sábado, 20 de dezembro de 2008

Trem da morte, que nada

Santa Cruz de La Sierra, 6 de Janeiro de 2008


Diário de bordo da Cruzada evangelística Salvación para Todos: Missão Bolívia II.

Depois do café da manhã, o culto foi maravilhoso. Foi, de fato, longo mas ninguém nem sentiu. Já com a caravana da Bahia participando e todos uniformizados.

Muitas experiências foram compartilhadas e o momento em que cantamos “Abre Los Ciellos” foi o mais marcante para mim.

Á tarde, deixamos tudo arrumado para irmos pegar o trem. Depois, vivenciei algumas experiências irritantes e cansativas. Despachar as malas, pequenas irregularidades na documentação, o calor, a confusão no fuso-horário...tudo isso me deixou muito aborrecido porque eu já não durmo direito desde 5ª feira.

Mas, eu não sabia o que me esperava. A viagem de trem para Santa Cruz de La Sierra foi a mais gostosa que já fiz em toda aminha vida.

A boliviana que sentou do meu lado era meio mal educada e grossa e, por muito pouco, não confiscou a minha poltrona na hora de dormir. Quando eu me ausentei, ela se esticou entre os dois espaços e dormiu.

Todavia, isso não foi capaz de tirar o meu bom humor porque a experiência transcultural de viajar naquele trem superou toda a minha irritação.

Quase entrei em desespero quando vi que nenhum dos meus amigos caiu no meu vagão. Mas, naquele momento, eu não sabia que as pessoas caminhavam de vagão em vagão à vontade. Pude conversar com todos os meus amigos e o ar-condicionado era muito gostoso.

Evangelizamos um casal que estava no vagão da Taty do Victor. O rapaz era de Curitiba e a moça era de Minas. Entendo que Deus está me dando a responsabilidade de orar por eles, porque não tomaram nenhuma decisão.

Quando o bate-papo acabou, voltei para o meu lugar e lá estava a boliviana dormindo atravessada. Resolvi tudo com um simples “Permisso”.

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito legal o seu blog!

Parabéns!!

:)