sábado, 20 de outubro de 2007

Cristo para as crianças

Flexal, 13 de Julho de 2007

Diário de Bordo do projeto missionário TRANS Amapá;

1º Dia da EBF

Acordei bem cedo fui encher as bexigas para usarmos mais tarde. Tomei café, acordei o René e depois fomos pra casa da Roseane. Ela está muito feliz e receptiva ao evangelho. Tomara que o trabalho continue.
Varri o templo, consegui uma pá emprestada com o Chico... Tô ficando bom...até fiz macarrão ontem que reaproveitei no almoço.


Quando as garotas chegaram com o Pr. Jorge ,eu já tinha almoçado a acabado de ver “LIGA DA JUSTIÇA” na TV( acho que foi o episódio em que o Capitão Marvel briga com o Superman). Elas trouxeram todo o material e a programação da EBF. Ainda assim, eu estava preocupado.

Deus nos abençoou e tudo foi uma bênção. As histórias, canções e brincadeiras...tudo correu muito bem. Muito melhor do que eu imaginava. Eu me senti bem solto e entrosado e conheci muitas crianças.

Na hora de ir embora, eu levei as crianças do outro lado da ponte e também me esbaldei com elas. Ficaram todos em fila perto do acostamento da rodovia.

Á noite,dei aula sobre a família no estudo das 19:30 e falei sobre Esaú e Jacó e um pouco sobre José mostrando erros gravíssimos que uma família costuma cometer.
(Tive que dar um jeito, pois perdi a apostila com os estudos da família e me virei nos 30.)
Depois, as meninas fizeram macarrão e eu fritei o que restou do meu quitute para dividir com a Flor.

Conversamos a beca depois de ensaiarmos a peça das crianças de amanhã dentro do templo. Depois, continuamos as conversas, observando as estrelas.

Hoje, o céu está muito lindo, mesmo!

Ficamos imaginando como vai ser o culto da Vitória . Tá um pouquinho longe, mas eu vejo que não terei muita opção de roupa...

Coisa de quem já está começando a ficar com saudade de casa...liga, não!

Ps1: Orei a Deus para Ele levar a chuva . Não choveu e recebemos 25 crianças na igreja.Obrigado, Senhor!

Ps2: Fui lá na escola municipal ver o Projeto Rondon, hoje.

domingo, 14 de outubro de 2007

Tela Crente



Flexal, 14 de Julho de 2007

Diário de Bordo do Projeto Missionário TRANS Amapá;

Falta exatamente um mês para meu aniversário. Eu me pergunto se não seria melhor se e aniversariasse aqui. Um bom aniversário aqui é uma garantia. Lá no Rio é sempre uma incógnita.

O dia foi bem movimentado, hoje. Fui à casa da Dona Rosa e da Cleide fazer mais um dos estudos e o Roso acabou aceitando Jesus no final.

Em seguida, fiquei um pouco chateado porque descobri que não iria mais dirigir o carro da irª Marcelina porque o sobrinho dela nos levou de carro, novamente.

Mas, esse meu motivo mesquinho de irritação foi superado prque ele teve que levar a Dona Honorata que estava doente no hospital de Tartarugalzinho.
As duas filhas dela foram junto e ela teve que ficar em observação na base do soro.
Depois, eu fui procurar o Franciel para saber dos pães que compramos para a EBF. Fiquei muito chateado porque não o achei e ninguém sabia onde era a padaria. A Sara teve que aturar o meu mau humor. Coitada...ela foi tão paciente...
Ninguém sabia também onde estavam os gizes de cera que as meninas me pediram pra pegar.

Peguei o filme Jesus na casa do Pr. Jorge e trouxe duas cópias.

Almocei com as meninas, oramos juntos e eu tirei um cochilo de uns 30 minutos na rede.

Quando acordei, o templo já estava repleto de crianças adiantadas para a EBF e a Flor e a Débora estavam lavando roupa ainda.
A EBF foi novamente muito divertida. Só não me senti tão solto quanto ontem, embora a Flor tenha pintado minha cara para fazer papel de ladrão na peça. Nessa parte, eu me senti bem, sim. mas, em outras, num peixe fora dágua.
As crianças gostaram muito de tudo. Tudo é festa para essa criançada. Foi interessante vê-los comendo arroz doce sem reclamarem da falta da colherinha.

Quando acabou, levei as crianças que moram do outro lado da ponte, o mais perto possível de suas casas. Mais uma vez, fiquei preocupado. Afinal, são dezenas de crianças no meio de uma rodovia, não é mesmo?



Voltei para casa e o irº Henrique chegou junto com a esposa. rapidamente, levamos a TV, o DVD, caixa amplificada, microfone, bancos da igreja...tudo para exibirmos o filme Jesus lá do outro lado.

Quase 70 pessoas apareceram para ver o filme. Eu não acreditei!

Muitas crianças prestaram atenção no filme e eu fiquei observando que algumas estavam indo embora mesmo antes do filme acabar. Alguns adultos, também.

Enquanto isso, a Maíra via o filme com a cabeça encostada no meu peito. Fiquei pensando que realmente alguns pequeninos gostaram muito de mim por aqui.
Muitas pessoas receberam a Jesus no final do filme e eu pude perceber que os propósitos de Deus vão muito além do que o meu ceticismo se recusa a acreditar às vezes.


Tudo foi um sucesso, com a Graça de Deus.
Voltei para casa feliz e ainda vi o mais lindo céu estrelado do Amapá até agora.

Cheguei em casa faminto. Comi muito arroz e galinha enquanto assistia à ginástica brasileira no PAN.

Se minha câmera fosse melhor, poderia compartilhar com vocês, agora, o lindo céu que eu estava vendo naquele momento. Nunca havia visto tantas estrelas juntas em toda a minha vida.








sábado, 13 de outubro de 2007

As primeiras despedidas



Tartarugalzinho, 15 de Julho de 2007



Diário de bordo do Projeto missionário TRANS Amapá:

Acordei lá pelas seis horas da manhã e não quis mais dormir com medo de me atrasar para a EBF. Eu estava no meu quarto tirando a rede quando ouvi o barulho de uma coisa caindo no chão.

Tomei um susto: Era um besouro de uns 10cm. O danado tinha até chifres. Depois me arrependi de não ter fotografado ele.

A EBF foi muito boa. As crianças, mais uma vez interagiram conosco e percebemos o retorno delas. Ao que tudo indica, todos compreenderam a mensagem de Jesus.


No final do culto, a irª Marcelina deu presentes para mim, para Débora e para Flor, em nome da igreja como agradecimento. Eu ganhei uma camiseta “exército de Cristo”.

Almoçamos uma omelete feita pela Dona Telma e depois tiramos um merecido cochilo. Lá pelas duas e meia, eu levantei para acabar de juntar as minhas coisas. O Seu Raimundo nos trouxe aqui de carro, mas antes, acabei de me despedir do Chico, da Marileide, e da família da irª Marcelina, inclusive a Glendinha(primeira foto).

Curiosamente, a primeira criança que eu vi naquela cidade foi a última. Vou sentir saudades daquela indiazinha.


Chegamos em Tartarugalzinho e eu fui direto ligar pra Flávia. Infelizmente, ela não estava e eu liguei pra minha mãe e pra Ana Paula. Gastei um cartão inteiro com elas.

Tive uma estranha sensação de que ninguém estava sentindo a minha falta no Rio e eu fui conversar com o Pr. Jorge. Confesso que me sentia muito sozinho. A conversa da irª Raimunda e o papo com o Pr. Jorge me confortaram muito. Ele me falou sobre a alegria no Ministério e sobre a escolha do cônjuge para o sucesso do pastorado, etc.

Mas, o homem trabalha muito! Ele supervisiona 7 igrejas no Amapá.


Fomos ao culto e eu acabei perdendo o chocolate do Brasil em cima da Argentina. Quando acabou, eu fui caçar um orelhão e encontrei o irº Henrique com a esposa, a Marcelina e a Silmara lanchando aqui na cidade.

Ele me pagou um mixto quente e um suco de maracujá.

Quando eu estava voltando, a turma estava indo em direção a mesma lanchonete. Boca livre e sorvete de graça pra todo mundo. Eh eh eh.

Depois, fomos à pracinha e ficamos cantando alguns louvores. Gravamos algumas cenas. Foi um momento abençoado.

Ps: Confisquei um mosquiteiro da irmã Marcelina e fiquei de devolver no Culto da Vitória. Ela não foi e estou com ele até hoje. ah ah ah. Se o Senhor me enviar novamente para Amapá, já sei qual será a primeira coisa a entrar na minha mala. Que pecado, né, irmão!!!???

sábado, 29 de setembro de 2007

Dia de sustos



Tartarugalzinho, 16 de Julho de 2007


Diário de bordo do projeto Missionário TRANS Amapá:

Dia de Folga


Acordei com o pique da irª Irailde chamando todo mundo. Planejamos nadar no rio e comer peixe.

Logo cedo, e já estava um pouco triste com a saudade de casa e com aquela estranha sensação de que saí de casa ontem e não há 17 dias, porcausa da reação de alguns.

Fui na casa do Pr. Jorge e as crianças perceberam que eu estava triste. Isso não foi bom.

O dia foi meio tenebroso pra mim a começar do momento em que eu entrei no rio. Nadei 100m e depois me senti, tonto, trêmulo e enjoado. Deitei no chão pra me sentir melhor. Quando fiquei melhorzinho, saí do rio e encontrei o Júnior e a Débora procurando internet.

(Antes deles aparecerem, sentei no banquinho em frente à paróquia da cidade com a Florzinha e disse a ela como estava me sentindo solitário e esquecido naquele lugar).

Então, os caçadores da Web perdida foram à Câmara Municipal, a duas escolas públicas e até ao Fórum. Pedíamos na maior cara de pau, mas não conseguimos nos dar bem.

Depois de tentarmos acessar, sem sucesso numa escola municipal aqui perto, voltamos para o rio para comer peixe e carne na brasa. O peixe estava delicioso. Mergulhado no sal e no limão, então...( só de lembrar dá água na boca...).
A carne estava um pouco dura, mas gostosa. Só não consegui engolir o Açaí do Norte. Sem açúcar, não rola. Fiquei de queixo caído ao ver a Rebequinha ( filha do pastor) acabar com uma tigela inteirinha daquilo. ECA!

Jogamos vôlei com o pessoal daqui e não vencemos nenhuma. Nem eu, nem o Júnior nem o Franciel demos conta.

Eu e o Júnior saímos do rio à procura de internet e enfrentamos até chuva. Ê vício!!! No meio dessa busca, achamos o Projeto Rondon e vimos um porco bem diferente no meio do caminho, mas nada de “www”.

Em seguida, voltei pra casa e discuti com o Franciel sobre as finanças e recibos. Eu acabei me excedendo e ficou um clima chato.

Á noite,tivemos uma reunião e discutimos algumas coisas e eu pude expressar as razões da minha irritação. E que eu estava me sentindo solitário. Deus ajudou a esclarecer tudo.

Tudo isso foi depois de eu ter sido picado por um mosquito que eu não conheço. Fiquei preocupado porque a ferroada foi muito dolorosa. Marimbondo nenhum teria essa força. Doeu pacas.
Aí, eu fui com o Júnior no posto de saúde e levei o mosquito cretino para o pessoal me dizer que bicho era aquele e não me disseram que a picada dele faria algum mal. E não fez.


Quando acabou a reunião, eu fui ligar para a Flávia e vi um menino cair de bicicleta. Ele não podia falar e estava com dificuldades para respirar. Chamamos um carro e ele foi levado para o hospital. Depois, eu fui lá saber como ele estava mas, o médico ainda não havia chegado.

Aí, sim, liguei pra Flávia e ela ficou feliz com as notícias. Ela está com saudades, também.
Em seguida liguei pra Tatiane( Niterói) e falei sobre o projeto pra ela.

Fui comer um hambúrguer com suco de maracujá e voltei pra casa.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Conhecendo a turminha



Tartarugalzinho, 17 de Julho de 2007 ,



Diário de bordo do projeto Missionário TRANS Amapá;


Fomos fazer alguns recenseamentos pela manhã e depois eu me preocupei e ir ao hospital saber como o menino estava. Ele já teve alta, com a Graça de Deus.

Tomei um picolé de Açaí com a Débora e depois lavei o piso da casa com o Franciel
(ouvindo e cantando Grupo Logos).

À uma da tarde, consegui finalmente ligar para a Priscila lá em Santana. Ela ficou feliz, mas está chateada com a situação espiritual do local. Está passando por dificuldades pela falta de recursos da equipe dela.



Depois do almoço, fomos ver o Seu Francisco, que foi atropelado e quebrou a bacia. Ele está usando fraldão e está precisando da nossa ajuda. A família não tem outra renda.

Esse tipo de coisa me enriquece muito. Percebo o quanto os meus problemas são pequenos e o quanto eu devia agradecer a Deus e não reclamar.

Fizemos um estudo na casa da irª Socorro e ela se mostrou genuinamente convertida a Cristo. Legal também foi conhecer seus nove filhos. Tiramos umas 40 fotos com eles e ficavam doidinhos pra ver.




Isso sem falar nas outras crianças que eu conheci hoje. O pequeno Kal-El e sua irmã Vitória são muito doces e se apagaram bastante a nós.

Na verdade, a maioria delas se apegou muito à gente. E muito depressa: num instante, já estão nos abraçando e beijando. A igreja é constituída por 90% de crianças.


Já estou até vendo a choradeira na hora de irmos embora daqui no dia 27.

Realizamos um culto de oração muito bom e animado. Quando acabou, fui ligar para a Flávia.

Ela estava morta de cansaço e eu contei tudo sobre as crianças. Só esqueci de mencionar o pequeno Kal-El.

Liguei também para a carlinha, para o Arlei e para a Aline depois de tomar um refrigerante com o pessoal: Eu ,a Flor, o Franciel, a Inês e Irailde.


Ps; Lavei muitas camisas e coloquei o meu tênis de molho.

Ps2: Enquanto o pessoal escutava “Catedral”, conversei muitas coisas com a Florzinha. Foi um bate-papo bem gostoso.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Uma alma por um triz


Tartarugalzinho, 18 de julho de 2007


Diário de bordo do projeto missionário TRANS Amapá;

Levantamos lá pelas sete horas da manhã, tomamos café e fomos fazer mais alguns recenseamentos. Hoje, eu fui com a Florzinha e o Franciel foi com a Débora.

Depois, nós seis(mais Irailde e Inês) nos reunimos e fomos para o Morro dos Macacos. Deus tinha algo grandioso para fazer lá e não sabíamos.

Vimos uma parte ainda mais pobre do município quando achávamos que já tínhamos visto de tudo. É um lugar totalmente largado pelas autoridades.

Fomos para a parte mais perigosa do morro e a Sara ia nos orientando. Distribuímos muitos folhetos e convidamos várias crianças para a EBF.




Até que num dado momento, o Franciel sentiu o desejo de subir até um casa bem em cima e destacada para falar de Jesus para uma moça que estava sozinha em casa.
Deus nos levou para lá na hora certa: Ela estava planejando cometer suicídio. Tinha dois filhos, estava sobrecarregada com os problemas e queria dar cabo de sua vida.

No final, ela aceitou Jesus e abriu um belo sorriso. Só ele é capaz de fazer estas coisas.

Quando voltamos, compramos Açaí no meio do caminho e tomamos depois do almoço.(diga-se de passagem, o mais gostoso que eu já comi desde que cheguei no Amapá).



Desta vez, e coloquei açúcar e consegui tomar o Açaí. Ficou ainda melhor com farinha de Tapioca. No entanto, paguei o preço por ter tomado dois copos.


Deu uma lombeira violenta! Fui pra rede, mas depois que o povo me chamou( me acordou) para as atividades da tarde, eu não aguentava ficar de pé. Quando disseram que o Açaí do Norte dava moleza, não dei muito crédito. Era pra ter dado...

(Estou levando algumas sementes de recordação)

Esta última foto mostra o momento em que o Franciel chegou na casa da Edilane, quando ela estava planejando cometer suicídio.

A Florzinha já partiu pra Macapá para comprar o material da EBF. Deixou o telefone dela aqui, mas não vai adiantar nada, já que a chuva de hoje acabou com todos os orelhões. Se precisarmos de mais alguma coisa de última hora, já era.

Fomos à casa do Seu Antônio, que é casado há 40 anos e sua esposa está paralisada numa rede. Preguei no texto de I Coríntios 13. A Dona Maria se emociona com facilidade, mas Deus tem dado forças a ela. O seu Antônio também é muito paciente e cuida bem da esposa.


Fui com Miriam fazer um estudo e depois deu a hora de se preparar para o culto de oração. Vieram tantas crianças que precisamos dividir.

No final, algumas vieram me abraçar. Fico pensando no quanto essa turminha precisa de referenciais. Somos quase que super-heróis pra eles.

Entristeço-me ao saber que muitas delas sofrem abusos físicos e sexuais e o que elas mais precisam é conhecer adultos que possam servir de exemplos para elas.


Esses pequeninos, porém, têm recebido a mensagem de Cristo. O único herói que estará para sempre na vida e no coração deles.


Ps: Conhecemos dois jovens do projeto Rondon e nos confraternizamos. Na verdade, temos objetivos em comum. Eles querem promover o desenvolvimento para melhorara vida dessas pessoas e nós, promover o crescimento do Reino de Deus na terra, trabalnado na área espiritual.


Ps 2: Foi legal quando capinamos lá na casa da Teresa. Veja o vídeo.






Ps 3: Também foi legal ver o Açaí sendo feito na hora