sábado, 20 de dezembro de 2008

Breves pensamentos

Santa Cruz de La Sierra, 18 de Janeiro de 2008



Diário de bordo da Cruzada evangelística Salvación para Todos: Missão Bolívia II.

Saímos para evangelizar perto de um campinho de futebol no bairro Bolívar e de um condomínio bem chique de lá.

Depois de distribuirmos alguns folhetos e convidar pessoas para o culto da noite, a Carol encontrou um cavalo com um arame farpado enroscado na cauda.

Comecei tentando puxar e me pediram para me afastar. Não dava para tirar desembolando na cauda dele porque eu poderia levar um coice. Então fiquei bem afastado mexendo devagar, balançando, temendo machucar o animal.

Estava com medo de puxar mais forte para o cavalo não sentir muita dor nem minhas mãos escorregarem e furarem no arame farpado. Quando eu percebi que ele estava deixando eu puxar, puxei mais forte e consegui tirar. Até comemorei. Curiosamente, o cavalo parecia saber que tinha alguém tentando lhe ajudar, por isso, não ficou bravo(eu acredito mesmo nisso. Eh eh eh).

Almoçamos e depois fomos tirara um cochilo. O lado ruim dessas pestanas é a moleza que dá quando acordamos.

Tivemos o segundo dia de EBV( Escuela bíblica de vacaciones). Ensinei a música “Eu estou alegre” em espanhol para a turminha. Foi legal também quando brincamos de “Tierra , mar y ciello”. Eu me diverti muito e ainda virei meu boné para trás no melhor estilo “Menino maluquinho”.

Enquanto isso, a Carol escovava os dentes e passava flúor na molecada. De 7 em 7.

A “cena” foi maravilhosa. Uma deliciosa “bisteca” com maionese, que eles chama de “salpicón”. Fui nas nuvens com aquilo. Quase pedi pra repetir.

Depois, tivemos culto na casa do hermano Willy e a Edilene pregou sobre agradecimentos a Deus. No final, tivemos café com “empanado”. Vi algumas pessoas tomando um copo cheinho até a borda, tanto que quando eu bati o olho pensei que fosse coca-cola: eu não dou conta, não.

Ao voltarmos, as meninas foram pra casa e passei no Remberto porque necessitava de “baño” urgentemente( baño não quer dizer banho, ok? Eh eh eh).

Aí, voltei na companhia de Remberto filho, Kevin e Daniela e apostamos uma corridinha até o portão. Aqueles 50 metros foram o suficiente para me fazer pensar. Passou tudo pela minha cabeça naquele tempinho.

Pensei no quanto aquela turminha vai me fazer falta. No quanto Deus me usou e me abençoou aqui e na dor que irei sentir ao me despedir deles na semana que vem. Acho que nenhum atleta olímpico condensou tantos pensamentos e sentimentos numa única prova.

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