssemos embora. Ela não conseguiu conter o choro depois.

Levamos a danadinha pra casa e antes de chegarmos no portão, ela nos disse que não almoçou hoje. E ao, perguntarmos porque, ela disse: -“ Por que não tinha nada pra comer” com uma naturalidade que eu engoli em seco. À noite realizamos um culto jovem e eu dei alguns conselhos aos adolescentes.
Enquanto isso, a equipe médica chegava morta de cansaço aqui na casa. Eu, Franciel, Débora e Irailde fomos com eles lanchar. Comemos hambúrguer, sorvete de Tapioca...
Enquanto isso, os outros terminavam de empacotar as lembrancinhas da EBF.



sexta-feira, 17 de agosto de 2007

A Tempestade

Tartarugalzinho, 22 de Julho de 2007

Fui o último a acordar, hoje, da equipe. Levantei meio azedo e com saudades de casa.

O Ruanderson veio cedo pra cá e está com a gente até agora. Almoçou aqui e estamos trabalhando muito com ele. É um menino de 9 anos que queremos muito que ele receba Jesus porque influencia muitos outros garotos.

O final da EBF foi muito bom. Recebemos 150 crianças e, tal como o arroz doce de ontem, o cachorro-quente deu a conta certa.

Na hora da premiação, o esperado aconteceu: muita choradeira por parte dos que não ganharam brinquedo.

Fiquei contente pela Vanderléia ter ganhado a gincana bíblica. Não pude me conter de alegria, já que eu queria muito dar um presente a ela. Por razões que eu ainda desconheço, me identifico muito com aquela menina.
Almoçamos e nem tivemos como dormir hoje, por conta dos batismos à tarde: 8 pessoas desceram às aguas num rio aqui perto. Nunca tinha visto um batismo desses de perto. Quase todos entraram na água para acompanhar. Depois, eu tive que preparar a programação do culto da noite. Fiquei muito irritado porque mais uma vez me empurraram de última hora para ser feito à moda "qualquer jeito".
De qualquer modo, Deus dirigiu o culto e eu senti o meu coração um pouco duro como muitas outras vezes. De vez em quando, me esforço, mas não consigo sentir a presença de Deus. Isso sem falar no desânimo que me bateu agora há pouco. Se não fossem as crianças para me consolar, estria muito deprimido, agora. Saímos para lanchar depois do culto : Eu, Franciel , Cristiane, Débora, Florzinha, Inês e Irailde. Os outros ficaram todos na casa.


Estou calado e misterioso, dividido entre a saudade de casa e o desejo de ajudar o trabalho aqui. Triste pelos meus cretinos desejos de ser o centro das atenções, de ser amado... Não estou com a menor vontade de discutir assunto nenhum. Muito menos eclesiásticos.



O dia foi agitado. Não dormi à tarde e não estou muito a fim de ver a cara de ninguém.

Muita gente não entende essa minha necessidade momentânea de isolamento( principalmente a pessoa que eu mais preciso que entenda).Para aqueles qu entendem, é mais fácil assimilar o quanto é ruim estar num lugar onde isso é quase impossível. não dá nem para ouvir as batidas do próprio coração.

E pior: estar num lugar onde todos sabem como você é, conhecem sua história de vida, sabem quando você está no banho, quando lê a Bíblia, quando ronca...tudo isso mexe muito comigo.

Já estou pronto para dormir. Mas, muito chateado porque o povo ainda está decidindo se ouve ou não "Catedral". Estou com sono e querendo silêncio; azedo e incomunicável.

O convívio é uma coisa da qual estou sempre correndo e, quando não há saída, eu entro em crise.

Ó Deus, me ajuda a ser uma pessoa melhor. Tira esse meu mau humor...

Vou ficando por aqui...

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

A estrela cadente


Tartarugalzinho, 23 de Julho de 2007



Diário de bordo do projeto Missionário TRANS Amapá:

Minhas reclamações de ontem me deixaram meio constrangido no dia de hoje. No início, eu não sabia o que Deus iria fazer por mim. Se soubese, não lamentaria daquela forma.

Muito obrigado, ó Pai, pelo que fizeste por mim, hoje.

Mais uma vez, fui um dos últimos a levantar,e fomos ajudar a equipe médica, hoje. Tivemos aplicação de Flúor logo cedo para algumas crianças. Houveram várias consultas médicas e odontológicas. A proveitamos para evangelizar alguns na sala de espera e houveram algumas decisões. Inclusive de crianças.
Fui na casa do Pr. Jorge ver se tinha uma nota fiscal perdida dentro de uma calça lavada e acabei almoçando lá. Voltei com o Ruanderson e pude ver o quanto aquele garoto é bonzinho. pintaram um verdadeiro capeta, mas é apenas uma criança.



Se era, não é mais. Aceitou Jesus ontem e já evangeliza os coleguinhas. Mais tarde, o Paco comprou uma bola bem legal pra ele.


Fiquei um certo tempo distraindo as crianças enquanto o Cristian(dentista) almoçava. Filmei muitas delas porque eu não quero que aqueles rostinhos fujam da minha memória jamais.



Mais tarde, O Pr. Jorge me deu a chave do carro e eu levei ele e a Sara pra Taubal. Antes disso, ele me mostrou o plano da salvação em figuras ilustradas e eu fiquei maravilhado. Acho que se eu não tinha aceitado Jesus, aceitei hoje de tão convincente que é.


Fomos à casa do Sr. Sidney, um senhor que é obreiro em Taubal há muitos anos. Perdeu a esposa no início do projeto e o Pr. Jorge quer dar apoio.


Tive a oportunidade de dar o meu testemunho de chamado, lá.
Depois, na hora de ir embora, esqueci de deixar o carro em ponto morto e passei com arodapor cima do pé do Pr. Jorge. Não foi nada, mas estou me sentindo meio culpado.
Quando chegamos, eu e a sara vimos o Franciel passando flúor e quisemos passar também. Infelizmente, deixei a escova cair antes de terminar. eh eh eh.




À noite, deixei a Florzinha incumbida de descarregar minha câmera digital e fui ligar pra Flávia.

O meu coração ainda não estava preparado para o que ia acontecer.

O telefonema foi bom,mas dessa vez, deixei ela falar mais. Percebo que ela está sofrendo muito com o emprego. Deu pena. Fiquei com vontade de pedir para ela desistir, mas já está acabando.

Quando voltei, estavam todos em casa e o Ruanderson já estava aqui. a Cristiane(fonoaudióloga) deu leite com Neston pra ele( e ele ficou com o copinho na mão, dizendo: "Eu sou chique, eu sou chique!").

Depois, o Senhor nos proporcionou uma das cenas mais lindas que já presenciamos nessa TRANS.

O pequeno Ruanderson deitou na rede com o Paco e começou a chorar, por saber que ele e os outros irão embora amanhã.

Baixei o volume do rádio e desliguei o ventilador na mesma hora.

Ele sabe que não só a equipe de saúde irá partir, mas todos nós iremos essa semana.



As lágrimas silenciosas do menino emocionaram a todos. Eu não me contive dessa vez. Filmei e fotografei a cene enquanto observava os olhos do Franciel. O único que eu achei que não fosse chorar.

Eu chorei porque vi o maior milagre que Deus pode fazer na vida do homem: ele não é mais o "Pirainha". Agora, ele é Ruanderson; um garoto transformado pelo poder de Deus. É um líder nato e , em nome de Jesus , influenciará a muitos com a mensagem de Cristo no futuro.

Isso sim é um grande milagre. Transformar água em vinho não é tão maravilhoso quanto isso. Jesus mesmo disse: "Coisas maiores do que estas ,verás."

Eu estou vendo, Pai. Estou vendo!

Chegamos em casa quase uma hora da manhã depois de nos divertirmos um bocado na lanchonete. mas, só depois, eu vim saber da conversa dele com a Flor no portão.




Ele a viu sentada sozinha e começaram a conversar até que viram uma estrela cadente:

- Olha , Tia Flor, uma estrela cadente. Faz um pedido, faz um pedido!

- Faz você!
- Faz a senhora primeiro, depois eu faço.

- O meu pedido é que a sua família mude como você mudou.

- E o meu pedido é que a senhora volte outras vezes. Se Deus quiser, né Tia?

- Olha, eu vou me esforçar para cumprir o seu pedido e você se esforça para cumprir o meu.

- É só Jesus, né...que pode fazer as estrelas caírem...?

- É...Jesus escolheu um momento especial para que pudéssemos fazer um pedido um pro outro.



terça-feira, 14 de agosto de 2007

Movendo o sobrenatural

Tartarugalzinho, 24 de Julho de 2007

Despedida da equipe de saúde: Pr. Jorge, Débora, Ir. Lourival, Cristian(dentista), Franciel, eu, Drª Regina(pediatra), Florzinha, Cristiane(Fonoaudióloga),Irailde, Inês, irª Georgina(enfermeira) e Miss. Miriam


Diário de Bordo do Projeto Missionário TRANS Amapá;

Depois do que aconteceu ontem, eu achei que a TRANS já poderia acabar, agora. Eu não sabia que Deus ainda tinha surpresas para nós.

A Equipe Médica levantou umas sete da manhã e acordamos junto com eles para nos despedirmos. Fizemos uma devocional e tdos eles estavam chorando quando a oração acabou. A confraternização foi linda! Todos nós nos abraçamos e a turminha chegou para dar um abraço neles, também.

Gravei um vídeo da Maiene cantando e todos gostaram muito da voz dela.

Tartarugalzinho certamente marcou muito a equipe médica. Eles se viram envolvidos com as pessoas daqui de uma maneira diferente dos outros municípios em que eles trabalharam.

Assim que eles foram, quando estávamos começando a nos preparar para sair e passar o dia fora, chegou uma senhora que havia se oferecido num domingo para nos ajudar nas tarefas aqui. E pediu para que orássemos por ela.

Na hora da oração, um espírito malígno se manifestou e eu tomei um susto! Vi todas as minhas convicções teológicas caírem por terra. Fiquei sem ação ao ver aquilo, mas Deus se manifestou de maneira assombrosa, também.





Eu vi o meu muro de ceticismo desmoronar naquele momento. Ouvi Deus falar comigo como nunca. O Demônio saiu daquela senhora. Deus usou a irª Inês para falar comigo e eu chorei copiosamente. Obrigado Deus, por me amar tanto e me ensinar a confiar na sua Graça. Obrigado por me escolher para tão grande obra. Quero ser obediente e fazer a sua vontade, que é única coisa que me porá num caminho de felicidade e sucesso. Obrigado porque o meu coração estava duro e não está mais. Todos nós glorificamos e agradecemos a Deus pela libertação daquela vida tão oprimida por satanás.


Meio dia e meia, saímos para almoçar no Restarante "Fome Zero". Comemos Dourado com arroz, farinha, molho e...FEIJÃO PRETO!!! QUE SAUDADE!!!!

Liguei para a Priscila e contei as histórias desses dois dias inesquecíveis na minha vida e ela chorou no telefone. E disse que o homem cego lá de Santana aceitou Jesus.

Depois, fomos ao Rio e ficamos muito alegres porquefoi muito bom, lá. Não conhecíamos o rio que fomos hoje.

Passeamos de canoa, tiramos fotos, brincamos , cantamos hinos e eu me diverti como há muito tempo não me divertia. Não me esbaldava tanto desde que patinei no gelo no ano passado.

Em tempo: O pessoal ficou me zoando porque ontem eu tentei fotografar um urubu pensando ser uma águia. Até a equipe médica caiu na minha pele.

Quando voltamos, tivemos város contratempo para exibirmos o filme "JESUS". O Franciel não conseguia configurar o Datashow e teve que chamar um rapaz daqui da cidade. Tudo ficou . Já era mais de 21:30 quando o filme começou.
Eu estava no orelhão com a Flávia quando conseguiram fazer funcionar o projetor.

Na metade do filme, estávamos todos arrebentados de cansaço. Também, pudera...fomos pra rede às 3:00, levantamos às 7:00. Almoçamos, não cochilamos à tarde e passamos o dia todo no rio.

Eu não aguentava nem entregar folheto.


ps: Fiquei sabendo que Vanderléia foi pra Macapá. Acho que não vou poder me despedir dela.


Fique com Deus, menina. Essa foto é pra você!





segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Distantes Próximos



Tartarugalzinho, 25 de Julho de 2007




Diário de bordo da Operação Missionária TRANS Amapá;


Confesso que estamos bem cansados. Hoje, saímos apenas para fazer algumas visitas. Eu e a Débora, por exemplo, não realizamos nenhum estudo.

Mais uma vez, tomamos café da manhã com a companhia do Ruanderson e do Clebson (recém betizado). O clima de despedida toma conta de todos nós e hoje à tarde não saímos para poder adiantar as coisas.







Almoçamos tarde(14:00), mas o consolo foi a sobremesa. As irmãs fritaram umas rosquinhas muito boas(açucaradas). Ninguém comeu doce com farinha, mas não acharia nenhum absurdo, não, já que nuinguém come nada sem farinha por aqui. Honestamente, não gostei muito da farinha daqui, não. Ela é empedrada. Não é fina como a que eu como no Rio: é grossa.



Quando puseram a comida na mesa e descobriram que não tinha farinha nem pimenta, foi como se o mundo tivesse acabado. Achei interessante esse choque cultural.

À noite, exibimos o filme "Deixados para trás 2". Eu nunca tinha visto, mas também não me interessei muito. Coloquei o pano branco para o telão e tive que subir novamente para amarrar as cordas.

No final, liguei para a Flávia para avisar que só ligarei na sexta. Desliguei o telefone com a sensação de que a mãe dela queria me dizer alguma coisa(a Flávia já estava dormindo).

Desliguei o telefone e ainda peguei o pessoal no mei do caminho. Levei o Ruanderson em casa a pedido da Débora.


No caminho, ele me disse que só tem 4 peças de roupa e que amãe dele não tem dinheiro para ir à Macapá buscar mais.

Quando entrei na casa dele, vi a mesma dura realidade qu vi em outras casas, hoje. (de manhã, eu fui na casa da senhora de 32 anos que tem 16 filhos e alguns netos. Foi duro ver as crianças comendo no chão)

Ao entrar na casa dele, o pequenino percebeu a minha admiração e perguntou: -" Tá com medo, irmão?" O garoto observa tudo, mesmo.

Agora, vou dormir, sabendo que o dia de amanhã será o último no interior. Vai ser complicado se despedir.

ps: Escrevi uma carta pra pequena Vanderléia, já que não poderei me despedir mais dela.



domingo, 12 de agosto de 2007

Lágrimas em Tartarugalzinho


Tartarugalzinho, 26 de Julho de 2006


Eu, Jean, Heldequias e Sara


Diário de bordo do projeto missionário TRANS Amapá;

Enquanto o pessoal está se preparando para o culto, eu resolvi vir aqui na varanda escrever o diário. Só agora está caindo a ficha que este é o último diário que estou escrevendo no campo e este será o último culto.

Amanhã, partiremos pra Macapá logo cedo. Estou convicto de que Deus cumpriu sua promessa comigo de que eu não viria em vão pra cá.

Hoje de manhã, passei na casa do Pr. Jorge para buscar a Sara para poder fazer as últimas visitas.

Antes disso, acordei antes das 7:00, fui para o lap top do Franciel copiar todas as minhas fotos e vídeos da TRANS para os meus CD´s. Estava doido para fazer isso. Na verdade, queria tanto que até pedi a Deus para não sair daqui sem copiar tudo o que eu queria. ah ah ah. Quando tudo foi concluído, o pessoal chegou da caminhada.






A Débora me ajudou a ligar a impressora e eu consegui imprimir a minha foto com a Vanderléia. Já que ela não está na cidade, deixei a carta com a foto dentro para a irª Rai entregar.

Fui com a Sara até o hospital para saber do menino, mas, sem o nome nem a data do acidente, era muito difícil saber onde ele morava.

Fomos à casa da Noemi para nos despedirmos dela, mas só consegui falar com a Suelen, irmã dela, novamente.






Voltamos para casa e eu peguei esse diário de bordo que constava o dia do acidente e, no hospital, foi mais fácil desta vez.

Encontramos o Jean de bicicleta na rua e ele nos ajudou a encontrar o menino que trabalhava no comércio da família. Conversei com ele, evangelizei, entreguei um folheto e um livro de João pra ele.

Depois, eu filmei e tiramos fotos. Foi muito legal e ele disse que irá visitar a igreja. Só hoje fiquei sabendo que o nome dele é Heldequias Brito Corrêa, de 14 anos.

Aquele acidente pode ter mudado a vida dele. É só deixar Jesus agir, agora.

Levei mais de uma semana após o acidente para procurá-lo..mais porque sabia que estava tudo bem com ele. Fisicamente, sim, mas ele ainda precisava de uma mensagem de Deus em seu coração.

O último almoço também foi muito bom. Mais uma vez, comemos Pescado com farinha, pimenta, arroz, feijão...





À tarde, encontrei a Maiane na rua vindo dizer que a sua mãe queria falar com a gente. Ajudei a fechar a contabilidade da equipe e fui pra lá logo em seguida(até porque ela tinha vindo aqui avisar que a mãe já havia chegado e estava nos esperando em casa).

Só eu fui. Alguns não podiam, outros não quiseram ir.
Falei de Cristo pra ela e percebia que ela havia se convertido, mesmo.. No final, ela chorou muito e Maiane, que estava sentada do meu lado, me abraçou forte e também chorou. Eu fiquei com um nó na garganta.

Voltei para me preparar para tomar banho e vi um monte de formigas dentro dentro da minha mala. Ou melhor, pude sentí-las, o que foi pior.

Fomos à casa da irª Sema e o marido dela aceitou Jesus. Durante o culto, foi difícil conter as crianças dentro do quarto. era muito barulheira..cerca de 30 crianças..é muito!


No começo e no final, a Maiene veio me abraçar. No final, ela me puxou e eu levei a minha orelha até ela e a pequena disse:"nada, não."

Mas, a maior travessura dela ainda estava por vir.

Saímos do culto e voltamos pra casa. Quando abrimos aporta, fomos surpreendidos com a festa que prepararam pra gente.

Sentei na cadeira com a maior vontade de chorar, até a danadinha me dizer: -" Chora, não, Tio. Chora, não!" Aí que eu desabei,mesmo.



A festa foi linda e teve muita choradeira e muitas fotos. Depois, fomos tomar sorvete pela última vez em Tartarugalzinho.
Ps: O fogão que a família do Ruanderson usa também me deu um nó na garganta. não fotografei, mas não vou esquecer aquilo nunca mais.