terça-feira, 6 de agosto de 2013

Usa-me, apenas

Itaipé, 5 de Abril de 2013



Sexta dia 5

Este meu retorno inesperado a Itaipé foi bem marcante na minha vida. A Patrícia queria muito que eu desse um curso de pantomima para os jovens da igreja e desde antes do Carnaval, tentávamos ver esta possibilidade. Honestamente, não me via tão qualificado para o trabalho, mas me lancei assim mesmo.
 Gosto muito de trabalhar com teatro e, pantomima especialmente. Sei que jamais poderei reclamar que Deus não me coloca para fazer coisas que amo para o Seu Reino, pois seria muita injustiça.
Cheguei em Teófilo Otoni pouco depois das 7 da manhã e perdi o ônibus para Itaipé. Como eu teria que esperar até às 13h até pegar o próximo, liguei para a Juliana me ajudar. Falei com a Patricia e elas foram me buscar de carro numa cidade vizinha onde pude chegar de ônibus.

À noite, passei o curso para os jovens. Na verdade, tive apenas adolescentes, mas foi muito bom trabalhar com eles. Ensinei o aquecimento de pantomima depois de um bom tempo procurando as músicas do Patch Adams da internet e depois, passei a peça "Não Toque" para eles ensaiarem.
Foi bom também ver alguns talentos aparecendo. Uma turminha muito boa se destacou e não foi muito difícil escolher quais iriam participar dos principais papéis. Mesmo assim, todos tiveram sua chance.

Sábado, dia 6

No dia seguinte, apresentamos a peça em um culto ao ar livre na praça, depois de termos ensaiado um pouco na igreja. A chuva que caía no começo deu uma trégua e conseguimos realizar para a Glória de Deus durante a feira que acontecia. As crianças apresentaram a coreografia que haviam ensaiado com a Juliana e a Patrícia e foi bom ver a animação deles. O pastor Alécio passou lá com alguns parentes depois para me cumprimentar.

No final do culto, preguei durante uns 15 minutos e  depois tiramos algumas fotos com a turma.  Voltamos para a casa da Juliana. Conversei com ela sobre ministério em boa parte da tarde. Tinha algumas inquietações em algumas possibilidades. Tinha dúvidas.

Domingo, dia 7

Ensaiamos com as crianças a peça "O Salvador" na parte da manhã, na igreja. Fiquei muito contente com o resultado e o empenho daquelas crianças. Maravilhado, eu diria. Tive um sentimento muito gostoso em passar os detalhes para eles, sincronizando as intepretações com as músicas, que por sinal, deram muito trabalho para encontrar na internet, inclusive a de suspense.
À noite, tivemos a apresentação. Não podia ter ficado mais feliz. Após duas repassadas antes do culto começar, eu sabia que eles já estavam prontos. Tudo o que fiz em seguida, foi, dos bastidores, manipular a trilha sonora para eles.

Voltei para o Rio na segunda à tarde, satisfeitíssimo. Depois, fiquei sabendo que elas reapresentariam aquelas peças que ensaiei, ainda outras vezes, com o mesmo carinho e dedicação. Senti-me usado por Deus como nunca.


Não fui dar uma palestra, nem série de conferências, não tive meu nome escrito em nenhum prospecto ou boletim, mas vi os frutos do trabalho com uma alegria e realização muito maiores do que poderia esperar. Exaltado seja o Senhor. Usa-me como quiseres e me perdoe as minhas tendências e conceitos equivocados de sucesso no Teu Reino.

Ps. Antes de vir embora, momentos antes, a Juliana me levou na casa do Erivaldo de surpresa. Não vou fazer menção da boa conversa que tive com ele e sua família. Ficará guardado no coração. Como tudo mais nesta minha empreitada em Itaipé.









Missões na terra de meu pai

Campos, 2 de Novembro de 2012


Esta missão ficará sempre guardada em meu coração de maneira bem especial, uma vez que não vinha a Campos há mais de 20 anos. Pensei no meu pai em boa parte do tempo e como ele iria gostar de rever sua cidade natal querida.


Saímos de Santa Cruz pouco depois das 22:30h e passamos em seguida em Campo Grande para buscar os irmãos que estavam aguardando em frente a Assembléia de Deus da “Esquina do Pecado.”



Chegamos na cidade aproximadamente às 5:30 da manhã e eu tentei descansar um pouco depois do café. Consegui dormir, graças a Deus, depois de não ter tido muito sucesso no ônibus.


Convidamos as pessoas da cidade para as atividades sociais que realizaríamos naquele feriado, como verificação de pressão, glicose, atendimento odontológico etc.
Parei por um instante para ajudar uns rapazes que estavam tentando colocar um carro para pegar no tranco. Percebi a união daquelas pessoas e relembrei de boas coisas do meu tempo trabalhando no interior.
Naquele dia, saímos e visitamos algumas pessoas que estavam enfermas. Levaram-me meio no susto e no improviso, que fiquei sabendo depois, mas faz parte. Conheci uma senhora que estava sofrendo de câncer cuja família nos tratou muito bem e uma outra onde um rapaz havia escapado de um acidente grave de carro.


Foi gostoso ver a participação do irmão Julio como o Palhaço Pampulha. Depois de tantos anos tendo-o como membro da minha igreja, curiosamente, foi a primeira vez que o vi em ação como o personagem querido da criançada.

Lembro que, ao final do último dia, eu preguei em cima de I Corintios 9 e falei sobre o atleta cristão. Muitas pessoas estavam lá ouvindo e senti que Deus estava me dando uma grande honra de pregar na terra onde meu pai nasceu.


Voltei muito feliz de lá. Exaltado seja Deus!

Queluz de Deus

Queluz, São Paulo,  5 de Agosto de 2012




Não consigo perder  o hábito de deixar registradas as minhas empreitadas missionárias. Fiquei com o desejo de relembrar minha viagem a cidade de Queluz, em São Paulo, onde participei da organização de um novo templo batista na cidade.
Não consegui dormir bem no ônibus porque havia muita conversa alta, e um debate teológico que me recusei a participar e orientei o meu amigo Vitor a fazer o mesmo.
Saímos aproximadamente à 14h da PIB de Santa Cruz. O ônibus saiu com alguns irmãos da associação Oeste carioca. Chegamos na cidade, aproximadamente às 17:30h e consegui tomar um banho e vestir o meu terno.
Conhecemos os americanos que trabalharam na obra e alguns intérpretes que lá estavam com a missão deles. Uma delas foi a Camila.

A igreja ficou totalmente tomada, até a hora que eu resolvi sair e participar do culto do lado de fora, cedendo meu lugar para pessoas mais velhas. Conversei com um menino peruano que estava lá, com a Camila e com o Jim, um dos construtores.
Perto do final, falei com o Pr. Tarcisio e com a irmã Lucia. Foi muito gostoso matar a saudade deles e conheci o Pr. Scott, da igreja americana.

Fomos embora aproximadamente às  22h e chegamos no Rio à 1 da manhã.