Itaipé, 5 de Abril de 2013

Sexta dia 5
Este meu retorno inesperado a Itaipé foi bem marcante na minha vida. A Patrícia queria muito que eu desse um curso de pantomima para os jovens da igreja e desde antes do Carnaval, tentávamos ver esta possibilidade. Honestamente, não me via tão qualificado para o trabalho, mas me lancei assim mesmo.
Gosto muito de trabalhar com teatro e, pantomima especialmente. Sei que jamais poderei reclamar que Deus não me coloca para fazer coisas que amo para o Seu Reino, pois seria muita injustiça.
Cheguei em Teófilo Otoni pouco depois das 7 da manhã e perdi o ônibus para Itaipé. Como eu teria que esperar até às 13h até pegar o próximo, liguei para a Juliana me ajudar. Falei com a Patricia e elas foram me buscar de carro numa cidade vizinha onde pude chegar de ônibus.

À noite, passei o curso para os jovens. Na verdade, tive apenas adolescentes, mas foi muito bom trabalhar com eles. Ensinei o aquecimento de pantomima depois de um bom tempo procurando as músicas do Patch Adams da internet e depois, passei a peça "Não Toque" para eles ensaiarem.
Foi bom também ver alguns talentos aparecendo. Uma turminha muito boa se destacou e não foi muito difícil escolher quais iriam participar dos principais papéis. Mesmo assim, todos tiveram sua chance.
Sábado, dia 6
No dia seguinte, apresentamos a peça em um culto ao ar livre na praça, depois de termos ensaiado um pouco na igreja. A chuva que caía no começo deu uma trégua e conseguimos realizar para a Glória de Deus durante a feira que acontecia. As crianças apresentaram a coreografia que haviam ensaiado com a Juliana e a Patrícia e foi bom ver a animação deles. O pastor Alécio passou lá com alguns parentes depois para me cumprimentar.
No final do culto, preguei durante uns 15 minutos e depois tiramos algumas fotos com a turma. Voltamos para a casa da Juliana. Conversei com ela sobre ministério em boa parte da tarde. Tinha algumas inquietações em algumas possibilidades. Tinha dúvidas.
Domingo, dia 7
Ensaiamos com as crianças a peça "O Salvador" na parte da manhã, na igreja. Fiquei muito contente com o resultado e o empenho daquelas crianças. Maravilhado, eu diria. Tive um sentimento muito gostoso em passar os detalhes para eles, sincronizando as intepretações com as músicas, que por sinal, deram muito trabalho para encontrar na internet, inclusive a de suspense.
À noite, tivemos a apresentação. Não podia ter ficado mais feliz. Após duas repassadas antes do culto começar, eu sabia que eles já estavam prontos. Tudo o que fiz em seguida, foi, dos bastidores, manipular a trilha sonora para eles.
Voltei para o Rio na segunda à tarde, satisfeitíssimo. Depois, fiquei sabendo que elas reapresentariam aquelas peças que ensaiei, ainda outras vezes, com o mesmo carinho e dedicação. Senti-me usado por Deus como nunca.
Não fui dar uma palestra, nem série de conferências, não tive meu nome escrito em nenhum prospecto ou boletim, mas vi os frutos do trabalho com uma alegria e realização muito maiores do que poderia esperar. Exaltado seja o Senhor. Usa-me como quiseres e me perdoe as minhas tendências e conceitos equivocados de sucesso no Teu Reino.
Ps. Antes de vir embora, momentos antes, a Juliana me levou na casa do Erivaldo de surpresa. Não vou fazer menção da boa conversa que tive com ele e sua família. Ficará guardado no coração. Como tudo mais nesta minha empreitada em Itaipé.
















