quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Uma surpresa para Priscila

Tartarugalzinho, 9 de Julho de 2007

Diário de bordo do Projeto Missionário TRANS Amapá;

Dia de Folga

Acordamos 3:40 da manhã e entramos no carro da irª Marcelina. O carro estava muito apertado até deixarmos a irª Irailde e a Débora em Tartarugalzinho.

Quando cheguei em Macapá, passei na igreja Memorial e depois liguei para minha mãe. Ela ficou feliz com a minha empolgação e alegria.

Liguei para a mãe da Flávia e fiquei no telefone com ela mais tempo do que estou acostumado.
Depois, peguei o ônibus pra Santana acreditando na palavra do povo queme dizia quee u chegaria em20 minutos. Levei uma hora, sem engarrafamento nem nada.

Aacabei conhecendo a cobradora que também era batista. Cheguei na igreja e falei com um dos pastores, mas aigreja que recebeu a equipe era outra: a Betel. Ao chegar lá, aproveitei para ligar para Luciana e pra Flávia. Comprei um bocado de cartões.

A Priscila tomou um susto quando me viu de longe. Forçou a vista e quando percebeu que era eu, veio correndo e meu deu um abraço.

Falei com elas e me disseram que está faltando dinheiro e que a Junta precisaria dar uma força a equipe de lá o quanto antes.

Depois dessa visita de médico, voltei pra Macapá e conheci uma favelinha de Santana no meio do caminho. O lugar era praticamente um lixão, cheio de esgoto e moscas. No meio de tudo aquilo, muitos meninos soltavam pipa. Enquanto passava, suplicava a Deus para eu não pegar malária, ali. Estava com medo.


Em Macapá, entrei na Lan house,mandei um enorme e-mail com cópias para vários membros da minha igreja( que lamentavelmente, ninguém tratou de me responder). Deus sabe as razões,mas o que mais me chateou foi ver que meus amigos não-crentes me responderam mandando palavras de incentivo... já o povo da minha igreja...).

Fui ao Shopping , comi um trio Big Bob e fui pra rodoviária. Aproveitei e comprei uns brinquedos para a EBF, lá.

Estou meio gripado, hoje, por conta do ventiladorem cima de mim para os mosquitos. Tomara que eu não piore depois de ter pegado tantos golpes de vento frio dentro da Van para Tartarugalzinho.

Quando chegeui aqui na casa do pessoal de Tartarugalzinho, eu me diverti muito. Descarreguei as minhas fotos no notebook do Franciel e vimos as fotos do treinamento. Foi muito legal!

Ás 21:20, eu fui no orelhão ligar para a Flávia de novo. Queria ter ligado para a Paulinha também,mas não consegui.

Se eu não mostrar essa foto ninguém acredita onde eu estive. Estão vendo ali na esquerda?É.. eu estava numa rodoviária que tinha ônibus pra Oiapoque. Dá pra acreditar?

Jantei bem e fiquei com uma vontade louca de ficar aqui nesse município de vez. A equipe aqui é muito unida e bem sintonizada com Deus. Ainda por cima, fiquei sabendo que a Flor(AP) éa miga da Vivien lá na Tijuca, onde ela Educação Religiosa. Este mundo é muito pequeno mesmo.

Realizamos uma devocional aqui muito abençoada, mas me senti um pouco distante, hoje.

Antes de dormir,ainda tive que matar uma perereca que apareceu no quarto das meninas. Depois, elas pegaram no pé do Franciel dizendo que ele estava com medo e só eu fui homem de ir lá...ah ah ah

A carta-consolo



Tartarugalzinho, 10 de Julho de 2007

Meu primeiro contato com o projeto Rondon.Eles estavam lá no mês da TRANS.

Era mais ou menos meio dia quando começou a chover na rodoviária de Tartarugalzinho. Exatamente no mesmo horário que chovia quando estive aqui na semana passada.

Enquanto esperava o ônibus, pude conhecer algumas pessoas do ”projeto Rondon“. É um trabalho do Ministério da Defesa onde estudantes universitários vêm para lugares como este promoverem o desenvolvimento sustentável.

Conheci uma moça chamada Tamna Mari de Curitiba que me explicou tudo isso. Não tive tempo de evangelizá-la, só de explicar a TRANS. Agora, estou com a consciência um pouco pesada.

Estou saindo de Tartarugalzinho sem muita empolgação. Sabendo que ficarei sozinho lá em Flexal até sexta-feira, com o irmão Henrique e a esposa.




Até porque vou sentir falta da união da equipe e das brincadeiras. Hoje, tomei um ótimo café da manhã e me diverti a beça com pessoal. O principal cobaia é o Franciel. Ele é um figura!

Mas, na segunda-feira, vamos reunir três equipes ( o que não aconteceu) em Tartarugalzinho e creio que será uma reta final inesquecível dessa TRANS.

Se na fossem os 268 km de distância até a capital, eu iria pra lá todos os dias. Daqui para Macapá é como do Rio a Juiz de Fora: É uma viagem!

Esta foto é da Padroeira de Tartarugalzinho. Curiosamente, cada município tem um padroeiro e uma imagem na entrada ou na praça principal. Nossa oração que o povo amapaense continue reconhecendo a Cristo como único mediador entre Deus e os homens.


Acabou a luz aqui em Flexal ,choveu mais do que o normal e apareceu o dobro de mosquitos.

O irº Henrique vai viajar de novo para Macapá. Quero ficar aqui para aprontar a EBF. Quero ir pra Tartarugalzinho comprar material. Já joguei todos os verdes pra ele,mas tô vendo que no carro dele não botar a mão. Acho que ele tem ciúme.

Ps: Foi bom saber que o pessoal de Itaubal esteve aqui ontem e deixou uma carta:


Olá Débora e Wagner;

Estivemos aqui, vocês não estavam, mas deixamos um grande abraço a vocês. Que Deus os abençoe. Deixamos uma reflexão para vocês: Salmo121.


Em Cristo Jesus:

Luciene , Abner e Marilene:

“ Ele não permitirá que os teus pés vacilem.”

Quando estamos a 4 mil quilômetros de distância de casa, uma carta como esta faz toda diferença.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

O pregador da rodovia

Flexal, 11 de Julho de 2007



Diário de Bordo do projeto Missionário TRANS Amapá:


A noite foi horrível. Acordei cinco vezes no meio da madrugada para me coçar e passar repelente. Como foi que os cretinos passaram pelo mosquiteiro, ainda estou tentando descobrir .

De manhã, fui fazer alguns estudos com a Silmara e fiquei questionando as razões das desavenças dos grupos, aqui. Tomara que Deus sensibilize os corações das pessoas aqui porque esse tipo de coisa é altamente nociva ao crescimento da igreja.

Depois do almoço, tirei aquela soneca e me senti finalmente descansado da minha viagem a Macapá de segunda.

Este é o Estádio Cirio de Abreu. Dá pra acreditar que realizam jogos profissionais aqui?


Voltei a Tartarugalzinho para comprar algumas coisas para a EBF e descobri que a Flor e a Débora já estão cuidando de tudo.Nessa corrida, só lamentei não ter aproveitado para telefonar pra ninguém.

Encontrei o Franciel , dei R$ 250.00 a ele pelos custos com a EBF e falei também com a irmã Irailde( ela brincou comigo e perguntou se eu já estava com saudade).

Comprei mais algumas coisas como pirulitos, bombons e bexigas. E o irmão Henrique me deu um saquinho de castanhas de caju, uma barra de cereal e a chave do carro dele( queimei a língua, né? Ontem, eu estava aqui afirmando que nunca iria pôr as mãos naquele carro...só não pude passar de 80 km/h...eh eh eh) .

Antes disso, passamos em Taubal e eu deixei uma carta para a Luciene e para o Abner retribuindo o gesto deles de segunda-feira.

Fico aqui pensando em como deve estar o Eduardo lá em Laranjal, digo, Vitória do Jarí. E outros amigos que nem sei para que municípios foram.


Depois de convocar algumas crianças para a EBF, voltei para me preparar para o culto. Ainda bem que a luz voltou. Por que do contrário, eu estaria até agora sem banho.

Ás 17:00, o Pr. Jorge nos levou lá no terreno onde a igreja, ou melhor, a convenção quer levantar uma congregação. Fiquei pasmo quando soube que o terreno custou R$ 150.00 e até perguntei: “ R$150 mil????” eh eh eh. Não! 150 reais, mesmo.
Uma igreja lá receberia as pessoas do outro lado que não vêm para o lado de cá, mas vejo isso com maus olhos porque isso seria passar uma pomadinha na situação e esquecer o problema principal.

Fiquei doido ao conhecer a Rebequinha. A filha do Pr. Jorge gostou muito de mim e é uma graça, também. Essas pequenas coisas me farão sentir uma dorzinha no peito quando chegar o dia 29.

Quando estava perto de terminar o culto da noite, a esposa do irmão Henrique (Irª Telma) chegou num “carro particular”, mas já vai voltar para Macapá com ele amanhã para cuidar dos netos.

Vou ficando por aqui, dividido entre o desejo de ir pra Tartarugalzinho onde vou estar alegre com o astral da turma e o peso de sair daqui e deixar a igreja sem nenhum missionário.

Coisas do campo; coisas de missões; coisas de Deus...

Outra foto que eu também faço questão de postar, mesmo não tendo participado de nada. Esta é uma atividade da EBD em Tartarugalzinho, quando eu ainda não estava lá. Não parece foto do Ministério da Educação?

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Solidão, que nada!



Flexal, 12 de Julho de 2007


Diário de bordo do projeto missionário TRANS Amapá:

Acordei umas seis horas da manhã com o barulho do irº Henrique e da esposa se aprontando para sair. Ajudei a levar o bebedouro para cima do carro e alguns isopores que eles levariam.

Aqui tem chovido mais do que na semana passada e, na hora que eles foram, o aguaceiro estava forte. Isso acabou prejudicando os planos e eu esperei até 9:30 para ir fazer as visitas com a Sílvia.

Enquanto isso, eu fiquei escutando música e ouvi “Portas Abertas” do Grupo Logos umas 10 vezes.. Esses momentos de solidão me fazem pensar muito em casa, no meu namoro e...bem...como o Pr. Fernando disse: Enquanto estamos cuidando das coisas de Deus, Ele trata de cuidar das nossas. A primeira vez que eu bati os olhos nessa foto, eu a visualizei no Jornal de Missões. Muito, mas muito, boa! É a Florzinha na casa do irº Francisco.

O irmão Henrique também vai ao médico, por isso, não acredito que ele volte pra cá, hoje. No lugar dele, eu também ficaria viajando direto pra capital, já que a família ficou lá. Não teria jeito.

Vida de missionário itinerante não é moleza. Vir para tão longe, ficar um tempo, se apegar as pessoas e depois nunca mais vê-las não é melhor coisa do mundo, não. Não fico um dia sem pensar nos meus amigos do treinamento: Rodrigo, Ismael, Thainá, Priscila, Patrícia, Priscila(RN) e... O Fábio.... puxa, a idéia de nunca mais ver esse povo me entristece.

Talvez eu aceite o convite da Rejane e da Vanessa pra pregar em Brasília. E o convite da Débora para Uberlândia.( mas,eu ainda irei a São Luiz, quem sabe no ano que vem, na igreja do Fábio).

Hoje, convidamos algumas crianças para a EBF e entreguei algumas bexigas na mão delas para trazerem para cá, amanhã. Preciso orar para que Deus leve embora essa chuva para elas poderem vir. Amanhã, as meninas chegam. A Débora e a Flor vão trazer todo material da EBF. Eu não preparei nada.

Tentei limpar a casa do irº Henrique para exibir o FILME JESUS, no sábado, mas vai ficar sujo, porque lá não tem torneira. Levei sabão e vassoura á toa.

Depois do estudo da tarde, voltei cedo pra casa e fiquei sozinho sem nada pra fazer. Foi quando a irª Marcelina mandou o Chico vir aqui ver se eu estava precisando de algo. Conversei um tempo com ele e ele diz estar feliz com o nosso trabalho e que dará resultados. Isso me deixou contente, pois não via o mesmo. Gostou até da minha maneira de pregar.

Na hora em que eu estava no banho, chegaram a Silmara, a Márcia e o René. Jogamos dominó e eu venci uma das partidas. (Umazinha só).

Esta também é, certamente é uma das melhores fotos da TRANS. Foi tirada mais ou menos por essa data em Tartarugalzinho.

Depois, eu fiz macarrão e fritei um quitute. Conversei com as garotas sobre projetos de vida,profissões, ministério, etc.

Mais tarde, a irª Marcelina pediu para o René vir dormir aqui. Eles não queriam me deixar sozinho de jeito nenhum. Sou muito grato por esse gesto!


Ps1: Comprei duas batatas fritas bem velhas e perto do prazo de validade. Cuspi tudo fora e a Silmara ficou rindo.

Ps2: Ela e a Márcia ajeitaram o meu mosquiteiro. Agora sei como os cretinos conseguiam me picar.Eu não arrumava o mosquiteiro direito e eles picavam pó cima do pano que estava encostado em mim. Tinha que ficar afastado.

sábado, 20 de outubro de 2007

Cristo para as crianças

Flexal, 13 de Julho de 2007

Diário de Bordo do projeto missionário TRANS Amapá;

1º Dia da EBF

Acordei bem cedo fui encher as bexigas para usarmos mais tarde. Tomei café, acordei o René e depois fomos pra casa da Roseane. Ela está muito feliz e receptiva ao evangelho. Tomara que o trabalho continue.
Varri o templo, consegui uma pá emprestada com o Chico... Tô ficando bom...até fiz macarrão ontem que reaproveitei no almoço.


Quando as garotas chegaram com o Pr. Jorge ,eu já tinha almoçado a acabado de ver “LIGA DA JUSTIÇA” na TV( acho que foi o episódio em que o Capitão Marvel briga com o Superman). Elas trouxeram todo o material e a programação da EBF. Ainda assim, eu estava preocupado.

Deus nos abençoou e tudo foi uma bênção. As histórias, canções e brincadeiras...tudo correu muito bem. Muito melhor do que eu imaginava. Eu me senti bem solto e entrosado e conheci muitas crianças.

Na hora de ir embora, eu levei as crianças do outro lado da ponte e também me esbaldei com elas. Ficaram todos em fila perto do acostamento da rodovia.

Á noite,dei aula sobre a família no estudo das 19:30 e falei sobre Esaú e Jacó e um pouco sobre José mostrando erros gravíssimos que uma família costuma cometer.
(Tive que dar um jeito, pois perdi a apostila com os estudos da família e me virei nos 30.)
Depois, as meninas fizeram macarrão e eu fritei o que restou do meu quitute para dividir com a Flor.

Conversamos a beca depois de ensaiarmos a peça das crianças de amanhã dentro do templo. Depois, continuamos as conversas, observando as estrelas.

Hoje, o céu está muito lindo, mesmo!

Ficamos imaginando como vai ser o culto da Vitória . Tá um pouquinho longe, mas eu vejo que não terei muita opção de roupa...

Coisa de quem já está começando a ficar com saudade de casa...liga, não!

Ps1: Orei a Deus para Ele levar a chuva . Não choveu e recebemos 25 crianças na igreja.Obrigado, Senhor!

Ps2: Fui lá na escola municipal ver o Projeto Rondon, hoje.

domingo, 14 de outubro de 2007

Tela Crente



Flexal, 14 de Julho de 2007

Diário de Bordo do Projeto Missionário TRANS Amapá;

Falta exatamente um mês para meu aniversário. Eu me pergunto se não seria melhor se e aniversariasse aqui. Um bom aniversário aqui é uma garantia. Lá no Rio é sempre uma incógnita.

O dia foi bem movimentado, hoje. Fui à casa da Dona Rosa e da Cleide fazer mais um dos estudos e o Roso acabou aceitando Jesus no final.

Em seguida, fiquei um pouco chateado porque descobri que não iria mais dirigir o carro da irª Marcelina porque o sobrinho dela nos levou de carro, novamente.

Mas, esse meu motivo mesquinho de irritação foi superado prque ele teve que levar a Dona Honorata que estava doente no hospital de Tartarugalzinho.
As duas filhas dela foram junto e ela teve que ficar em observação na base do soro.
Depois, eu fui procurar o Franciel para saber dos pães que compramos para a EBF. Fiquei muito chateado porque não o achei e ninguém sabia onde era a padaria. A Sara teve que aturar o meu mau humor. Coitada...ela foi tão paciente...
Ninguém sabia também onde estavam os gizes de cera que as meninas me pediram pra pegar.

Peguei o filme Jesus na casa do Pr. Jorge e trouxe duas cópias.

Almocei com as meninas, oramos juntos e eu tirei um cochilo de uns 30 minutos na rede.

Quando acordei, o templo já estava repleto de crianças adiantadas para a EBF e a Flor e a Débora estavam lavando roupa ainda.
A EBF foi novamente muito divertida. Só não me senti tão solto quanto ontem, embora a Flor tenha pintado minha cara para fazer papel de ladrão na peça. Nessa parte, eu me senti bem, sim. mas, em outras, num peixe fora dágua.
As crianças gostaram muito de tudo. Tudo é festa para essa criançada. Foi interessante vê-los comendo arroz doce sem reclamarem da falta da colherinha.

Quando acabou, levei as crianças que moram do outro lado da ponte, o mais perto possível de suas casas. Mais uma vez, fiquei preocupado. Afinal, são dezenas de crianças no meio de uma rodovia, não é mesmo?



Voltei para casa e o irº Henrique chegou junto com a esposa. rapidamente, levamos a TV, o DVD, caixa amplificada, microfone, bancos da igreja...tudo para exibirmos o filme Jesus lá do outro lado.

Quase 70 pessoas apareceram para ver o filme. Eu não acreditei!

Muitas crianças prestaram atenção no filme e eu fiquei observando que algumas estavam indo embora mesmo antes do filme acabar. Alguns adultos, também.

Enquanto isso, a Maíra via o filme com a cabeça encostada no meu peito. Fiquei pensando que realmente alguns pequeninos gostaram muito de mim por aqui.
Muitas pessoas receberam a Jesus no final do filme e eu pude perceber que os propósitos de Deus vão muito além do que o meu ceticismo se recusa a acreditar às vezes.


Tudo foi um sucesso, com a Graça de Deus.
Voltei para casa feliz e ainda vi o mais lindo céu estrelado do Amapá até agora.

Cheguei em casa faminto. Comi muito arroz e galinha enquanto assistia à ginástica brasileira no PAN.

Se minha câmera fosse melhor, poderia compartilhar com vocês, agora, o lindo céu que eu estava vendo naquele momento. Nunca havia visto tantas estrelas juntas em toda a minha vida.








sábado, 13 de outubro de 2007

As primeiras despedidas



Tartarugalzinho, 15 de Julho de 2007



Diário de bordo do Projeto missionário TRANS Amapá:

Acordei lá pelas seis horas da manhã e não quis mais dormir com medo de me atrasar para a EBF. Eu estava no meu quarto tirando a rede quando ouvi o barulho de uma coisa caindo no chão.

Tomei um susto: Era um besouro de uns 10cm. O danado tinha até chifres. Depois me arrependi de não ter fotografado ele.

A EBF foi muito boa. As crianças, mais uma vez interagiram conosco e percebemos o retorno delas. Ao que tudo indica, todos compreenderam a mensagem de Jesus.


No final do culto, a irª Marcelina deu presentes para mim, para Débora e para Flor, em nome da igreja como agradecimento. Eu ganhei uma camiseta “exército de Cristo”.

Almoçamos uma omelete feita pela Dona Telma e depois tiramos um merecido cochilo. Lá pelas duas e meia, eu levantei para acabar de juntar as minhas coisas. O Seu Raimundo nos trouxe aqui de carro, mas antes, acabei de me despedir do Chico, da Marileide, e da família da irª Marcelina, inclusive a Glendinha(primeira foto).

Curiosamente, a primeira criança que eu vi naquela cidade foi a última. Vou sentir saudades daquela indiazinha.


Chegamos em Tartarugalzinho e eu fui direto ligar pra Flávia. Infelizmente, ela não estava e eu liguei pra minha mãe e pra Ana Paula. Gastei um cartão inteiro com elas.

Tive uma estranha sensação de que ninguém estava sentindo a minha falta no Rio e eu fui conversar com o Pr. Jorge. Confesso que me sentia muito sozinho. A conversa da irª Raimunda e o papo com o Pr. Jorge me confortaram muito. Ele me falou sobre a alegria no Ministério e sobre a escolha do cônjuge para o sucesso do pastorado, etc.

Mas, o homem trabalha muito! Ele supervisiona 7 igrejas no Amapá.


Fomos ao culto e eu acabei perdendo o chocolate do Brasil em cima da Argentina. Quando acabou, eu fui caçar um orelhão e encontrei o irº Henrique com a esposa, a Marcelina e a Silmara lanchando aqui na cidade.

Ele me pagou um mixto quente e um suco de maracujá.

Quando eu estava voltando, a turma estava indo em direção a mesma lanchonete. Boca livre e sorvete de graça pra todo mundo. Eh eh eh.

Depois, fomos à pracinha e ficamos cantando alguns louvores. Gravamos algumas cenas. Foi um momento abençoado.

Ps: Confisquei um mosquiteiro da irmã Marcelina e fiquei de devolver no Culto da Vitória. Ela não foi e estou com ele até hoje. ah ah ah. Se o Senhor me enviar novamente para Amapá, já sei qual será a primeira coisa a entrar na minha mala. Que pecado, né, irmão!!!???

sábado, 29 de setembro de 2007

Dia de sustos



Tartarugalzinho, 16 de Julho de 2007


Diário de bordo do projeto Missionário TRANS Amapá:

Dia de Folga


Acordei com o pique da irª Irailde chamando todo mundo. Planejamos nadar no rio e comer peixe.

Logo cedo, e já estava um pouco triste com a saudade de casa e com aquela estranha sensação de que saí de casa ontem e não há 17 dias, porcausa da reação de alguns.

Fui na casa do Pr. Jorge e as crianças perceberam que eu estava triste. Isso não foi bom.

O dia foi meio tenebroso pra mim a começar do momento em que eu entrei no rio. Nadei 100m e depois me senti, tonto, trêmulo e enjoado. Deitei no chão pra me sentir melhor. Quando fiquei melhorzinho, saí do rio e encontrei o Júnior e a Débora procurando internet.

(Antes deles aparecerem, sentei no banquinho em frente à paróquia da cidade com a Florzinha e disse a ela como estava me sentindo solitário e esquecido naquele lugar).

Então, os caçadores da Web perdida foram à Câmara Municipal, a duas escolas públicas e até ao Fórum. Pedíamos na maior cara de pau, mas não conseguimos nos dar bem.

Depois de tentarmos acessar, sem sucesso numa escola municipal aqui perto, voltamos para o rio para comer peixe e carne na brasa. O peixe estava delicioso. Mergulhado no sal e no limão, então...( só de lembrar dá água na boca...).
A carne estava um pouco dura, mas gostosa. Só não consegui engolir o Açaí do Norte. Sem açúcar, não rola. Fiquei de queixo caído ao ver a Rebequinha ( filha do pastor) acabar com uma tigela inteirinha daquilo. ECA!

Jogamos vôlei com o pessoal daqui e não vencemos nenhuma. Nem eu, nem o Júnior nem o Franciel demos conta.

Eu e o Júnior saímos do rio à procura de internet e enfrentamos até chuva. Ê vício!!! No meio dessa busca, achamos o Projeto Rondon e vimos um porco bem diferente no meio do caminho, mas nada de “www”.

Em seguida, voltei pra casa e discuti com o Franciel sobre as finanças e recibos. Eu acabei me excedendo e ficou um clima chato.

Á noite,tivemos uma reunião e discutimos algumas coisas e eu pude expressar as razões da minha irritação. E que eu estava me sentindo solitário. Deus ajudou a esclarecer tudo.

Tudo isso foi depois de eu ter sido picado por um mosquito que eu não conheço. Fiquei preocupado porque a ferroada foi muito dolorosa. Marimbondo nenhum teria essa força. Doeu pacas.
Aí, eu fui com o Júnior no posto de saúde e levei o mosquito cretino para o pessoal me dizer que bicho era aquele e não me disseram que a picada dele faria algum mal. E não fez.


Quando acabou a reunião, eu fui ligar para a Flávia e vi um menino cair de bicicleta. Ele não podia falar e estava com dificuldades para respirar. Chamamos um carro e ele foi levado para o hospital. Depois, eu fui lá saber como ele estava mas, o médico ainda não havia chegado.

Aí, sim, liguei pra Flávia e ela ficou feliz com as notícias. Ela está com saudades, também.
Em seguida liguei pra Tatiane( Niterói) e falei sobre o projeto pra ela.

Fui comer um hambúrguer com suco de maracujá e voltei pra casa.