sexta-feira, 30 de novembro de 2007

O comissionamento

Macapá, 3 de Julho de 2007


Diário de bordo do projeto missionário TRANS Amapá;

Acordei na frente de todo mundo, hoje. 5:50h, eu já estava de pé, bem mais disposto do que ontem e sem irritação na garganta, o que é melhor.

Depois da devocional, fomos ao café da manhã e, assim que chegamos na igreja, vimos a chuva caindo em Macapá pela primeira vez.

Na hora do intervalo, não fui navegar na internet, mas tentei ligara para a B.R.A pra comprar minha passagem de volta e não consegui comprar por telefone.

Falei de Jesus para um senhor católico na calçada, já que ele tinha puxado assunto comigo. Ele disse que aceita Jesus, mas entendi que do jeito particular dele, infelizmente,mas fiquei contente por ele ter me dito que iria refletir em tudo o que eu disse. Semente plantada.

Enquanto eu achava que o Eduardo estava passando maus bocados lá no Jari, mal sabia eu que haviam mandado ele para o céu. Eu queria ter conhecido esse paraíso, também

Quando acabou o intervalo, foi a hora do Pr. Gerson dividir as equipes da TRANS. Acabei ficando na capital e fiquei meio chateado porque eu queria andar de barco e ver muito mato ( ver índios e onças,também. eh eh eh) .

Em tempo: eu escrevi isso porque também tinha o preconceito de que o Amapá era cheio de índios e isso não é verdade. São muitos descendentes, mas poucos os legítimos e alguns ficam em lugares reservados pela FUNAI. Percebi que precisava ter mais respeito antes de falar dos brasileiros mais genuínos de todos.


Mal sabia eu que iriam remanejar algumas equipes e por acaso me colocaram mais afastado de Macapá, no distrito de Flexal.

Nenhum dos meus amigos teve a felicidade de ficar na mesma equipe de ninguém. Todo mundo se separou e foi para municípios bem distantes. No momento em que escrevo isso, o Eduardo já está a caminho de Vitória do Jarí. Eu ainda estou na escola porque só viajo amanhã. O pobre coitado vai ficar horas atravessando o Amazonas.

O culto de comissionamento foi um a bênção com outra palavra abençoada do Pr. Fernando Brandão( secretário executivo da JMN). E todos já estavam com o uniforme do projeto. Até a “Rede Amazônica” local filmou parte do culto para a televisão. (aparecemos no telejornal amapaense do SBT). Foi nesse culto que eu decidi participar do PAM - plano de adoção missionária.

Chegou a hora da despedida. Quando acabou o culto, o ônibus que levaria a galera para os municípios mais distantes parou em frente á igreja e eu me despedi do meu amigo Eduardo. Agradeço a Deus por ter usado ele para me dar ânimo para vir ao Amapá.

Falei ainda com a Alessandra(SP), Rejane(DF). Mas, o Ismael já foi e acho que eu não falei com ele.

Mas, o dia ainda não tinha acabado. A convenção pagou um jantar maravilhoso pra gente num lugar bem legal. Na verdade, era uma choperia e ficamos praticamente só nós,os voluntários, lá. Com música evangélica com ritmos musicais bem animados, incluindo forró. Eu me diverti muito.

Mas, descobri que sou muito durão pra dançar forró.

Quando voltamos pra escola, já era bem mais de meia noite e o pessoal foi comemorar o aniversário do Danilo(BA), e da Thainá( SP). Bem baixinho porque já tinha gente dormindo.


Quase esqueci de mencionar que antes do culto, levaram eu e o Rodrigo na casa de um irmão para pegar um fogão doado para o projeto. Fiquei irritado porque nos fizeram chegar atrasados( eu acho que perdi a foto oficial...).

Descobri que já tinha feito um grande amigo aqui. O Fábio(MA) é gente boa pacas. Ele tem uma mente consagrada a Deus. É um rapaz que leva Deus muito a sério, mesmo. Tanto ele quanto a Patrícia(GO). Outra menina super consagrada ao Senhor.

Fiquei feliz, porque nunca num projeto de qualquer igreja que eu tenha participado, vi tanta gente compromissada com a voz de Deus e desapegada das coisas materiais.Uma lição para mim que deus quer me dar aqui nesse lugar. Para sempre.

Antes de dormir, conversei com o Rodrigo e também com a Priscila(SP).

O pior de tudo é saber que só verei esse povo agora no dia 28. Em poucos dias, eu me apeguei muito a essas pessoas citadas aqui.

Ps: Liguei pra Flávia e contei parte das coisas que mencionei aqui. Ela ficou muito animada com a minha empolgação. Nunca me viu tão feliz!

Ps2: A Mônica (DF) me deu uma cartela de Paracetamol. Só Deus, mesmo!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Do chamado para o campo


Flexal, 4 de Julho de 2007



Diário de bordo do projeto missionário TRANS Amapá;

Finalmente, começou a parte mais crítica dessa TRANS: o período de adaptação no interior. Acabou a moleza da escola com ar-condicionado.

Depois de algumas horas de viagem, eu e Débora(MG) chegamos a Flexal. Distrito onde Deus nos designou para falar do seu amor.

Ainda bem que chegamos, pois saímos atrasados da escola e o ônibus do pessoal já estava saindo. Tivemos que correr e eu tive que implorar ao fiscal para ele segurar o ônibus.

No caminho, foi legal tirar foto de dois meninos descascando castanhas de caju. Uma cena que não se vê no Rio.




Ao descer do ônibus, eu me arranhei em algum lugar, mas não senti nada até ver o sangue saindo do meu cotovelo.

Aqui não tem enfermaria, só enfermeira. Amanhã, vou ter que ir a Tartarugalzinho tomar antitetânica por via das dúvidas. além disso, não há orelhão, nem tampouco banco. Eu não trouxe um centavo. Ou melhor, só tenho R$ 0,25 e eo que eu quiser, terei que pedir à Junta.

Amanhã, irão mandar a nossa verba pra cá. Acabei sendo escolhido como tesoureiro da equipe.

A água aqui não é tratada. Por isso, ajunta está mandando água pra todo mundo.. Alguns fungos da água daqui são até visíveis. nem fervendo dá jeito.

A casa que eu estou alojado é de madeira e fica atrás da igreja batista do Flexal. Ou melhor, é´parte dela. O lugar é complicadíssimo. Aqui há insetos que eu nunca vi na vida e o calor é o menor dos meus problemas ,agora.

Quando deu umas seis horas, eu fui um ótimo banqutee para os mosquitos, ou melhor, carapanãs. Passei repelente umas quatro vezes e eles não me deixaram em paz. A picada deles coça a beça.

Foi quando o irº Henrique, obreiro da igreja e morador da casa me emprestou uma camisa de manga comprida.

Logo mais á noite, realizamos o culto de oração. A Débora dirigiu e eu preguei. Percebi então, ser mais difícil pregara para as pessoas daqui do que se eu tivesse que pregar no maracanã. Isso porque é preciso ter um tao todo especial com as palavras. Afinal, estou no meio de uma cultura diferente e qualquer erro pode ser fatal.

Mas, os bichos continuam dando o ar de sua graça. Um filhote de sapo pulou no meu ombro e outro pra cima do meu tênis.

Essa é a parte onde eu vejo que vou depender totalmente da provisão de Deus. Em resumo, eu precisarei aprender a comer na mão dele.

Isso porque estamos na fase do medo. Medo do fato de não saber o que lhe aguarda. Medo de não saber tratar as pessoas, o medo de pegar malária e uma outra doença. tudo isso assusta um pouco a gente.

Pra piorar, não há orelhão perto daqui e só poderemos telefonar na segunda-feira.


Depois do culto, a Débora foi dormir na casada enfermeira, já que a Aline(BA) ainda não chegou. Antes de dormir, o irmão Henrique me ensinou a andar de moto (só pra ficar registrado pra daqui a 20 anos eu poder lembrar: Honda Pop 100).

Agora, estou dentro do mosquiteiro, com calça comprida e camisa de manga comprida. Diante das circunstâncias, já disse, o calor é o menor do meus problemas.

Aqui no Amapá acontecem umas chuvas quando você menos espera, mas elas passam muito rápido. Nesse momento , está chiovendo e vários insetos bem parecidos com baratas pularam para dentro da sala.



Amanhã, eu vou tentar ir a Tartarugalzinho de moto. Minha mãe comeria meu fígado se soubesse disso. Não usava mosquiteiro desde uns 6 anos de idade. Agora sei que não era só para mosquitos que ele servia.

Vou tentar dormir agora com um baita barulho de cigarra lá fora. Sabendo que isso é um lugar esquecido pelas autoridades, mas lembrado e amado por Deus.

Ps; as coisas no Amapá são os olhos da cara. Só o meu almoço hoje deu R$ 9.00 em Tartarugalzinho.













segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Entrando na agulha


Flexal, 5 de Julho de 2007


Diário de Bordo do projeto missionário TRANS Amapá;

Já estou fora há quase uma semana e a saudade de casa dá indícios de que vai começar a apertar.

Hoje, eu sofri um bocado de madrugada. Acordei duas vezes para coçar o meu pé e passar repelente. A mosquitada daqui castiga muito.

De manhã, a Débora bateu na porta da casa por uns 40 minutos até conseguir me acordar. Acho que é cansaço acumulado.

Eu e ela fomos conhecer a Vila. Contamos umas 70 casas e compramos 10 garrafas de água mineral no caminho.

O irmão Henrique foi embora hoje pra Macapá e só volta na segunda-feira. Mas, dexou um bilhete pra cozinheira( D. Val) e recados para mim e pra Débora.

Ele achou por bem que eu não fosse pra Tartarugalzinho de moto e achou mais seguro eu ir no carro da irª Marcelina.

Quando eu estava achando ela fosse nos levar para a cidade, ela colocou a chave do carro na minha mão. Fiquei todo bobo! Foi muito bom dirigir um Celta novinho numa rodovia. A 1ª vez, a gente nunca esquece.

Quando eu menos me dava conta, o carro já estava chegando a 120 km/h e eu nem sentia. Só reduzi um pouco porque a enfermeira tem medo de velocidade. Outra coisa que mataria a minha mãe de preocupação ( ou de inveja. Ah ah ah ).



Eu e a Débora tomamos antitetânica em Tartarugalzinho e depois, fomos fazer compras.Estávamos precisando de água, leite em caixinha, papel higiênico, frango, biscoito, sabão em pó e até pinho para lavar o banheiro.

Antes disso, fomos à casa do Pr. Jorge e conversamos com a esposa. Depois das compras, fomos ao local onde está a equipe de Tartarugalzinho. Eles acabaram nos chamando para ajudá-los para ajudá-los por lá quando o trabalho terminar por aqui.

Em seguida, passamos em Itaubal para falar com a equipe de lá e fiquei feliz ao rever o Abner(AP) e a Luciene(GO).


A Luciene nos deu uma pulseirinha co as cores que representam o plano da salvação que a equipe dela está usando. Depois, ela me ajudou a costurar a minha camisa do projeto que estava rasgada.

Chegamos em Flexal e, depois de umas 4 da tarde, começamos o censo religioso do local com a ajuda da Silmara. Mas, pegamos apenas casas de pessoas crentes e convocamos algumas crianças para a EBF. A única pessoa não crente que fomos ver não quis nos receber.
Depois, eu e Débora começamos a bolar métodos estratégicos para a EBF que será na semana que vem.


Fiquei um pouco triste, hoje. Parece que missionário passa por vários momentos de solidão. Principalmente num lugar como esse.

Mas, chega-se a conclusão de que ele sempre tem a convicção de que Deus está no controle de tudo. Isso me alegra muito. Tenho carnal materialista ultimamente e, e nesse projeto, Deus está tirando todas as minhas defesas.



Vou ficando por aqui, pensando na Flávia e no meu namoro. Na minha formatura e futuro ministério. E, nos meus pais também. Percebo que preciso chorar em cima dessas sementes para que elas venham a germinar. Só água, não serve.




domingo, 11 de novembro de 2007

Dia de salvação

Flexal, 6 de Julho de 2007

Esta foto eu tirei no dia em que estive em Tartarugalzinho. Quando eu vi essa menina e o que a cena representava, achei interessante bater. Eu chamei, ela se virou, e eu bati a foto.


Diário de bordo do projeto missionário TRANS Amapá;

Hoje acordamos cedo, fizemos nossas devocionais e partimos para o campo. Fui com a Silmara para um trecho e a Débora foi com o irº Francisco para outras ruas.

Fomos muito abençoados na parte da manhã e algumas almas se renderam aos pés de Jesus.

Nessas visitas, pude ver que a maioria das pessoas mora em casas de madeira, palafitas... Há muita pobreza, mas também há algumas pessoas que saem da capital para trabalharem aqui, já que pagam muito mais.


E logo de início, percebemos que quase todos estão insatisfeitos com a falta de comunicação, saneamento básico e a distância do centro de Pracuúba pra Flexal. No âmbito religioso, a maioria esmagadora é composta de católicos nominais.

Á tarde, almoçamos e eu tirei um cochilo merecido após passar boa parte da minha noite de sono coçando minha mão picada de carapanãs. Agora, ela está meio inchada e com manchas vermelhas de tanto coçar.


A enfermeira me emprestou uma pomada. Vamos ver se vai aliviar.

No fim do dia, contabilizamos 21 decisões. Ou seja, um número considerável de pessoas se converteram a Jesus e eu ganhei mais almas num dia de TRANS do que em toda a minha vida cristã.

No culto da noite, eu dei uma palestra sobre pais e filhos, mas eu fiquei pouco á vontade no assunto porque não tenho filhos. A Débora disse que gostou. Acho que as pessoas também gostaram, mas elas sempre se mostram um pouco desconectadas. Acho que os amapaenses não curtem muito o contato visual.

Agora, estou com muita vontade de ir para o centro da cidade navegar na internet e dizer o que vem acontecendo comigo.

Queria que o irº Henrique também chegasse mais cedo para que pudesse me emprestar o carro para ir pra Macapá.

Deus tem falado muito ao meu coração aqui. Acho que estou me adaptando e ficando mais humilde. Estou até aceitando favores dos outros sem reclamar. Deus quer diminuir o meu orgulho com tudo isso.

domingo, 28 de outubro de 2007

Pescador

Flexal, 7 de Julho de 2007

Diário de bordo da Operação missionária TRANS Amapá;



A minha mão já está desinchando com a graça de Deus. Agora, estou aqui pensando nas palavras da Patrícia(GO) que eu vou carregar pelo resto da minha vida.


Quando ela me disse coisas sobre depender de Deus e não tomar mais nenhuma decisão na vida, só aguardar a vontade dele...caramba! aquilo foi uma pancada no meu comportamento mesquinho e auto-suficiente.


Fiquei muito feliz ao ouvir aquilo e agora as palavras dela estão ecoando no meu novo coração missionário.

Patrícia e Priscila. Obrigado, Paty pelas palavras. Serei etrenamente grato ao Senhor por ter usado você como um instrumento naquele dia.

Hoje, eu e a Débora saímos cedo e praticamente terminamos o recenseamento. Fizemos algumas visitas, houveram três conversões, mas na parte da manhã, apressão da Débora baixou e ela se sentiu mal.

Achei que talvez seria necessário pegar o carro da irª Marcelina e corre com ela pra Tartarugalzinho. Mas, não foi, graças a Deus.

Esta é, com certeza, uma das melhores fotos dessa TRANS. Talvez porque tenha sido a mais espontânea. Eu nem sabia que a Débora ia bater, mas gostei muito. Momentos depois dessa foto,a pressão da Débora baixou.

Alguns probleminhas tem acontecido aqui na TRANS. Enquanto nós estamos aqui com tudo o que precisamos, está faltando comida na equipe de Pracuúba. E não há como chegar no local de carro. O Pr. Jorge veio aqui e passamos as nossas necessidades para ele conversar com o Pr. Gerson.


Não vejo a hora de chegar o dia da folga para e pioder ir a Pracuúba entrar na internet da prefeitura e mandar notícias lá pra minha casa, pra Flávia e pra igreja. Mas o que eu queria mesmo era que o irmão Henrique chegasse de carro, para que eu pudesse viajar de carro pra Macapá pegar o meu dinheiro no Itaú.Hoje foi o meu dia de lavar o banheiro, depois dos estudos bíblicos que realizamos à tarde. Mas, fiz alegre, cantando " Minha Pátria para Cristo" do cantor Cristão.

Por falar em música, a Débora não aguenta mais me ouvir cantar "Grupo Logos" e ela até me filmou cantando Pescador, hoje.

Engraçado que muita gente aqui da TRANS já me disse que minha voz se parece com a do Paulo Cezar...estou começando a achar que a Flávia tem razão.


Fiquei sabendo que amanhã vai ter um futebolzinho por aqui, pelo torneio municipal de Pracuúba, entre Havaí X Guará. Quero muito que não chova para eu filmar e tirar umas fotos. Vai ser legal. Disseram que enche bastante e vamos distribuir uns folhetos.


Ps. O suco de Cupuaçu que a irª Marcelina troxe estava muito bom. Arrasamos tudo.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Pelas barbas do profeta!


Flexal, 8 de Julho de 2007

“ O vosso trabalho não é vão no Senhor.”



Diário de Bordo do projeto missionário TRANS Amapá;


O dia foi bem movimentado, hoje. Pela primeira vez, fui o primeiro a acordar. Lá pelas 6 horas, já estava de pé. Pela manhã, tivemos a EBD com um expressivo número de alunos para a realidade local. Uns 40 marcaram presença, hoje.

Eu dei aula para os alunos sobre santidade e a Débora ficou com os adolescentes. Estou percebendo as pessoas um pouco mais participativas, agora.
No meio do culto, o Pr. Jorge chegou e a Débora foi lá fora saber sobre o futuro dela na TRANS.

Na hora do almoço, foi muito legal receber a visita de parte da equipe de Tartarugalzinho e falar com o abençoado irº Franciel. Fiquei feliz em conhecer um homem que é aposentado e ainda trabalha, mas que está sempre envolvido com esses projetos.

Eles deixaram uns biscoitos Cream Crackers com a gente e levaram um colchão emprestado. Logo assim que eles saíram, a Diretoria da TRANS chegou toda aqui. Não esperava ouvir a voz do Pr. Gerson me chamando lá fora. Ele veio com a esposa( irª Lizete) e a filha. Mais o Pr. Geremias e a irª Esther da intercessão. E ainda o Pr. Valdir que fez coleta dos números que já tínhamos do evangelismo. Ele ficou muito feliz com os resultados já obtidos.

Aproveitei e dei o número do telefone lá de casa pra irª Esther ligar pra minha mãe. Dei também o da Flávia.
O Pr. Gerson me deu R$ 400.00 para usar em despesas eventuais aqui. Achei que não seria necessário.Antes deles, o Junior (DF) e o Neemias (PA) chegaram aqui de moto todo enlameados. A estrada não está muito boa pra eles lá de Pracuúba, não.

De tarde foi muito bom. Eu me diverti muito quando fui ao estádio ver um jogo do campeonato municipal de futebol daqui da região. Esse Brasilzão é muito grande, mesmo. O jogo tinha narrador, comentarista, era transmitido pela rádio e tinha até polícia militar. A coisa é séria, mesmo! Eh eh eh
Foto que tiramos no dia que a Direção da TRANS foi visitar a gente: Pr. Valdir, Pr. Gerson, Pr. Geremias, eu, irª Lizete, irª Esther e Débora.

A cidade quase toda foi pra lá. Por isso, tivemos dificuldades de realizar os estudos. Estavam todos no estádio “Círio de Abreu”, vendo o jogo do time local. Distribuímos 200 folhetos.

Depois, a Van do Pr. Gerson voltou pra cá coma irª Irailde (BA) para dar um auxílio pra gente. Ficamos muito felizes. Ela lavou minha camisa, fez comida e arrumou a minha rede com mosquiteiro.

Ela conversou muito com agente sobre outras TRANS que participou e contou histórias de jovens que se casaram aos se conhecerem em uma. ( Mais tarde,no dia do culto da Vitória, o Eduardo estava anunciando a criação da comunidade do orkut: TUDO ACONTECE NA TRANS... fim de namoro, início de namoro, perda de emprego, emprego novo,ameaça de morte... e até casamento ...ah ah ah).

O culto foi muito bom à noite. Falei sobre o texto de I Cor 9:15ss sobre a “Vitória do cristão”.
Na hora do culto, o irmão Henrique chegou com o carro recheado de refrigerantes e frutas para a Débora. Mal sabia ele que amanhã ela vai pra Tartarugalzinho ficar de vez.

Estou doido para que amanhã chegue, logo. Lá pelas 4,a irmã Marcelina virá pegar a gente. Vou a Macapá e a Débora vai ficar em Tartarugalzinho.

Se eu chegar em Macapá umas 8 horas, vou ver se encontro condução para irão município de Santana visitar a Priscila( SP).

Depois, vou querer passar em alguma Lan House para passar uns trocentos scrap sobre o que está acontecendo comigo, até porque, muita coisa mudou desde a última vez que dei sinal de vida.

Não vejo a hora de ouvir a voz da minha mãe e da Flávia. Amanhã é o dia. Obrigado, Senhor!

Ps. Senti o gostinho de pegar a moto do Pr. Jorge( moto de rali). Fiquei todo boboe a criançada ria de longe das minhas barbeiradas.

Em tempo: O Júnior e o Neemias quebraram o retrovisor da moto. Ela está na minha pasta de recordação. Ah ah ah

Hoje, acabamos batizando um dos filhotes da gata que não quer sair daqui. Os outros três irmãos dele sempre ficam com a mãe, mas ele gostou da gente. O seu nome é Nino.

Só a Débora,mesmo...

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Uma surpresa para Priscila

Tartarugalzinho, 9 de Julho de 2007

Diário de bordo do Projeto Missionário TRANS Amapá;

Dia de Folga

Acordamos 3:40 da manhã e entramos no carro da irª Marcelina. O carro estava muito apertado até deixarmos a irª Irailde e a Débora em Tartarugalzinho.

Quando cheguei em Macapá, passei na igreja Memorial e depois liguei para minha mãe. Ela ficou feliz com a minha empolgação e alegria.

Liguei para a mãe da Flávia e fiquei no telefone com ela mais tempo do que estou acostumado.
Depois, peguei o ônibus pra Santana acreditando na palavra do povo queme dizia quee u chegaria em20 minutos. Levei uma hora, sem engarrafamento nem nada.

Aacabei conhecendo a cobradora que também era batista. Cheguei na igreja e falei com um dos pastores, mas aigreja que recebeu a equipe era outra: a Betel. Ao chegar lá, aproveitei para ligar para Luciana e pra Flávia. Comprei um bocado de cartões.

A Priscila tomou um susto quando me viu de longe. Forçou a vista e quando percebeu que era eu, veio correndo e meu deu um abraço.

Falei com elas e me disseram que está faltando dinheiro e que a Junta precisaria dar uma força a equipe de lá o quanto antes.

Depois dessa visita de médico, voltei pra Macapá e conheci uma favelinha de Santana no meio do caminho. O lugar era praticamente um lixão, cheio de esgoto e moscas. No meio de tudo aquilo, muitos meninos soltavam pipa. Enquanto passava, suplicava a Deus para eu não pegar malária, ali. Estava com medo.


Em Macapá, entrei na Lan house,mandei um enorme e-mail com cópias para vários membros da minha igreja( que lamentavelmente, ninguém tratou de me responder). Deus sabe as razões,mas o que mais me chateou foi ver que meus amigos não-crentes me responderam mandando palavras de incentivo... já o povo da minha igreja...).

Fui ao Shopping , comi um trio Big Bob e fui pra rodoviária. Aproveitei e comprei uns brinquedos para a EBF, lá.

Estou meio gripado, hoje, por conta do ventiladorem cima de mim para os mosquitos. Tomara que eu não piore depois de ter pegado tantos golpes de vento frio dentro da Van para Tartarugalzinho.

Quando chegeui aqui na casa do pessoal de Tartarugalzinho, eu me diverti muito. Descarreguei as minhas fotos no notebook do Franciel e vimos as fotos do treinamento. Foi muito legal!

Ás 21:20, eu fui no orelhão ligar para a Flávia de novo. Queria ter ligado para a Paulinha também,mas não consegui.

Se eu não mostrar essa foto ninguém acredita onde eu estive. Estão vendo ali na esquerda?É.. eu estava numa rodoviária que tinha ônibus pra Oiapoque. Dá pra acreditar?

Jantei bem e fiquei com uma vontade louca de ficar aqui nesse município de vez. A equipe aqui é muito unida e bem sintonizada com Deus. Ainda por cima, fiquei sabendo que a Flor(AP) éa miga da Vivien lá na Tijuca, onde ela Educação Religiosa. Este mundo é muito pequeno mesmo.

Realizamos uma devocional aqui muito abençoada, mas me senti um pouco distante, hoje.

Antes de dormir,ainda tive que matar uma perereca que apareceu no quarto das meninas. Depois, elas pegaram no pé do Franciel dizendo que ele estava com medo e só eu fui homem de ir lá...ah ah ah

A carta-consolo



Tartarugalzinho, 10 de Julho de 2007

Meu primeiro contato com o projeto Rondon.Eles estavam lá no mês da TRANS.

Era mais ou menos meio dia quando começou a chover na rodoviária de Tartarugalzinho. Exatamente no mesmo horário que chovia quando estive aqui na semana passada.

Enquanto esperava o ônibus, pude conhecer algumas pessoas do ”projeto Rondon“. É um trabalho do Ministério da Defesa onde estudantes universitários vêm para lugares como este promoverem o desenvolvimento sustentável.

Conheci uma moça chamada Tamna Mari de Curitiba que me explicou tudo isso. Não tive tempo de evangelizá-la, só de explicar a TRANS. Agora, estou com a consciência um pouco pesada.

Estou saindo de Tartarugalzinho sem muita empolgação. Sabendo que ficarei sozinho lá em Flexal até sexta-feira, com o irmão Henrique e a esposa.




Até porque vou sentir falta da união da equipe e das brincadeiras. Hoje, tomei um ótimo café da manhã e me diverti a beça com pessoal. O principal cobaia é o Franciel. Ele é um figura!

Mas, na segunda-feira, vamos reunir três equipes ( o que não aconteceu) em Tartarugalzinho e creio que será uma reta final inesquecível dessa TRANS.

Se na fossem os 268 km de distância até a capital, eu iria pra lá todos os dias. Daqui para Macapá é como do Rio a Juiz de Fora: É uma viagem!

Esta foto é da Padroeira de Tartarugalzinho. Curiosamente, cada município tem um padroeiro e uma imagem na entrada ou na praça principal. Nossa oração que o povo amapaense continue reconhecendo a Cristo como único mediador entre Deus e os homens.


Acabou a luz aqui em Flexal ,choveu mais do que o normal e apareceu o dobro de mosquitos.

O irº Henrique vai viajar de novo para Macapá. Quero ficar aqui para aprontar a EBF. Quero ir pra Tartarugalzinho comprar material. Já joguei todos os verdes pra ele,mas tô vendo que no carro dele não botar a mão. Acho que ele tem ciúme.

Ps: Foi bom saber que o pessoal de Itaubal esteve aqui ontem e deixou uma carta:


Olá Débora e Wagner;

Estivemos aqui, vocês não estavam, mas deixamos um grande abraço a vocês. Que Deus os abençoe. Deixamos uma reflexão para vocês: Salmo121.


Em Cristo Jesus:

Luciene , Abner e Marilene:

“ Ele não permitirá que os teus pés vacilem.”

Quando estamos a 4 mil quilômetros de distância de casa, uma carta como esta faz toda diferença.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

O pregador da rodovia

Flexal, 11 de Julho de 2007



Diário de Bordo do projeto Missionário TRANS Amapá:


A noite foi horrível. Acordei cinco vezes no meio da madrugada para me coçar e passar repelente. Como foi que os cretinos passaram pelo mosquiteiro, ainda estou tentando descobrir .

De manhã, fui fazer alguns estudos com a Silmara e fiquei questionando as razões das desavenças dos grupos, aqui. Tomara que Deus sensibilize os corações das pessoas aqui porque esse tipo de coisa é altamente nociva ao crescimento da igreja.

Depois do almoço, tirei aquela soneca e me senti finalmente descansado da minha viagem a Macapá de segunda.

Este é o Estádio Cirio de Abreu. Dá pra acreditar que realizam jogos profissionais aqui?


Voltei a Tartarugalzinho para comprar algumas coisas para a EBF e descobri que a Flor e a Débora já estão cuidando de tudo.Nessa corrida, só lamentei não ter aproveitado para telefonar pra ninguém.

Encontrei o Franciel , dei R$ 250.00 a ele pelos custos com a EBF e falei também com a irmã Irailde( ela brincou comigo e perguntou se eu já estava com saudade).

Comprei mais algumas coisas como pirulitos, bombons e bexigas. E o irmão Henrique me deu um saquinho de castanhas de caju, uma barra de cereal e a chave do carro dele( queimei a língua, né? Ontem, eu estava aqui afirmando que nunca iria pôr as mãos naquele carro...só não pude passar de 80 km/h...eh eh eh) .

Antes disso, passamos em Taubal e eu deixei uma carta para a Luciene e para o Abner retribuindo o gesto deles de segunda-feira.

Fico aqui pensando em como deve estar o Eduardo lá em Laranjal, digo, Vitória do Jarí. E outros amigos que nem sei para que municípios foram.


Depois de convocar algumas crianças para a EBF, voltei para me preparar para o culto. Ainda bem que a luz voltou. Por que do contrário, eu estaria até agora sem banho.

Ás 17:00, o Pr. Jorge nos levou lá no terreno onde a igreja, ou melhor, a convenção quer levantar uma congregação. Fiquei pasmo quando soube que o terreno custou R$ 150.00 e até perguntei: “ R$150 mil????” eh eh eh. Não! 150 reais, mesmo.
Uma igreja lá receberia as pessoas do outro lado que não vêm para o lado de cá, mas vejo isso com maus olhos porque isso seria passar uma pomadinha na situação e esquecer o problema principal.

Fiquei doido ao conhecer a Rebequinha. A filha do Pr. Jorge gostou muito de mim e é uma graça, também. Essas pequenas coisas me farão sentir uma dorzinha no peito quando chegar o dia 29.

Quando estava perto de terminar o culto da noite, a esposa do irmão Henrique (Irª Telma) chegou num “carro particular”, mas já vai voltar para Macapá com ele amanhã para cuidar dos netos.

Vou ficando por aqui, dividido entre o desejo de ir pra Tartarugalzinho onde vou estar alegre com o astral da turma e o peso de sair daqui e deixar a igreja sem nenhum missionário.

Coisas do campo; coisas de missões; coisas de Deus...

Outra foto que eu também faço questão de postar, mesmo não tendo participado de nada. Esta é uma atividade da EBD em Tartarugalzinho, quando eu ainda não estava lá. Não parece foto do Ministério da Educação?

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Solidão, que nada!



Flexal, 12 de Julho de 2007


Diário de bordo do projeto missionário TRANS Amapá:

Acordei umas seis horas da manhã com o barulho do irº Henrique e da esposa se aprontando para sair. Ajudei a levar o bebedouro para cima do carro e alguns isopores que eles levariam.

Aqui tem chovido mais do que na semana passada e, na hora que eles foram, o aguaceiro estava forte. Isso acabou prejudicando os planos e eu esperei até 9:30 para ir fazer as visitas com a Sílvia.

Enquanto isso, eu fiquei escutando música e ouvi “Portas Abertas” do Grupo Logos umas 10 vezes.. Esses momentos de solidão me fazem pensar muito em casa, no meu namoro e...bem...como o Pr. Fernando disse: Enquanto estamos cuidando das coisas de Deus, Ele trata de cuidar das nossas. A primeira vez que eu bati os olhos nessa foto, eu a visualizei no Jornal de Missões. Muito, mas muito, boa! É a Florzinha na casa do irº Francisco.

O irmão Henrique também vai ao médico, por isso, não acredito que ele volte pra cá, hoje. No lugar dele, eu também ficaria viajando direto pra capital, já que a família ficou lá. Não teria jeito.

Vida de missionário itinerante não é moleza. Vir para tão longe, ficar um tempo, se apegar as pessoas e depois nunca mais vê-las não é melhor coisa do mundo, não. Não fico um dia sem pensar nos meus amigos do treinamento: Rodrigo, Ismael, Thainá, Priscila, Patrícia, Priscila(RN) e... O Fábio.... puxa, a idéia de nunca mais ver esse povo me entristece.

Talvez eu aceite o convite da Rejane e da Vanessa pra pregar em Brasília. E o convite da Débora para Uberlândia.( mas,eu ainda irei a São Luiz, quem sabe no ano que vem, na igreja do Fábio).

Hoje, convidamos algumas crianças para a EBF e entreguei algumas bexigas na mão delas para trazerem para cá, amanhã. Preciso orar para que Deus leve embora essa chuva para elas poderem vir. Amanhã, as meninas chegam. A Débora e a Flor vão trazer todo material da EBF. Eu não preparei nada.

Tentei limpar a casa do irº Henrique para exibir o FILME JESUS, no sábado, mas vai ficar sujo, porque lá não tem torneira. Levei sabão e vassoura á toa.

Depois do estudo da tarde, voltei cedo pra casa e fiquei sozinho sem nada pra fazer. Foi quando a irª Marcelina mandou o Chico vir aqui ver se eu estava precisando de algo. Conversei um tempo com ele e ele diz estar feliz com o nosso trabalho e que dará resultados. Isso me deixou contente, pois não via o mesmo. Gostou até da minha maneira de pregar.

Na hora em que eu estava no banho, chegaram a Silmara, a Márcia e o René. Jogamos dominó e eu venci uma das partidas. (Umazinha só).

Esta também é, certamente é uma das melhores fotos da TRANS. Foi tirada mais ou menos por essa data em Tartarugalzinho.

Depois, eu fiz macarrão e fritei um quitute. Conversei com as garotas sobre projetos de vida,profissões, ministério, etc.

Mais tarde, a irª Marcelina pediu para o René vir dormir aqui. Eles não queriam me deixar sozinho de jeito nenhum. Sou muito grato por esse gesto!


Ps1: Comprei duas batatas fritas bem velhas e perto do prazo de validade. Cuspi tudo fora e a Silmara ficou rindo.

Ps2: Ela e a Márcia ajeitaram o meu mosquiteiro. Agora sei como os cretinos conseguiam me picar.Eu não arrumava o mosquiteiro direito e eles picavam pó cima do pano que estava encostado em mim. Tinha que ficar afastado.