domingo, 26 de junho de 2022

Novas lições no Vale

 São Paulo, 24 de Junho de 2022


Diário de bordo da operação missionária no Vale do Ribeira - Aulas de Teologia, do Projeto Salvar Vale ( antigo Missionários cristãos colaboradores)

Saí da agência por volta das 15h após o Uber chegar. É bem raro eu sair cedo e estava com medo de perder o horário.

Cheguei na rodoviária do Tietê e fui cancelar uma das passagens que eu não iria mais precisar. Graças a Deus deu tudo certo e pouco depois das 16h05 meu ônibus saiu. Foi corrido, mas deu tudo certo, apesar dos meus temores. 

Falei com a Elis, com o pr. Fernando, mandei mensagem pra igreja do Portal II pedindo orações e parti para mais uma viagem missionária para a Glória de Deus.


Ribeira, 25 de Junho de 2022

Cheguei em Curitiba às 00:04 depois de muitos atrasos no Rodoanel e ameaças do ônibus de enguiçar no meio do caminho. Paramos em alguns momentos no meio de rodovias escuras e desertas mas Deus abençoou. 

O pastor Fernando me buscou na rodoviária e me levou para Ribera pela BR-467 e chegamos na cidade depois pouco depois das 3h da manhã. Também foi bom conhecer a família do Pr. Felipe que também veio conosco e foi um tempo agradável.

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Diário de Bordo da Oração Missionária no Vale do Ribeira - Projeto aulas de Teologia - com a missão Salvar (antiga Missionários Cristãos Colaboradores).

Acordei às 8h e tomei café para irmos à igreja de Ribeira.

Fui apresentado e iniciei as aulas de Homilética. As poucos a insegurança foi me deixando. Mesmo após esses anos como professor, reconheço que ainda tenho meus receios sobre a qualidade das minhas aulas e me cobro um pouco a esse respeito.

Por outro lado, é bom depender de Deus e saber que não vim até aqui para um grande desempenho, mas pata ser uma luz e uma benção. Lembrar disso é um alento constante e uma paz que só Deus pode me dar.

Tive uma ótima participação dos 4 alunos. Todos pastores obreiros do campo aqui na região. 

Fomos almoçar às 11h40 e comemos um delicioso bife. Aquilo não apenas matou a minha fome como me fez um grande bem. 

Depois de pouco mais de 4h de sono, achei que as aulas após do almoço seriam bem difíceis, mas Deus também surpreendeu como mais um tempo proveitoso lecionando História da Igreja para os irmãos. 

As aulas encerraram às 15h40 e em seguida os irmãos me lavaram para um surpreendente em Adrianópolis, que é a primeira cidade na divisa entre São Paulo e Paraná. 



Voltamos para a casa do pastor e ouvi algumas experiências missionárias do Pr. Fernando. Tudo também foi bem edificante, mas depois, lá pelas 17h45 eu realmente precisei tirar um cochilo senão eu não teria dado conta. 

Acordei aproximadamente às 19h10 e o pastor me levou para comer hambúrguer de tilápia na lanchonete da família de uma irmã da igreja. Estava muito bom e realmente me senti satisfeito. 

Agora estou pensando na aula de amanhã, que será a última. Tudo passou tão depressa e já preciso arrumar a bolsa para a viagem de volta. Mas não antes das aulas de Teologia Sistemática de amanhã. 

Estar aqui é mais do que um honrado serviço para Deu, também por tabela  uma terapia. A cidade é agradável, pacata e me traz uma tranquilidade que eu realmente precisava, pois às vezes São Paulo e Guarulhos são um pouco insalubres para mim. Então é um outro presente de Deus que já vem no pacote deste trabalho Missionário, apesar de não ser o propósito maior. 

Realmente isso sempre aconteceu nessas minhas andanças Missionárias. Colocar-me à disposição para a obra de Deus sempre me permitiu receber coisas maravilhosas que não espero. Não mereço, mas Ele me permite viver coisas incríveis ainda.


Apiaí, 26 de Maio de 2022


Diário de Bordo da Operação Missionária no Vale do Ribeira, Projeto aulas de Teologia - missão Salvar (antiga Missionários Cristãos Colaboradores).

Acordei às 4h40 da manhã e não consegui voltar a dormir. Mas curiosamente, sem a raiva que normalmente me acomete quando isso acontece.

 Aproveitei para arrumar a minha sacola de viagem e me arrumar com calma. 

Após o café, fomos para a Missão Batista em Ribeira onde ministrei as aulas finais, na disciplina de Teologia Sistemática. A participação foi muito efetiva dos alunos porque o assunto é do dia a dia deles nas igrejas. 

Fiquei muito satisfeito com a cooperação do início ao fim. Entreguei atividades e realizei o QUIZ online com perguntas e respostas, onde eles puderam fixar o conteúdo, como já havia feito das duas disciplinas de ontem. 

Ao final, agradeci o privilégio do trabalho e o carinho da Missão para comigo. Os missionários também ficaram gratos e felizes pela minha vinda. Permitindo Deus, voltarei em breve. 

Almoçamos pouco depois das 11h e o pastor me trouxe para Apiaí, onde pude conhecer o "Rastro  da Serpente" próximo ao "Morro do Ouro" e comprei uma lembrancinha pra minha esposa. 

Agora estou no ônibus. Como sempre, reflexivo, assimilando o grande presente que recebi.

Ser usado pelo Senhor é algo que quero fazer até o fim dos meus dias. Apesar de todas as provações normais do ministério, que Ele sempre me traga à memória as reais motivações do meu chamado. Que eu sempre o sirva com o melhor que posso, porque só Ele merece. 

A Deus seja a Glória. Mais uma vez. E eternamente.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Viagem Missionária a Espinosa

Espinosa, 21 de Fevereiro de 2020





Diário de bordo da Operação Missionária em Espinosa-MG, de Equipe Missionária Servidores de Cristo.



Saí de casa às 20h50 para encontrar o irmão Robson e a irmã Néia e seguirmos para Santa Cruz (RJ), onde embarcamos com uma parte da equipe no McDonald's da Felipe Cardoso.

Depois de tantas viagens, confesso que meu entusiasmo não é mais o mesmo, não sinto mais as mesmas ansiedades e nem perco meu sono e embarquei nesta nova empreitada sem certas expectativas, o que tem o seu lado bom.
Passamos em Campo Grande e pegamos a outra parte do grupo que nos esperava na Assembléia de Deus.



Eu já considerava um grande privilégio participar desta Caravana, uma vez que já fazia 3 anos que Deus não me permitia ir em nenhuma das viagens missionárias que tentei me organizar para ir.  Senti desta vez a permissão Dele depois desse tempo de chá de cadeira.

Então, ser parte da liderança deste trabalho é algo que eu não planejei e nem esperava, e aqui estou eu à frente dos 26 missionários no ônibus. Coisas de Deus.
Paramos em Juiz de Fora às 2h40 da manhã depois de termos saído de Campo Grande pouco depois das 23h30 da noite. Descemos no Graal, lanchamos e fomos ao banheiro.


Aproximadamente às 9h00, tomamos café em Sete Lagoas e seguimos até o almoçarmos em Montes Claros às 13h.



Gerei uma certa expetativa ao passar por Janaúba e Monte Azul porque disseram que estava perto, mas ainda faltava mais de duas horas, o que foi um sentimento meio frustrante, mas passou.

Para a Glória de Deus chegamos às 19h em ponto na cidade, depois de uma imensa dificuldade de orientarem o motorista onde fica a escola onde ficaremos esses dias.

Foi cansativo, dormi pouco, mas uma experiencia maravilhosa! Com relação às minhas outras viagens missionárias que havia feito até este momento da minha vida, confesso que nunca tive uma sensação tão forte de ter sido TRAZIDO em lugar de vindo e vim pensando sobre isso boa parte da viagem.

Fomos alojados, recebemos orientações do Pr. Gilberto, jantamos sopa de macarrão e os irmãos começaram a se ajeitar para dormir. Eu ainda precisei participar da reunião de liderança para resolver coisas do trabalho.



Nota: Eu e o irmão Robson conseguimos uma sala de aula vazia porque estava sem ventilador e ninguém quis ficar. O irmão Carlúcio conseguiu um ventilador e um Benjamin para nós e  por fim ficamos em um lugar pra dormir sem tanta aglomeração, já que ninguém queria inicialmente ficar naquela sala.





Espinosa, 22 de Fevereiro de 2020

Diário de Bordo da Operação Missionária em Espinosa-MG, pela Equipe Missionária Servidores de Cristo-RJ.

Acordei aproximadamente às 6h30, fiz a devocional, ajudei a escrever a lista de compras para os irmãos e tomamos café quase às 8h.
Saímos para as atividades no Mercado Municipal, uma grande Feira onde concentram-se muitas pessoas, em especial da zona rural. Distribuímos folhetos e convidamos para a Ação Social que estava acontecendo simultaneamente na igreja, com corte de cabelo, verificação de glicose e pressão.

Ao final fizemos um culto ao ar livre em cima da caçamba de um caminhão velho. Precisei varrer um monte de folhas e tirar lixo para liberar o lugar com a ajuda de alguns irmãos antes. Aproximadamente às 11h, ligamos a caixa de som, o microfone e começamos o culto ao ar livre.



De lá de cima fiz os anúncios das atividades da igreja e dirigi o culto, onde o cantor Ivan de Oliveira e a irmã Catarina fizeram uma participação musical. Depois trouxe uma mensagem com o tema "O único caminho possível" sobre João 14: 1-6 e depois encerramos.

Logo em seguida começou a chover e precisamos esperar para voltar. Pude perceber o entusiasmo e espanto de algumas pessoas ao verem a água caindo do céu, porque isso é coisa rara de acontecer nesta época do ano. Deus faz algumas coisas formidáveis que realmente não esperamos. É bom poder testemunhar.
Almoçamos às 13h e fomos para a igreja ajudar nas atividades. Fizemos evangelismo nas ruas dos arredores, falamos de Deus, oramos com as pessoas, entramos em algumas casas que pediram para levarmos uma palavra e convidamos para as açao social.




Sai na frente de todo mundo pra tomar banho, é claro, e começamos a nos arrumar para o culto de inauguração do templo em Várzea da Faca.

Tivemos um tempo abençoado ali. Confesso que fiquei pasmo com o capricho que tiveram no acabamento da obra: a pintura do templo, as instalações. Tudo no meio de uma região extremamente isolada onde caminhamos mais de 1km em uma estrada totalmente escura para chegarmos ao local. Achamos até uma cobra.


O culto foi lindo! Ficamos felizes com o trabalho. Havia pelo menos 250 pessoas. Consegui contar na base de 120 pessoas dentro do templo e 130 do lado de fora.

Estávamos praticamente na divisa com a Bahia. Viemos embora pouco depois das 22h depois de jantarmos feijão tropeiro na igreja.

Chegamos, tomamos banho e, como estava tarde, os irmãos dormiram rápido.
Tal como ontem, tive uma ótima conversa com o pastor João Batista sobre ministério pastoral. O tipo de papo que muito me alegra e sou muito enriquecido com a experiência dele.

Consegui um "Redoxon" com a irma Néia porque eu estava sentindo que iria gripar à noite e fui dormir.


                                      Eu lá atrás praticamente fazendo "Vida longa e próspera".


Espinosa, 23 de Fevereiro de 2020


Diário de Bordo da Operação Missionária em Espinosa, da Equipe Servidores de Cristo;

Acordei pouco la pelas 5h45 e sabia que não iria dormir mais, pois a chave da escola estava comigo para abrir para a irmãs da cozinha chegarem para o café antes do pessoal acordar.
Tive a difícil tarefa de dividir as equipes para Lagoa do Marroaz e Alta Porteira, sabendo que todo mundo queria ir para este último e haveria enorme insatisfação. Apesar da aflição, Deus me ajudou a organizar tudo, embora eu tenha sofrido um pouco com os insatisfeitos. Liderar é uma coisa difícil.

Depois do café partimos para as cidades nos carros dos irmãos da igreja. Na minha equipe, ficamos com toda a programação do culto da manhã. Pedi ao irmão Isaias para dirigir o culto e a irmã Catarina para cantar. O irmão Ademir e o irmão Aldemiro pediram para cantar no meio da programação. Ao final, levei a Palavra "Fugindo de Deus" e entreguei para o irmão Alcides, dirigente da congregação para falar em nome da igreja.

Após alguns agradecimentos, encerramos e fomos conhecer o poço artesiano que as igrejas batistas construíram aqui para  os tempos de seca. A família nos ofereceu café e biscoito de polvilho, nos confraternizamos e fomos embora.

À tarde saímos para o trabalho de evangelização. Encontramos poucas pessoas na rua por ser um Domingo à tarde, mas algumas foram até bem receptivas. Fizemos orações com algumas pessoas, distribuímos folhetos e entramos em algumas casas.


Tudo o que testemunhei ficará guardado em meu coração. Tanto na rua quanto nas casas que nos convidaram a entrar. Difícil não ser edificado neste lugar.

Pedi à irmã Alessandra um pedaço de papel para escrever a Ordem do culto de hoje e fui para a cozinha terminar de planejar as participações, hinos etc. Ela me deu um bloquinho da Gráfica "Dejan" da cidade e serviu muito.

Depois do trabalho, nos arrumamos e fomos para a igreja, onde ficamos responsáveis por toda a programação do culto. Tive a alegria de ir buscar o seu Valdemar e dona Maria em casa depois da visita que fizemos a eles no dia do ontem. Fui na casa deles de carro com o Ivanildo. Eles têm mais de 80 anos e pensam em se reconciliar com Deus.


O culto foi lindo! Muitas participações. Terminamos a programação às 21h45 mas o pastor Gilberto não se importou. Ficou muito feliz e entusiasmado com os projetos e sonhos que Deus pode realizar nesta Terra. Apesar de toda a minha inquietação com esse horário estendido muito além do programado, tive que aceitar que os planos de Deus são melhores do que os meus cálculos litúrgicos em um pedaço de papel. Na minha cabeça, isso não é hora de terminar culto na igreja dos outros, mas se nem o pastor se chateou, é só aceitar que foi um tempo de festa que o Senhor Jesus proporcionou.


Era Deus quebrando um pouco da minha sistematização.


As irmãs nos prepararam janta. Ajeitamos as coisas e fomos dormir. 





Espinosa-MG, 24 de Fevereiro de 2020


Diário de Bordo da Operação Missionária em Espinosa, da Equipe Servidores de Cristo;

Acordei 4h da manhã com crise de rinite, fiquei um tempo no patio da escola e contemplei o silêncio pela primeira vez desde que cheguei. Era a terapia de Deus que eu precisava.


Às 6h30 levantei. Tomamos café e partirmos para a casa da irmã Alessandra, que havia pedido culto na sua casa para a Caravana do ano passado. Passei a direção para o irmão Isaias e demos oportunidades ao final para alguns testemunhos, como o irmão Ademir, o jovem Marcos e a irmã Consuelo com as meninas da equipe infantil: Gisele e Flávia. A irmã Catarina cantou, mas o irmão Ivan estava com a voz comprometida e precisou se poupar.

Em seguida partirmos para a casa do pequeno Luan, outra visita prometida e esperada desde o ano passado. Durante todo o tempo, fiquei controlando o horário para não extrapolar as nossas atividades de encerramento.

Naquele lugar houve muito choro e e alegria pois a historia é bonita. Outra coisa que ficara guardada em meu coração. O menino, aos 5 anos, havia dito à nossa equipe que estava pedindo a Deus um emprego de presente.

Sinceramente achei que o projeto havia terminado ali. Fomos à pé para casa, exceto alguns irmãos mais idosos que foram nos carros dos membros da igreja e alguns outros que conseguimos encaixar. Eu já havia adiantado bastante a minha bolsa para a viagem de volta, faltava bem pouco e, indo para este último almoço, fui diminuindo a marcha, por assim dizer. A missão estava praticamente cumprida.

Pregando na casa da irmã Alessandra. Último dia.
Após a reunião que tive com a liderança no horário do almoço, tivemos parte da tarde livre e fui com os irmãos Robson e Néia até o centro da cidade. As lojas estava fechadas, mas consegui passar no Banco do Brasil, passamos na farmácia, tiramos fotos e tomamos um sorvete bem gostoso de 3 bolas. O meu foi uva, chocolate e jaca (porque não tinham passas ao rum).  Esse tempo de refrigério foi bem agradável. Foi uma honra e um prazer enorme viajar com aquela casal da igreja para essa missão. Pude ver o brilho nos olhos deles e o encanto pela sua primeira empreitada missionária. 



Depois de voltarmos, liguei meu "modo furtivo". Eu realmente estava achando que havia acabado. Fiquei mais no meu canto, quietinho enquanto as pessoas comiam cachorro-quente. Eu precisava de um tempo de quietude e me afastei um pouco. Foi bom.
Entramos no ônibus pouco antes das 18h, pois estava tudo adiantado. No ônibus, comecei a ser mais observador do que de costume. Deus foi me mostrando as pessoas que estiveram comigo nesses dias um pouco mais de perto e me pediu para amá-las um pouco mais. 

Pude identificar tantas histórias, tantas experiências de vida, tantas lutas nos corações daqueles irmãos que liderei que comecei a perceber onde realmente o Projeto estava terminando, não nas atividades, não nas tarefas, não nos cultos, mas no recado que Deus estava me entregando ali.


Obrigado, Senhor, por me amar e usar esta Operação Missionária para abençoar a minha vida e tratar o meu caráter.


A Jesus toda a Glória.



















domingo, 29 de outubro de 2017

Vale do Ribeira - O retorno

São Paulo, 27 de Outubro de 2017

Diário de Bordo da Operação Missionária no Alto Vale do Ribeira - São Paulo, do MCC - Missionários Cristãos Cooperadores.


Saber que Deus ainda me permite essas experiências me traz uma sensação inigualável. Aqui estou eu de novo seguindo para falar de Cristo na região mais pobre do Estado.

Passei na faculdade para entregar o meu último trabalho de Atividades Complementares e também assisti um pouco da palestra de um refugiado sírio que está no Brasil há alguns anos. Deixei o trabalho com a professora Camila e ganhei carona do professor Justino até o ponto de encontro da equipe missionária.

Neste momento já estou dentro do ônibus. Com a cabeça cheia daqueles antigos pensamentos e com a alegria costumeira que se repete como se cada vez fosse a primeira.

Estou tão feliz que nem me deixei afetar com o fato dos meus amigos estarem hoje curtindo a estréia de Stranger Things na Netflix e eu não.

Tenho sempre muitas dúvidas mas entre as tantas certezas é que o Criador irá utilizar esta nova empreitada para me tratar em áreas novas e também velhas. Como sempre faz. A Ele seja a Glória.


Eis-me aqui. De novo.



Ribeirão Branco, 28 de Outubro de 2017

Diário de bordo da Operação Missionária no Alto Vale do Ribeira, São Paulo, do MCC - Missionários Cristãos Cooperadores.

Por volta das 2h da manhã o ônibus parou em Itapetininga e eu já estava decidido a não descer. Eu sabia que se o fizesse iria comer uma coxinha, tomar um Toddynho e me sentir tentado a tomar um café preto depois. Todas essas coisas teriam arruinado a minha noite e o meu planejamento inicial de dormir toda a viagem para ter energia durante o dia.

(E também, é claro, para poupar as pessoas do dissabor de testemunhar o meu mau humor quando sou privado de sono).

Tudo funcionou maravilhosamente bem e chegamos por volta das 5h30 no Vale do Ribeira. Tomamos café, tivemos uma reunião e fomos divididos em equipes: a mim me coube ir com o pessoal para o distrito de Campina de Fora em Ribeirão Branco.

No caminho sentei na frente da van e, durante 30km tive a experiência interessante de ser apresentado pela primeira vez a algumas canções que os rumos da minha vida me permitiam evitar...até hoje.

Wagner... Mayara....Mayara...Wagner...
Wagner...Marahysa.... Marahysa... Wagner...Prazer.

Ao chegarmos na região fomos separados em 3 grupos ainda menores e fomos fazer visitas. Nas duas casas que fui conheci pessoas especialíssimas que muito me ensinaram. Ouvi histórias impressionantes que guardarei em meu coração. Oramos como eles, falamos da Palavra de Deus e, claro, tomamos bastante café.

Amo um cafezinho, tomei com muito gosto mas meu jeito sistemático de ser não me permitia parar de me preocupar com a quebra do almoço. Mesmo a cultura da região apreciar um café menos concentrado eu não queria perder a fome. Mas são pequenas coisas que só mesmo o nosso lado mais fútil dá importância. O prazer de estar no campo missionário te faz largar de mão.

A despeito desses receios sem sentido, o almoço teve um sabor todo especial que minha fome fez questão de aumentar  exponencialmente a capacidade de percepção.

Durante o intervalo tivemos um tempo muito agradável e não programado de louvor a Deus. Foi ótimo.

À tarde fomos à escola promover um trabalho com as crianças e levamos doces, incluindo maçã do amor que foi um verdadeiro sucesso.

Ensinei a canção "Jalow" em dialeto africano para elas no momento que as as irmãs ensinavam músicas cristãs para elas. Foi muito bom.

Essa experiência foi marcante pelo que pude observar em algumas crianças. Bastando apenas um olhar mais atento para perceber as demandas e mazelas de algumas. Sei que Deus está interessado no bem e na felicidade delas e ainda há esperança para algumas prisões que algumas vivem.


Voltamos para a igreja às 17h e fomos tomar café da tarde.

Confesso que a essa altura do campeonato a minha aflição por estar há 24 horas sem tomar banho já começava a me corroer por dentro.

Realizamos o culto às 19h30 e foi uma benção. Tive a alegria de pregar sob o tema: "Fugindo de Deus" no texto de Jonas e dois homens se reconciliaram com Cristo. A Deus seja a glória.

Voltamos para Apiaí e jantamos na igreja de Araçaí e tivemos uma reunião de avaliação. Em certos momentos eu não conseguia conter a minha aflição: já se contavam 30 horas sem conseguir tomar banho.

Entendo que isso é um tratamento de Deus na minha vida. Para algumas pessoas ficar sem banho é um presente mas pra mim é uma prova. Sempre me pergunto: "Por que comigo, então, Deus?'
Mas se o Senhor quis assim a mim me cabe aceitar.

Apiaí, 29 de Outubro de 2017

Diário de bordo da Operação Missionária no Alto Vale do Ribeira São Paulo, do MCC - Missionários Cristãos Cooperadores.

Acordei por volta das 6h30, exatamente como eu havia pedido a Deus antes de cair no primeiro estágio do sono. Queria levantar antes de todos os homens para refletir no sermão do culto da manhã e também para escovar os dentes e me arrumar sem enfrentar fila.

Tomamos café, alguns saíram para as últimas visitas e outros ficaram para organizar as coisas como a programação do culto. Tudo correu maravilhosamente bem, Deus falou e foi agradável. Saímos todos muito satisfeitos com tamanho cuidado do Senhor.

O culto foi rápido e terminou em menos de 1h15. Preguei sob o tema "Caindo na real" usando o texto de Marcos 3.31-35.

Em tempo: engoli um mosquito no meio da mensagem e estou até agora tentando decifrar que tipo de recado ou ironia Deus estava tentando me transmitir.

Agora, 13h03 já estou em viagem de volta, processando tudo o que aconteceu. É impressionante como é possível viver um fim de semana com a intensidade de uns 10 dias inteiros. Só mesmo Deus é capaz disso. Às vezes passo meses sem receber tantos recados de Deus, ou melhor, sem me dispor a abrir ouvidos humildes e quebrantados para Ele.

Mais uma missão cumprida. A Jesus de Nazaré seja a Glória.

domingo, 28 de maio de 2017

Leva-me ao Vale, se for preciso

São Paulo, 26 de Maio de 2017











Diário de Bordo da Operação Missionária em Alto Vale do Ribeira - SP, da MCC - Missionários Cristãos Cooperadores.


Minha cabeça estava muito repleta de coisas antes desta viagem missionária. Depois de tanto tempo sem me envolver em uma, confesso que me sentia despreparado para o desafio.


Além disso eu tinha uma prova de Legislação e Câmbio na faculdade e precisava arranjar tempo para uma falar com a orientadora do meu TCC. Tudo isso depois de um dia puxado fazendo as malas, a barba, escrevendo um trabalho e, claro, absorto em pensamentos.

Dividido entre o medo e a euforia, lá fui eu para a igreja Nova Vida de Vila Mariana.  Lá conheci o pastor Marcelo, organizador do projeto e líder desta missão. Nesta conversa, descobri que estava a caminho da região com um dos menores números de IDH do Brasil.

Quando o ônibus chegou, o carregamos com as doações para a região. Eram muitas coisas entre roupas, alimentos e literatura.

Oramos antes de sair , tomei meu Dramin, entrei no ônibus, falei com alguns amigos no whatsapp e apaguei.


Itaoca, 27 de Maio de 2017







Diário de Bordo da Operação Missionária Alto Vale do Ribeira da agência MCC - Missionários Cristãos Cooperadores;






Às 2h da manhã tivemos uma parada na cidade de Itapetininga, onde pude comer depois de várias horas de jejum não planejado. 

Voltamos rápido para o ônibus e consegui domir um pouco depois, mas às 3h da manhã fui acordado com as curvas abruptas do ônibus. Confesso que nunca estive dentro de um ônibus em tal velocidade nem tampouco passado por tantas curvas sinuosas em um montrengo daqueles. Sem mencionar a cerração. Nada se via do lado de fora da janela. Foi simplesmente apavorante. Mil vezes pior do que o sentimento que bate no meio de uma turbulência em um avião.

Enquanto isso, a senhora sentada ao meu lado fazia uma oração a Deus em voz alta.

Às 5h deixamos uma das equipes na cidade de Ribeira e seguimos viagem até chegarmos na cidade de Itaoca, às 5h50.

Descarregamos as doações, tomamos café e tivemos a primeira reunião. Depois fomos divididos em equipes e saímos para o evangelismo na cidade.

Algumas casas foram muito receptivas e nos atenderam de bom grado. Fizemos orações, lemos a Palavra com muitos deles e cantávamos com todos os que nos permitiam.

Senti a presença de Deus, senti-me realizado em estar em mais uma empreitada missionária. Desde que fui a Itaipé em 2013 e dei aulas de Teatro para a igreja nunca mais havia encarado outro desafio. Mais do que isso: tentei ir em muitas viagens mas Deus não me permitiu ir em mais nenhuma neste tempo. Tirando meu mês de férias no Maranhão em 2015 onde pude ajudar a missão, é claro. Mas foram mais férias para descanso do que missões propriamente ditas.

Pouco antes das 12h fomos almoçar. Todos reclamavam de fome ou sono incontrolável, enquanto eu só conseguia pensar na hora em que eu iria conseguir tomar banho. Cada um com suas angústias.

Depois o Pr. Marcelo chamou todos os pastores e mais um menino da Bola de Neve para irmos à divisa de São Paulo com o Paraná, onde fizemos um passeio de balsa. Foi agradável.

No caminho, ele nos contara os detalhes do grande desastre de 2014 na cidade, quando um deslizamento matou mais de 70 pessoas e arruinou mais de 120 casas, aqui.

Quando todos já estavam descansados do almoço e o intervalo acabou eu fui para a escola ajudar na programação: Promovemos uma palestra de prevenção às drogas para os adolescentes e em seguida interagi com os alunos. Era dia do Projeto Escola da Família e havia muitas brincadeiras.

Às 17h00 consegui o que eu tanto queria: Não senti o menor peso na consciência ao sair à francesa na frente de todo mundo para evitar aborrecimentos desnecessários e tomei banho! Aquilo estava me matando. Até parece que eu iria aguentar uma fila quilomêtrica de marmanjos para tirar aquela aura de sujeira de viagem que ainda me acompanhava.


À noite tivemos um culto maravilhoso e Deus falou muito ao meu coração. Além disso foi ótimo ver tanta gente de Deus e talentosa num mesmo lugar. Sinto-me sinceramente honrado por trabalhar ao lado delas.




Itaoca, 28 de maio de 2017



Diário de Bordo da Operação Missionária Alto Vale do Ribeira - SP,  da agência MCC - Missionários Cristãos Cooperadores;



Acordei às 6h da manhã com os galos cantando. O horário marcado era 7h30, mas como nem os galos e nem os homens mais madrugadores iriam me deixar mais dormir, então levantei.

Tomei café e fui até o rio para ajudar nos preparativos para o batismo e a ceia do Senhor. Organizamos as coisas que faltavam.

Foi um momento lindo que pudemos testemunhar. Batizamos 3 novos convertidos e quase 100 pessoas estavam presentes às margens do rio. Servimos a Ceia e todos os pastores participaram. A mim me coube servir o elementos. Algo que fiz com alegria. O serviço ao Senhor me entusiasma. Do mais simples e humilde ao mais destacado. 

É muito bom estar de volta no campo! Só Deus sabe o quanto.

Neste exato momento, 12h40 estou dentro do ônibus. Feliz pela missão cumprida e por ter conhecido tanta gente boa. 

Nestes projetos, sempre embarco com a garantia de que Deus me dará recados muito claros e compreensiveis durante a viagem e desta vez não foi diferente.

Ontem quando registrei o episódio das curvas assustadoras que o ônibus fazia durante a vinda, a história pareceu apenas engraçada ou uma boa aventura para se contar para os netos mas eu sei que aquele foi o momento do maior recado de Deus para a minha vida nesta missão. Ali eu vi que o projeto já havia começado de fato.

Tudo o mais que se seguiu: as pessoas que conheci, as histórias que ouvi, os lugares que pisei e as pregações me trouxeram a mesma mensagem central do Senhor que para mim ficou quase tão audível quanto o som da voz de qualquer pessoa:

"Você não está no controle da sua vida. O Senhor sou eu".

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Apenas...Homem.



Certa vez, conversando com um amigo, ele me disse ter visto uma camiseta do Superman em um rapaz na rua que tinha o conhecido logo, com um X pichado e com os dizeres abaixo: "Apenas Homem."

Mesmo sendo fã do Homem de aço, achei a sacada genial. Válida para o contexto certo, onde nos encontramos em uma sociedade cada vez mais incapaz de admitir e administrar sua frágil e falha natureza humana. E isso é muito triste.

Infelizmente as redes sociais conseguiram revelar desvios de caráter nas pessoas muito piores do que se pode imaginar. Antigamente, no tempo da internet discada de fim de semana, quanto os contatos online estavam só começando, alguns enviavam fotos de outras pessoas para se mostrarem mais bonitos, fortes e diziam mentiras a seus respeito para fazer uma graça nos chats, sabendo que jamais teria contato com aquela pessoa na "sala".

Com as redes socias, esta prática está mais refinada. Hoje, via de regra não se conta mentiras a seu respeito. Não conscientemente, é claro. A motivação maior é tentar simplesmente parecer superior de algum modo.

O problema da internet não é quando as pessoas resolvem contar suas vitórias, o problema é a prática inútil de pessoas que querem levar os outros a acreditarem que não há derrotas em suas vidas.

Para cada viagem que você faz ao exterior e posta suas fotos, há pelo menos alguns meses de preparação e renúncia de alguma coisa que gosta de fazer e aborrecimentos no trabalho. Para cada evento com os amigos, um estresse com este ou aquele que furou ou não cumpriu com o combinado. Para cada churrasco que você faz, são semanas comendo arroz com feijão, frango e carne moída. Entre uma foto feliz que você posta e outra, as lágrimas que você derramou no intervalo não aparecerão. Para cada formatura, as notas baixas no meio do curso que você jamais irá postar.

Fora isso, será mesmo que a pessoa curte tudo o que diz que curte? De tempos em tempos, lá está ela dizendo que é fã do Greenpeace, que protege os animais e economiza a água em casa, chamando de energúmenos e desinformados os que não o fazem. Ela é fã de tudo o que soa digno, honesto, correto, o que não é ruim, mas TUDO é muita coisa. Defende a causa de TODOS e tem uma opinião louvável a respeito de TUDO. A motivação maior não é fazer com que as pessoas se conscientizem que o lixo deve ser jogado no lixo, por exemplo, mas pelo prazer mórbido de mostrar que está em outro nível de educação. Acho que apenas o testemunho dos pais e cônjuges poderiam legitimar isso. Em alguns momentos, tenho lá minhas dúvidas.

Claro que não faria sentido ficar postando o tempo todo as derrotas da vida, concordo, mas será que é errado ser....digamos....QUEM EU SOU? Em outras palavras, uma pessoa comum que erra com os outros, perde o emprego e sofre com o fim de relacionamentos. Alguém que fica desanimado por ter perdido um ente querido e fica um tempo sem forças para se reerguer. Posso ser essa pessoa?

Experimente tornar publico que você está triste ou deprimido. Em questão de segundos, lá está o "Bom samaritano online", com ar de superioridade querendo oferecer o ombro amigo que ele mostra ser para todos. Mas, o fato é que nunca se importou com você de fato. Nas suas vitórias, não há parabenizações deles, nos seus acertos, desdenham e fazem de conta que nem logaram naquele dia, mas se você cometer um erro, se exceder, ele será o primeiro a querer te corrigir na frente de todos. Afinal, sua superioridade moral precisa aparecer.

Entendo que ser você mesmo é algo por demais libertador. Se você não se importa com a guerra na Ucrânia, não faz sentido tentar fazer os outros acreditarem que você chora na frente do telejornal. Se não gosta desta ou daquela pessoa, por que fingir que gosta?


E se você não lê nem metade dos livros que diz que lê, o que você ganha tentando parecer a pessoa culta que você não é, quando nos relacionamentos cara a cara o seu vocabulário pobre lhe denuncia o contrário?



Se você se acha o Superman, ao menos aceite a existência da Kryptonita.





terça-feira, 6 de agosto de 2013

Usa-me, apenas

Itaipé, 5 de Abril de 2013



Sexta dia 5

Este meu retorno inesperado a Itaipé foi bem marcante na minha vida. A Patrícia queria muito que eu desse um curso de pantomima para os jovens da igreja e desde antes do Carnaval, tentávamos ver esta possibilidade. Honestamente, não me via tão qualificado para o trabalho, mas me lancei assim mesmo.
 Gosto muito de trabalhar com teatro e, pantomima especialmente. Sei que jamais poderei reclamar que Deus não me coloca para fazer coisas que amo para o Seu Reino, pois seria muita injustiça.
Cheguei em Teófilo Otoni pouco depois das 7 da manhã e perdi o ônibus para Itaipé. Como eu teria que esperar até às 13h até pegar o próximo, liguei para a Juliana me ajudar. Falei com a Patricia e elas foram me buscar de carro numa cidade vizinha onde pude chegar de ônibus.

À noite, passei o curso para os jovens. Na verdade, tive apenas adolescentes, mas foi muito bom trabalhar com eles. Ensinei o aquecimento de pantomima depois de um bom tempo procurando as músicas do Patch Adams da internet e depois, passei a peça "Não Toque" para eles ensaiarem.
Foi bom também ver alguns talentos aparecendo. Uma turminha muito boa se destacou e não foi muito difícil escolher quais iriam participar dos principais papéis. Mesmo assim, todos tiveram sua chance.

Sábado, dia 6

No dia seguinte, apresentamos a peça em um culto ao ar livre na praça, depois de termos ensaiado um pouco na igreja. A chuva que caía no começo deu uma trégua e conseguimos realizar para a Glória de Deus durante a feira que acontecia. As crianças apresentaram a coreografia que haviam ensaiado com a Juliana e a Patrícia e foi bom ver a animação deles. O pastor Alécio passou lá com alguns parentes depois para me cumprimentar.

No final do culto, preguei durante uns 15 minutos e  depois tiramos algumas fotos com a turma.  Voltamos para a casa da Juliana. Conversei com ela sobre ministério em boa parte da tarde. Tinha algumas inquietações em algumas possibilidades. Tinha dúvidas.

Domingo, dia 7

Ensaiamos com as crianças a peça "O Salvador" na parte da manhã, na igreja. Fiquei muito contente com o resultado e o empenho daquelas crianças. Maravilhado, eu diria. Tive um sentimento muito gostoso em passar os detalhes para eles, sincronizando as intepretações com as músicas, que por sinal, deram muito trabalho para encontrar na internet, inclusive a de suspense.
À noite, tivemos a apresentação. Não podia ter ficado mais feliz. Após duas repassadas antes do culto começar, eu sabia que eles já estavam prontos. Tudo o que fiz em seguida, foi, dos bastidores, manipular a trilha sonora para eles.

Voltei para o Rio na segunda à tarde, satisfeitíssimo. Depois, fiquei sabendo que elas reapresentariam aquelas peças que ensaiei, ainda outras vezes, com o mesmo carinho e dedicação. Senti-me usado por Deus como nunca.


Não fui dar uma palestra, nem série de conferências, não tive meu nome escrito em nenhum prospecto ou boletim, mas vi os frutos do trabalho com uma alegria e realização muito maiores do que poderia esperar. Exaltado seja o Senhor. Usa-me como quiseres e me perdoe as minhas tendências e conceitos equivocados de sucesso no Teu Reino.

Ps. Antes de vir embora, momentos antes, a Juliana me levou na casa do Erivaldo de surpresa. Não vou fazer menção da boa conversa que tive com ele e sua família. Ficará guardado no coração. Como tudo mais nesta minha empreitada em Itaipé.